quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Programa Acervo Origens - 06fev16

O Programa Acervo Origens desta semana apresenta a tradição da Folia de Reis com o grupo dos Irmãos Vieira, de Bonfinópolis/MG, Pixinguinha Sinfônico com a Orquestra Petrobrás Sinfônica, a modernidade fincada na tradição de Kiko Dinucci e Juçara Marçal, a beleza das vozes de Cascatinha e Inhana e a nova geração do tradicional Trio Nordestino.





1) Coisas que eu nunca vi (Tradicional) com Folia de Reis Irmãos Vieira - Bonfinópolis/MG
2) Credo (Tradicional) com Folia de Reis Irmãos Vieira - Bonfinópolis/MG
3) Quebra Gabiroba (Tradicional) com Folia de Reis Irmãos Vieira - Bonfinópolis/MG

4) Valsa dos Ausentes (Pixinguinha) com Orquestra Petrobrás Sinfônica, sob regência de Sílvio Barbato

5) Padê (Kiko Dinucci) com Kiko Dinucci e Juçara Marçal
6) Cabocla Jurema (Candeia - Nina Alvarenga) com Kiko Dinucci e Juçara Marçal
7) São Jorge (Kiko Dinucci) com Kiko Dinucci e Juçara Marçal

8) Rede de Taboa (Elpídio dos Santos) com Cascatinha e Inhana
9) Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo) com Cascatinha e Inhana
10) Índia (J. Flores e M. Guerrero, versão de J.Cascata) com Cascatinha e Inhana

11) Resto de Amor (Cecéu) com Trio Nordestino (Nova Geração) e participação de Fagner
12) Amor de doido (Pedro Bandeira - Lindolfo Barbosa) 
João e Maria (Severino Ramos)
Menina Apimentada (Lindolfo Barbosa / Assisão), com Trio Nordestino (Nova Geração)
13) O Chineleiro (João Silva / J. B. de Aquino) com Trio Nordestino (Nova Geração) e participação de Lenine

Pesquisa, Produção e apresentação: Cacai Nunes

Redação: Gabriela Tunes

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Programa Acervo Origens - 30jan16

O programa Acervo Origens desta semana apresenta o violão de 7 cordas do mineiro radicado em Brasília Félix Júnior, as batidas do tambor de crioula e toda influência do Maranhão na música de Henrique Menezes, choros inesquecíveis com Carioca e sua Orquestra de Baile e forró, samba, carimbó e xote com Elino Julião, um dos maiores forrozeiros do Rio Grande do Norte.



1) Relembrando Lisbora (Félix Junior) com Félix Junior e part. De Vinícuis Magalhães
2) Laís (Félix Junior) com Félix Junior
3) Baião pra Estela (Félix Junior) com Félix Junior

4) Caminho de Pescador (Henrique Menezes) com Henrique Menezes e Banda Bom Q Dói
5) Coco de Ainé (Henrique Menezes) com Henrique Menezes e Banda Bom Q Dói
6) Coreira de Tambor (Henrique Menezes, com citação das cantigas de tambor de crioula) com Henrique Menezes e Banda Bom Q Dói

7) André de sapato novo (André Victor Correa) com Carioca e sua Orquestra de Baile
8) O xameguinho dela (Porfírio Costa) com Carioca e sua Orquestra de Baile
9) Paraquedista (José Leocaldio) com Carioca e sua Orquestra de Baile
10) 1 x 0 (Pixinguinha - Benedito Lacerda) com Carioca e sua Orquestra de Baile

11) Bebê chorão (Italucia - Braga Neto) com Elino Julião
12) O valente durão (Alcimar Monteiro - Olavo Barros) com Elino Julião
13) Você vai chorar por mim (Severino Ramos - Rocha Sobrinho) com Elino Julião
14) Olá, bicho (Jacinto Limeira - Magna) com Elino Julião

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

João do Pife e seu conjunto - 1967

Texto: Gabriela Tunes            

Hoje, o Acervo Origens, com muito orgulho, traz para vocês uma das cenas mais bonitas da paisagem sonora nordestina, o som poderoso dos pífanos, as pequenas flautas de madeira, bambu ou até mesmo de PVC, que fizeram história na música brasileira. São muitos os tocadores de pífano, mas alguns alcançaram grande reconhecimento. Um deles certamente é João do Pife.

