domingo, 8 de março de 2009

Festival Internacional da Sanfona


No ritmo do fole

Festival Internacional da Sanfona reúne instrumentistas nacionais e estrangeiros, a partir do dia 16, às margens do São Francisco

Pollyanna Diniz (Diário de Pernambuco)

Ricardo Fernandes/DP/D.A PressRicardo Fernandes/DP/D.A Press
Dominguinhos é considerado, atualmente, o maior representante do gênero no país
No Nordeste brasileiro, foi o velho Lua quem eternizou o som da sanfona. Mas o instrumento que ajuda a entoar Asa branca, um hino do Sertão, é antigo como a seca cantada nos versos damúsica de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, só que nasceu lá longe, na Europa. Já aqui no Brasil, dependendo da região, a sanfona ganhou vários nomes: pode ser acordeão, fole, gaita. "Sanfona é um nome brega e acordeão é o chique", brinca o sanfoneiro Targino Gondim. 
Leila Leandro/DivulgaçãoLeila Leandro/Divulgação
Borghetti traz ao evento a tradição da gaita gaúcha e suas composições


Para mostrar a representatividade da sanfona na 
música popular brasileira (e não apenas no forró), um festivalvai reunir, às margens do Rio São Francisco, instrumentistas nacionais e internacionais que tocam os mais diversos ritmos "sanfonados'. 

Festival Internacional da Sanfona começa no dia 16 e segue até 21 de março com shows, exposições, palestras e oficinas em Petrolina, no Sertão pernambucano, e Juazeiro (BA). O evento será aberto com duas mostras, às 10h, no River Shopping, em Petrolina: um delas reúne modelos de sanfonas da coleção Valério Sanzovo, do interior de São Paulo; e a outra traz peças do acervo do Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, de Campina Grande. 

No dia seguinte, às 20h, começam os shows. O primeiro da programação é o do italiano Mirco Patarini, considerado um dos melhores do mundo. A apresentação será no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro. "Ele vem ao Brasil exclusivamente para participar do 
festival", conta o curador, Targino Gondim.

No dia 18, a programação conta com a palestra Sivuca, 
música e história, que será ministrada pelo jornalista Fernando Gasparino e por Flávia Barreto, filha única do artista que é um dos homenageados do evento. Fotografias raras, imagens e gravações feitas desde a década de 50 retratam a importância do músico que faleceu em 2006. Antes disso, no dia 16, José Nobre, pesquisador, fundador e mantenedor do Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, participa de um debate sobre A vasta obra de Luiz Gonzaga, também reverenciado pelo festival. A outra palestra prevista na programação será sobre A discografia de Dominguinhos, com o sociólogo e produtor cultural José Manoel de Lemos Pereira, no dia 20.

Voltando aos shows, no dia 19, Targino Gondim aproveita para gravar o o 
DVD Simplesmente assim, com a participação de Dominguinhos e Elba Ramalho. No dia 20, Dominguinhos, Targino e Elba voltam a se encontrar na apresentação que também terá a participação de Luizinho Calixto, da Orquestra Sanfônica de Aracaju e de Raimundinho do Acordeon. No encerramento do evento, no dia 21, sobem ao palco montado na Orla de Juazeiro, Oswaldinho do Acordeon, Renato Borghetti, Clã Brasil, Targino Gondim, Cicinho de Assis e Orquestra Sanfônica de Recife. Todas as atividades são gratuitas.

Para mais informações, acessem 
http://www.festivaldasanfona.com.br/

2 comentários:

Adriana disse...

Acho Sivuca e Borgheti exóticos,,,,curto muito quem aprecia esta música.

Leonardo disse...

Eu fui e foi maravilhoso. Não perco mais. A festa foi impecavel e agora posso entender porque tantas musicas belas que falam de Juazeiro, Petrolina e do Velho Chico.
Viva "Juazeiro Roots" heheheh.
Abraços dos 3 Matutos pra galera do Blog. Estivemos lá tocando também nas rodas de forró.