O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Compacto Silva Torres e seu Conjunto - Álbum completo

 Compartilhamos com vocês, um grande achado do Acervo Origens

Este é o primeiro compacto do grande cavaquinista Jacaré, que na época assinava como Silva Torres, e que, pelo que indica, foi lançado em 1962 pela Mocambo.


Bom proveito

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Conjunto Farroupilha - De Norte a Sul (1956) - Álbum Completo

Conjunto Farroupilha em raro LP de 10 polegadas lançado em 1956 pela Odeon - MODB 3058, disponível no canal do Acervo Origens no YouTube.

terça-feira, 25 de junho de 2019

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Abel Ferreira - Jantar Dançante (1959)

Compartilhamos aqui, um belíssimo disco de Abel Ferreira que temos escutado com muita frequência. 

Destaco músicas incríveis como Rumbaraque (Abel Ferreira) e Baião no Deserto (Abel Ferreira e Zé Menezes). Aliás, é bem fácil de se ouvir a guitarrinha do Zé Menezes nesse disco.

Desfrutem !!!


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

João do Pife e seu conjunto - 1967

Texto: Gabriela Tunes            

Hoje, o Acervo Origens, com muito orgulho, traz para vocês uma das cenas mais bonitas da paisagem sonora nordestina, o som poderoso dos pífanos, as pequenas flautas de madeira, bambu ou até mesmo de PVC, que fizeram história na música brasileira. São muitos os tocadores de pífano, mas alguns alcançaram grande reconhecimento. Um deles certamente é João do Pife.

Existem, na verdade, dois grandes músicos que ficaram conhecidos por João do Pife. Um deles é pernambucano, faz parte da banda dois irmãos, e é um grande tocador de pífanos. O outro, natural de Alagoas, tinha por nome João Bibi dos Santos, e nasceu em Arapiraca, no estado do Alagoas. É dele que falaremos hoje. João do Pife aprendeu a tocar pífano ainda criança, quando ajudava os pais nas lavouras de fumo, em Arapiraca.  Ainda menino, desenvolveu enorme talento com a flautinha, e começou a ficar famoso na região onde vivia. João do Pife nunca frequentou a escola, e era completamente analfabeto nas letras, porém capaz de se expressar como poucos por meio das notas musicais.



Do final dos anos 60 até meados dos anos 80, João viveu o apogeu de sua carreira artística, permanecendo constantemente em turnês por todo o Brasil, em apresentações solo, acompanhando o humorista Coronel Ludugero ou até mesmo tocando com grandes artistas como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. João do Pife gravou  vários discos, e enriqueceu enormemente a bela tradição dos pifanos brasileiros. Ele faleceu em 2009, e Maceió, nas Alagoas.

Neste LP de 1967 que trazemos hoje, João do Pife toca choro, baião e frevo.

É a fina flor do pífano brasileiro.






terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ely Camargo - Gralha Azul (1968)

Texto: Gabriela Tunes

E hoje é dia de disponibilizar um LP da cantora e folclorista Ely Camargo. 

O interesse pelo folclore, Ely Camargo adquiriu em função de sua infância em Goiás, antiga capital do estado, em que viu, nas festas locais, apresentações de grupos de Congos e Tapuios. Quando Ely foi morar em São Paulo, ela cantava as músicas que guardava de memória, aprendidas nas festas em sua cidade natal. Mas ela sentia que lhe faltavam informações. Ela chegou a gravar um LP com o pesquisador e professor Rossini Tavares de Lima, mas a falta dos registros das músicas tais como eram cantadas deixou a dupla com dúvidas sobre diversos aspectos das músicas, embora do disco tenha ficado lindo. Então, Ely resolveu ir a campo, e gravar in loco, nas festas populares, a maneira exata como as músicas eram elaboradas. 


Dessa pesquisa resultou em enorme acervo, que se encontra em poder da própria Ely, contendo entrevistas e gravações das músicas. A partir dessas pesquisas, Ely gravou vários LPs, sob orientação do Professor Rossini Tavares de Lima, com os temas folclóricos que coletou em sua pesquisa de campo. 

O LP que disponibilizamos, lançado em 1968, é dedicado às tradições musicais do Estado do Paraná. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Guilherme de Brito - 1980



Texto: Gabriela Tunes 
1980 - Gulherme de Brito

Guilherme de Brito nasceu em Vila Isabel, Rio de Janeiro, no ano de 1922, em uma família de origem alemã e de muito gosto pela música. O menino, então, ganhou um cavaquinho aos 8 anos de idade. Com a morte do pai, aos 12 anos, começou a trabalhar como Office-boy na Casa Edison, e já arriscava as primeiras composições. Mais tarde, transferiu-se para o cargo de mecânico de máquinas de calcular, que ocupou até a sua aposentadoria.