Existem, na verdade, dois grandes músicos que ficaram conhecidos por João do Pife. Um deles é pernambucano, faz parte da banda dois irmãos, e é um grande tocador de pífanos. O outro, natural de Alagoas, tinha por nome João Bibi dos Santos, e nasceu em Arapiraca, no estado do Alagoas. É dele que falaremos hoje. João do Pife aprendeu a tocar pífano ainda criança, quando ajudava os pais nas lavouras de fumo, em Arapiraca.  Ainda menino, desenvolveu enorme talento com a flautinha, e começou a ficar famoso na região onde vivia. João do Pife nunca frequentou a escola, e era completamente analfabeto nas letras, porém capaz de se expressar como poucos por meio das notas musicais.



Do final dos anos 60 até meados dos anos 80, João viveu o apogeu de sua carreira artística, permanecendo constantemente em turnês por todo o Brasil, em apresentações solo, acompanhando o humorista Coronel Ludugero ou até mesmo tocando com grandes artistas como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. João do Pife gravou  vários discos, e enriqueceu enormemente a bela tradição dos pifanos brasileiros. Ele faleceu em 2009, e Maceió, nas Alagoas.

Neste LP de 1967 que trazemos hoje, João do Pife toca choro, baião e frevo.

É a fina flor do pífano brasileiro.






terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ely Camargo - Gralha Azul (1968)

Texto: Gabriela Tunes

E hoje é dia de disponibilizar um LP da cantora e folclorista Ely Camargo. 

O interesse pelo folclore, Ely Camargo adquiriu em função de sua infância em Goiás, antiga capital do estado, em que viu, nas festas locais, apresentações de grupos de Congos e Tapuios. Quando Ely foi morar em São Paulo, ela cantava as músicas que guardava de memória, aprendidas nas festas em sua cidade natal. Mas ela sentia que lhe faltavam informações. Ela chegou a gravar um LP com o pesquisador e professor Rossini Tavares de Lima, mas a falta dos registros das músicas tais como eram cantadas deixou a dupla com dúvidas sobre diversos aspectos das músicas, embora do disco tenha ficado lindo. Então, Ely resolveu ir a campo, e gravar in loco, nas festas populares, a maneira exata como as músicas eram elaboradas. 


Dessa pesquisa resultou em enorme acervo, que se encontra em poder da própria Ely, contendo entrevistas e gravações das músicas. A partir dessas pesquisas, Ely gravou vários LPs, sob orientação do Professor Rossini Tavares de Lima, com os temas folclóricos que coletou em sua pesquisa de campo. 

O LP que disponibilizamos, lançado em 1968, é dedicado às tradições musicais do Estado do Paraná. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Programa Acervo Origens - 23jan16

O Programa Acervo Origens dessa semana apresenta o virtuosismo e o entrosamento do Zimbo Trio com o violonista Sebastião Tapajós, o desafio dos emboladores Galdino de Atalaia e Roque José, as modas, cururus e pagodes com Rei da Mata e Tião do Gado, forrós instrumentais com a sanfona de 8 baixos de Adolfinho e a cantoria sempre linda de Rolando Boldrin.





1) Dança (Luiz Chaves) com  e Sebastião Tapajós
2) Um pro Zimbo (Sebastião Tapajós - Mauricio Einhorn) com Zimbo Trio e Sebastião Tapajós
3) Marajó (Sebastião Tapajós - Rubens Barsotti) com Zimbo Trio e Sebastião Tapajós

4) Apanha cantador (Galdindo de Atalaia - Roque José) com Galdindo de Atalaia e Roque José
5) Brasil Perdido (Galdino de Atalaia) com Galdindo de Atalaia e Roque José

6) Cemitério Assombrado (Rei da Mata) com Rei da Mata & Tião do Gado
7) Mandinga (Rei da Mata) com Rei da Mata & Tião do Gado
8) O boi do Araguaia (Rei da Mata - Zelão) com Rei da Mata & Tião do Gado