Dentre suas melhores lembranças, constam a carona que pegava no carro do vizinho mais famoso, Noel Rosa, e a calçada da Dona Doca, que lhe servia de tela para desenhar com carvão as figuras da Revista Tico-Tico, as quais era obrigado a apagar com jatos d'água. 
Na escola, foi muitas vezes chamado a ilustrar o quadro-negro com os temas da aula. Como pintor, seu primeiro trabalho, um óleo sobre tela, data de 1966. Foram vários os prêmios que ganhou no ramo das artes plásticas, mas foi na música que teve mais destaque. Desde adolescente, compunha sambas, e teve vários deles gravados por cantores. 

Na década de 1950, conheceu Nelson Cavaquinho, e firmou com ele uma longa e frutífera parceria, fundamental para a própria música brasileira, porque fundia a poesia profunda de Guilherme com as belas melodias de Nelson Cavaquinho, produzindo verdadeiras obras-primas do samba. Em 1980, Guilherme de Brito gravou um LP, em que canta alguns dos sambas que compôs com Nelson Cavaquinho.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Saraiva e o mar

Texto: Gabriela Tunes 

O Acervo Origens tem o prazer de apresentar o formidável Luiz Saraiva dos Santos, também conhecido por Saraiva, o Rei do Sax-Soprano. O título de rei não é exagero, porque vocês ouvirão, nas gravações que seguem, o domínio que tinha do instrumento e sua inacreditável criatividade interpretativa. 

Saraiva nasceu em 8 de março de 1929, na cidade de Belo Monte, em Alagoas. Era filho de maestro, e sua família era toda de músicos. Saraiva mudou-se para a cidade de Santos ainda criança, e começou na música tocando cavaquinho. Rapidamente passou para o saxofone, e, na adolescência, trabalhava, de dia, no cais do porto de santos e, de noite, animando bailes de gafieira. Na primeira entrevista que fez na Rádio Clube de Santos, para tentar ser contratado, Saraiva deixou todo mundo de boca aberta quando começou a tocar, e foi imediatamente contratado. 


A partir dali, sua carreira deslanchou. Fez inúmeras turnês, e gravou mais de 30 álbuns e viajou o Brasil inteiro. Ele teve, também, uma casa de shows em Santos, chamada Recanto do Saraiva, que vivia lotada, atraindo, inclusive, visitantes famosos e ilustres.

Aqui, um belíssimo LP de 1968 contendo frevo, baião, choros, mambos e sambas.





sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Trio Marabá - 10 polegadas

Texto: Gabriela Tunes

O disco de hoje é do Trio Marabá, um conjunto vocal que atuou na década de 1950, alçando relativo sucesso. Formado por Pancho, Panchito e Carmem Duran, há pouca informação sobre o conjunto disponível na Internet. 

A primeira gravação do trio data de 1951, e trata-se de um 78 rpm, lançado pela gravadora Star, contendo o samba “Minha História”, de Panchito, e a canção de nome “Ribeira”, de autoria de Pancho e Panchito. No mesmo ano, lançaram outro 78 rpm, com os sambas “Castigo de Deus”, de J. Carlos Ferraz e W. Melo, e “Saudade do Lar”, de Arlindo de Oliveira e Celso Vilaça. Em 1952, gravaram, de Panchito, a canção “Eu Não Posso” e, de Panchito e Hami Reis, o samba “Deus, Perdoai”. Também em 1952 gravaram o rasqueado “Cidades de Mato Grosso”, de Mário Zan e Arlindo Pinto, e o bolero Aventureira, de Agostin Lara em versão de Ariovaldo Pires. 


Em 1953, gravaram mais três músicas: o samba-canção “Nem Eu”, de Dorival Caymmi, a marcha “Por que choras, palhaço?”, de Vladimir de Melo, Marciano Neto e Edson Ribeiro e o samba-canção “Risque”, de Ary Barroso. E foi também em 1953 que gravaram “Mulher Rendeira”, a gravação mais popular do trio. Ainda gravaram Ninguém Me Ama, clássico da música de fossa, de Fernando Lobo e Antônio Maria, que também rendeu certo sucesso. 

 Os dois anos seguintes, 1954 e 1955, foram as últimas atuações do Trio Marabá. E essas são as únicas informações disponíveis desse trio que, embora tenha tido carreira curta, era muito bom. 