9) Presente (Severino Sergio - Adolfinho) com Adolfinho e sua 8 baixos
10) Dinorah (Benedito Lacerda - José Ferreira Ramos) com Adolfinho e sua 8 baixos
11) Companheiro (Severino Sergio) com Adolfinho e sua 8 baixos
12) Fabuloso (Adolfinho) com Adolfinho e sua 8 baixos

13) Violeiro Triste (Ranchinho - Alvarenga) com Rolando Boldrin
14) O sapo no saco (Jararaca - Ratinho) com Rolando Boldrin e participação de Ranchinho
15) Coração de Violeiro (Delamare de Abreu - Alvarenga) com Rolando Boldrin e participação de Murilo Alvarenga

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Guilherme de Brito - 1980



Texto: Gabriela Tunes 
1980 - Gulherme de Brito

Guilherme de Brito nasceu em Vila Isabel, Rio de Janeiro, no ano de 1922, em uma família de origem alemã e de muito gosto pela música. O menino, então, ganhou um cavaquinho aos 8 anos de idade. Com a morte do pai, aos 12 anos, começou a trabalhar como Office-boy na Casa Edison, e já arriscava as primeiras composições. Mais tarde, transferiu-se para o cargo de mecânico de máquinas de calcular, que ocupou até a sua aposentadoria.

Dentre suas melhores lembranças, constam a carona que pegava no carro do vizinho mais famoso, Noel Rosa, e a calçada da Dona Doca, que lhe servia de tela para desenhar com carvão as figuras da Revista Tico-Tico, as quais era obrigado a apagar com jatos d'água. 
Na escola, foi muitas vezes chamado a ilustrar o quadro-negro com os temas da aula. Como pintor, seu primeiro trabalho, um óleo sobre tela, data de 1966. Foram vários os prêmios que ganhou no ramo das artes plásticas, mas foi na música que teve mais destaque. Desde adolescente, compunha sambas, e teve vários deles gravados por cantores. 

Na década de 1950, conheceu Nelson Cavaquinho, e firmou com ele uma longa e frutífera parceria, fundamental para a própria música brasileira, porque fundia a poesia profunda de Guilherme com as belas melodias de Nelson Cavaquinho, produzindo verdadeiras obras-primas do samba. Em 1980, Guilherme de Brito gravou um LP, em que canta alguns dos sambas que compôs com Nelson Cavaquinho.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Saraiva e o mar

Texto: Gabriela Tunes 

O Acervo Origens tem o prazer de apresentar o formidável Luiz Saraiva dos Santos, também conhecido por Saraiva, o Rei do Sax-Soprano. O título de rei não é exagero, porque vocês ouvirão, nas gravações que seguem, o domínio que tinha do instrumento e sua inacreditável criatividade interpretativa. 

Saraiva nasceu em 8 de março de 1929, na cidade de Belo Monte, em Alagoas. Era filho de maestro, e sua família era toda de músicos. Saraiva mudou-se para a cidade de Santos ainda criança, e começou na música tocando cavaquinho. Rapidamente passou para o saxofone, e, na adolescência, trabalhava, de dia, no cais do porto de santos e, de noite, animando bailes de gafieira. Na primeira entrevista que fez na Rádio Clube de Santos, para tentar ser contratado, Saraiva deixou todo mundo de boca aberta quando começou a tocar, e foi imediatamente contratado. 


A partir dali, sua carreira deslanchou. Fez inúmeras turnês, e gravou mais de 30 álbuns e viajou o Brasil inteiro. Ele teve, também, uma casa de shows em Santos, chamada Recanto do Saraiva, que vivia lotada, atraindo, inclusive, visitantes famosos e ilustres.

Aqui, um belíssimo LP de 1968 contendo frevo, baião, choros, mambos e sambas.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Programa Acervo Origens - 16jan16

O Programa Acervo Origens desta semana brindará os ouvintes da Nacional Fm com lindas músicas do compositor pernambucano Capiba em interpretações do Quinteto da Paraíba, a irreverência do compositor, humorista e cantor Aloisio Gomes, a flauta mágica do incrível e inesquecível Altamiro Carrilho e os sambas com a categoria de Ataulfo Alves.