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Paulo Bellinati - Violões do Brasil

Texto: Gabriela Tunes

Reconhecido e consagrado internacionalmente, Paulo Bellinati aprendeu os primeiros acordes do violão com o pai, quando ainda era garoto. Quando tinha 17 anos, entrou para o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Obtendo grande destaque, conseguiu uma bolsa para continuar seus estudos em Genebra, na Suíça. 

Embora tenha recebido prêmios e grande reconhecimento como violonista erudito, Bellinati nutre grande interesse pelo violão popular. Em 1986, gravou um álbum, resultado de intensa pesquisa sobre a obra do violonista Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto. O disco, de nome The Guitar Works of Garoto, foi lançado no exterior, acompanhado por dois songbooks. Além de violonista e compositor, Paulo Bellinati é muito requisitado como arranjador, tendo, inclusive, ganhado o prêmio Sharp de Melhor Arranjador de MPB, em 1994 com o disco “O Sorriso do Gato de Alice”, de Gal Costa. 

Em 1990, Paulo Bellinati lançou o LP  “Violões do Brasil", só com composições próprias, e é exatamente ele que colocamos à disposição de vocês.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Jacó e Jacozinho - Grandes pagodes de Jacó e Jacozinho - Coletânea



Texto: Gabriela Tunes

A dupla, formada inicialmente pelos irmãos Benedito Jacob e Amado Jacob, gravou os primeiros discos em 78 rotações no começo da década de 1960. Depois, Benedito Jacob foi substituído por outro irmão, o Antonio Jacob, que integrou a dupla até falecer, em 1981. 

A dupla fazia muito sucesso e era notada por causa de suas vocalizações pouco usuais, com dissonâncias e mudanças de tonalidade. No ano de 1974, os mesmos Jacó e Jacozinho resolveram gravar canções de humor. Para não ficarem com fama de palhaços, mudaram o nome da dupla para Antonio e Amado, para gravar dois LPs com músicas engraçadinhas, como a que dizia "eu não quero mais pepino, nem do grosso nem do fino". 


Jacó e Jacozinho gravaram mais de duzentas músicas, e foram referência para dezenas de duplas sertanejas. No ano de 1982, após o falecimento do Antônio Jacob, Amado Jacob gravou um último disco com outro irmão, Pedro Jacob, para cumprir um contrato com a gravadora. Eles ainda tentaram manter a dupla, mas a saúde do Amado Jacob não permitiu, porque ele sofria do Mal de Chagas. 

Eis, então, que a saga dos Jacob não havia ainda terminado, porque Pedro Rafael Jacob, filho do Pedro Jacob, começou a cantar com seu pai. Formaram a dupla Jacó e Jacozito, que manteve-se em atuação por 13 anos, tendo gravado 7 CDs. Vários outros integrantes da família Jacob estão hoje por aí fazendo música brasileira. 

Aqui, uma coletânea de 1980 com os maiores pagodes cantados por Jacó e Jacozinho, Antonio e Amado Jacob, com destaque pra "A viola do Zé".

Violada das boas !! 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Monarco - 1976

Texto: Gabriela Tunes

Monarco nasceu Hildemar Diniz, no dia 17 de agosto de 1932, no bairro do Cavalcante, no Rio de Janeiro. Ele conta que desde criança tinha esse apelido, mas era Monaco, sem o "r", e que ele ganhou em uma brincadeira de criança, e nunca mais perdeu o apelido. 

Quando ele se mudou para o bairro de Oswaldo Cruz, o reduto da Portela, o R entrou no apelido, e ele virou Monarco. Ele tinha 12 anos nessa época, e já fazia uns sambinhas, uns versinhos que, segundo ele, eram mal acabados. Ele acredita que a rima ele aprendeu a fazer com o pai, um mineiro de Ubá que gostava da fazer poesias. Em Oswaldo Cruz, ele conheceu os bambas da Portela, e ficava observando os sambas e sonhando em um dia fazer um samba para a Portela. 

O sonho se realizou até rápido, aos 17 anos, quando ele fez o primeiro samba. Os bambas receberam o samba com as seguintes palavras solenes: "Esse garoto aí... temos que aproveitar esse garoto. Tá bom, canta de novo. Ó, tá vendo que coisa bonita?".E foi assim que Monarco entrou para a ala de compositores da Portela. No ano seguinte, a escola desfilou com um samba dele chamado Retumbante Vitória. Monarco, então, muito jovem já se alinhava com os compositores mais antigos da escola. Tanto é que, quando a Portela decidiu montar oficialmente uma ala da Velha Guarda, Monarco tinha 37 anos e foi colocado lá. Então, houve uma certa polêmica. Mas o pessoal da Velha Guarda se identificava com ele, compunha com ele, e pediu para deixarem o jovem Monarco lá. 