1) É de tororó (Capiba) com Quinteto da Paraíba
2) Valsa Verde (Capiba) com Quinteto da Paraíba
3) Minha ciranda (Capiba) com Quinteto da Paraíba
4) Coco do embaraço (Aloísio Gomes - Italúcia) com Aloisio Gomes
5) Vontade de chorar (italúcia) com Aloisio Gomes
6) Minha Alencarina (Mané Baião - J.Martins) com Aloisio Gomes
7) Coco do Delegado (Aloisio Gomes) com Aloisio Gomes
8) Harmonia Selvagem (Dante Santoro) com Altamiro Carrilho e Regional do Canhoto
9) Pinguinho de gente (Altamiro Carrilho) com Altamiro Carrilho e Regional do Canhoto
10) Evocação (Rubens Leal Brito) com Altamiro Carrilho e Regional do Canhoto
11) Sonoroso (K-Ximbinho - Del Loro) com Altamiro Carrilho e Regional do Canhoto
12) É verdade (Ataulfo Alves) com Ataulfo Alves
13) Mais amor para você (Ataulfo Alves) com Ataulfo Alves
14) Até breve (Ataulfo Alves - Christóvão de Alencar) com Ataulfo Alves
15) Quem quiser que se aborreça (Ataulfo Alves) com Ataulfo Alves

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Trio Marabá - Compacto 10pol

Texto: Gabriela Tunes

O disco de hoje é do Trio Marabá, um conjunto vocal que atuou na década de 1950, alçando relativo sucesso. Formado por Pancho, Panchito e Carmem Duran, há pouca informação sobre o conjunto disponível na Internet. 

A primeira gravação do trio data de 1951, e trata-se de um 78 rpm, lançado pela gravadora Star, contendo o samba “Minha História”, de Panchito, e a canção de nome “Ribeira”, de autoria de Pancho e Panchito. No mesmo ano, lançaram outro 78 rpm, com os sambas “Castigo de Deus”, de J. Carlos Ferraz e W. Melo, e “Saudade do Lar”, de Arlindo de Oliveira e Celso Vilaça. Em 1952, gravaram, de Panchito, a canção “Eu Não Posso” e, de Panchito e Hami Reis, o samba “Deus, Perdoai”. Também em 1952 gravaram o rasqueado “Cidades de Mato Grosso”, de Mário Zan e Arlindo Pinto, e o bolero Aventureira, de Agostin Lara em versão de Ariovaldo Pires. 


Em 1953, gravaram mais três músicas: o samba-canção “Nem Eu”, de Dorival Caymmi, a marcha “Por que choras, palhaço?”, de Vladimir de Melo, Marciano Neto e Edson Ribeiro e o samba-canção “Risque”, de Ary Barroso. E foi também em 1953 que gravaram “Mulher Rendeira”, a gravação mais popular do trio. Ainda gravaram Ninguém Me Ama, clássico da música de fossa, de Fernando Lobo e Antônio Maria, que também rendeu certo sucesso. 

 Os dois anos seguintes, 1954 e 1955, foram as últimas atuações do Trio Marabá. E essas são as únicas informações disponíveis desse trio que, embora tenha tido carreira curta, era muito bom. 




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Paulo Bellinati - Violões do Brasil

Texto: Gabriela Tunes

Reconhecido e consagrado internacionalmente, Paulo Bellinati aprendeu os primeiros acordes do violão com o pai, quando ainda era garoto. Quando tinha 17 anos, entrou para o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Obtendo grande destaque, conseguiu uma bolsa para continuar seus estudos em Genebra, na Suíça. 

Embora tenha recebido prêmios e grande reconhecimento como violonista erudito, Bellinati nutre grande interesse pelo violão popular. Em 1986, gravou um álbum, resultado de intensa pesquisa sobre a obra do violonista Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto. O disco, de nome The Guitar Works of Garoto, foi lançado no exterior, acompanhado por dois songbooks. Além de violonista e compositor, Paulo Bellinati é muito requisitado como arranjador, tendo, inclusive, ganhado o prêmio Sharp de Melhor Arranjador de MPB, em 1994 com o disco “O Sorriso do Gato de Alice”, de Gal Costa. 

Em 1990, Paulo Bellinati lançou o LP  “Violões do Brasil", só com composições próprias, e é exatamente ele que colocamos à disposição de vocês.



segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Programa Acervo Origens - 09jan16


O programa Acervo Origens dessa semana apresenta os ritmos caipiras na sua maior excelência com Zé Carreiro e Carreirinho, a malandragem e qualidade vocal nos sambas de Jorge Veiga, a autenticidade sertaneja na música de Coroné Narcizinho e o bandolim moderno, tradicional, universal e incrível de Hamilton de Holanda e o Baile do Almeidinha. 




1) Ai, amor (Carreirinho) com Zé Carreiro e Carreirinho
2) Preto fugido (Zé Carreiro) com Zé Carreiro e Carreirinho
3) Duas Cartas (Zé Carreiro - Carreirinho) com Zé Carreiro e Carreirinho
4) Bombardeio (Zé Carreiro - Geraldo Costa) com Zé Carreiro e Carreirinho

5) Faustina (Gadé) com Jorge Veiga
6) Paletó vermelho (Jorge Canseira - Nilo Dimas) com Jorge Veiga
7) Na pensão de Dona Laura (Gadé - Oswaldo Nogueira) com Jorge Veiga
8) Representante da fome (Dimas Tojal - Nascimento Gomes - J. Oliveira) com Jorge Veiga

9) Ela é (Pereirinha - Narcizinho - José Reis) com Coroné Narcizinho
10) Marina (Narcizinho - José Cenilia) com Coroné Narcizinho
11) Os cabelos de Maria (Narcizinho - José Reis) com Coroné Narcizinho
12) Juras de Caboclo (Narcizinho - Pereirinha) com Coroné Narcizinho

13) Capricho de Raphael (Hamilton de Holanda) com Hamilton de Holanda & Baile do Almeidinha
14) Chorinho em Cochabamba (Eduardo Neves - Rogerio Caetano) com Hamilton de Holanda & Baile do Almeidinha
15) Xote do Almeidinha (Hamilton de Holanda) com Hamilton de Holanda & Baile do Almeidinha

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Jacó e Jacozinho - Grandes pagodes de Jacó e Jacozinho - Coletânea



Texto: Gabriela Tunes

A dupla, formada inicialmente pelos irmãos Benedito Jacob e Amado Jacob, gravou os primeiros discos em 78 rotações no começo da década de 1960. Depois, Benedito Jacob foi substituído por outro irmão, o Antonio Jacob, que integrou a dupla até falecer, em 1981. 

A dupla fazia muito sucesso e era notada por causa de suas vocalizações pouco usuais, com dissonâncias e mudanças de tonalidade. No ano de 1974, os mesmos Jacó e Jacozinho resolveram gravar canções de humor. Para não ficarem com fama de palhaços, mudaram o nome da dupla para Antonio e Amado, para gravar dois LPs com músicas engraçadinhas, como a que dizia "eu não quero mais pepino, nem do grosso nem do fino". 


Jacó e Jacozinho gravaram mais de duzentas músicas, e foram referência para dezenas de duplas sertanejas. No ano de 1982, após o falecimento do Antônio Jacob, Amado Jacob gravou um último disco com outro irmão, Pedro Jacob, para cumprir um contrato com a gravadora. Eles ainda tentaram manter a dupla, mas a saúde do Amado Jacob não permitiu, porque ele sofria do Mal de Chagas. 

Eis, então, que a saga dos Jacob não havia ainda terminado, porque Pedro Rafael Jacob, filho do Pedro Jacob, começou a cantar com seu pai. Formaram a dupla Jacó e Jacozito, que manteve-se em atuação por 13 anos, tendo gravado 7 CDs. Vários outros integrantes da família Jacob estão hoje por aí fazendo música brasileira. 

Aqui, uma coletânea de 1980 com os maiores pagodes cantados por Jacó e Jacozinho, Antonio e Amado Jacob, com destaque pra "A viola do Zé".

Violada das boas !! 


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Folia de Reis de Lontra (MG) - Vídeo

Hoje é dia de Santos Reis.

Viva a tradição das folias espalhadas pelo Brasil.

Essa aqui, de Lontra (MG), foi registrada em 2010 pelo Projeto Um Brasil de Viola.


Viva os Santos Reis !


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Monarco - 1976

Texto: Gabriela Tunes

Monarco nasceu Hildemar Diniz, no dia 17 de agosto de 1932, no bairro do Cavalcante, no Rio de Janeiro. Ele conta que desde criança tinha esse apelido, mas era Monaco, sem o "r", e que ele ganhou em uma brincadeira de criança, e nunca mais perdeu o apelido. 

Quando ele se mudou para o bairro de Oswaldo Cruz, o reduto da Portela, o R entrou no apelido, e ele virou Monarco. Ele tinha 12 anos nessa época, e já fazia uns sambinhas, uns versinhos que, segundo ele, eram mal acabados. Ele acredita que a rima ele aprendeu a fazer com o pai, um mineiro de Ubá que gostava da fazer poesias. Em Oswaldo Cruz, ele conheceu os bambas da Portela, e ficava observando os sambas e sonhando em um dia fazer um samba para a Portela. 

O sonho se realizou até rápido, aos 17 anos, quando ele fez o primeiro samba. Os bambas receberam o samba com as seguintes palavras solenes: "Esse garoto aí... temos que aproveitar esse garoto. Tá bom, canta de novo. Ó, tá vendo que coisa bonita?".E foi assim que Monarco entrou para a ala de compositores da Portela. No ano seguinte, a escola desfilou com um samba dele chamado Retumbante Vitória. Monarco, então, muito jovem já se alinhava com os compositores mais antigos da escola. Tanto é que, quando a Portela decidiu montar oficialmente uma ala da Velha Guarda, Monarco tinha 37 anos e foi colocado lá. Então, houve uma certa polêmica. Mas o pessoal da Velha Guarda se identificava com ele, compunha com ele, e pediu para deixarem o jovem Monarco lá. 

Dotado de voz potente, foi chamado para gravar o primeiro registro da Velha Guarda da Portela, tendo a honra de ter sua composição elevada à nome do álbum: "Portela, passado de Glória". Só que, naquela época, podia-se viver no samba, com o samba e para o samba. Mas não DE samba. Monarco trabalhava como peixeiro, e, no dia da gravação, não teve como comparecer no estúdio. Ele ficou arrasado. Mas pouco tempo depois, no começo dos nos anos 80, ele botou sua voz nas gravações seguintes da Velha Guarda, sendo intérprete em várias faixas. 

Como compositor, Monarco é parte essencial da história do samba. Sozinho ou com os parceiros portelenses, teve sambas gravados por todos os grandes intérpretes do gênero, como João Nogueira, Martinho da Vila, Roberto Ribeiro, Beth Carvalho, Clara Nunes, Paulinho da Viola, e muitos outros. Na década de 1980, Monarco fez parceria com o compositor Ratinho, e dela surgiram sambas que fizeram muito sucesso, como Coração em Desalinho e Vai Vadiar, que foram gravadas por Zeca Pagodinho. Monarco é também pai de Mauro Diniz, cavaquinista que é atualmente uma importante referência para o instrumento. 


Em 1995 ganhou um prêmio sharp com o CD "A Voz do Samba", e em 1999 teve várias músicas suas gravadas pela cantora Marisa Monte, no álbum Tudo Azul, em que ela homenageia a Portela. Fora tudo isso, Monarco segue derramando sua música e sua sabedoria para dentro dos nossos ouvidos, mais vivo do que nunca.

Aqui, disponibilizamos um LP de 1976, em que o Monarco nos traz algumas de suas composições acompanhado de um time de primeira com Zé Menezes, Wilson das Neves, Marçal, Luizão, Abel Ferreira, Dino 7 Cordas e tantos outros.