Dotado de voz potente, foi chamado para gravar o primeiro registro da Velha Guarda da Portela, tendo a honra de ter sua composição elevada à nome do álbum: "Portela, passado de Glória". Só que, naquela época, podia-se viver no samba, com o samba e para o samba. Mas não DE samba. Monarco trabalhava como peixeiro, e, no dia da gravação, não teve como comparecer no estúdio. Ele ficou arrasado. Mas pouco tempo depois, no começo dos nos anos 80, ele botou sua voz nas gravações seguintes da Velha Guarda, sendo intérprete em várias faixas. 

Como compositor, Monarco é parte essencial da história do samba. Sozinho ou com os parceiros portelenses, teve sambas gravados por todos os grandes intérpretes do gênero, como João Nogueira, Martinho da Vila, Roberto Ribeiro, Beth Carvalho, Clara Nunes, Paulinho da Viola, e muitos outros. Na década de 1980, Monarco fez parceria com o compositor Ratinho, e dela surgiram sambas que fizeram muito sucesso, como Coração em Desalinho e Vai Vadiar, que foram gravadas por Zeca Pagodinho. Monarco é também pai de Mauro Diniz, cavaquinista que é atualmente uma importante referência para o instrumento. 


Em 1995 ganhou um prêmio sharp com o CD "A Voz do Samba", e em 1999 teve várias músicas suas gravadas pela cantora Marisa Monte, no álbum Tudo Azul, em que ela homenageia a Portela. Fora tudo isso, Monarco segue derramando sua música e sua sabedoria para dentro dos nossos ouvidos, mais vivo do que nunca.

Aqui, disponibilizamos um LP de 1976, em que o Monarco nos traz algumas de suas composições acompanhado de um time de primeira com Zé Menezes, Wilson das Neves, Marçal, Luizão, Abel Ferreira, Dino 7 Cordas e tantos outros.





quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Antenógenes Silva - 1968 - Valsa da Meia Noite

Texto: Gabriela Tunes


Antônio Honório da Silva, ou Antenógenes Silva - peço licença para uma questão intrigante: qual seria a razão pela qual  uma pessoa que se chama Antônio resolve adotar Antenógenes como nome artístico? Não consigo imaginar a resposta. 

Voltando ao Antenógenes Silva, ele era conhecido como "O Mago do Acordeon", e nasceu em Uberaba, e Minhas Gerais, no ano de 1906. Era filho de Olímpio Jacinto da Silva, serralheiro, ferrador de cavalos e acordeonista, e de Maria Brasilina de São José. Pelo lado materno, Antenógenes descendia do Barão de Ponte Alta, que, na altura de seu nascimento, já se encontrava em franca bancarrota. Por isso, o Antônio Antenógenes frequentou a escolo por apenas dois anos, e começou a trabalhar muito cedo. Muito cedo também começou a estudar música, e ainda criança já mexia com o acordeom. 

Em 1927, com 21 anos, Antenógenes mudou-se para Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, para trabalhar como servente de pedreiro. No ano seguinte, na capital paulista, Antenógenes começou a tocar na Rádio Educadora. Já no ano de 1929, gravou seus primeiros dois discos na Victor, interpretando o choro como o sensacional nome de Gostei da Tua Caída, o maxixe Saudade de Uberaba, e mais duas valsas, todas de sua autoria. Pouco tempo depois, Antenógenes gravou na Orion e na Arte Fone. Em 1931, casou-se com Marcília Marinari, violonista e locutora, que tinha o nome artístico de Léa Silva. Em 1933, Antenógenes mudou-se para o Rio de Janeiro, e a partir daí tornou-se nacionalmente conhecido. Passou a acompanhar grandes intérpretes brasileiros e, no ano de 1934, fez uma turnê pela Argentina, e gravou com Carlos Gardel e Libertad Lamarque. Antenógenes Silva foi o primeiro acordeonista a tocar música erudita no Teatro Nacional do Rio de Janeiro. 

Mesmo tocando muito, era sedento por aperfeiçoamento, e estudou harmonia, solfejo e orquestração com o maestro Guerra Peixe. Ele chegou a dar aulas para Luiz Gonzaga na época anterior à grande fama do Rei do Baião. No ano de 1949, Antenógenes concluiu o curso primário; depois, fez o ginasial em Niterói, e, não satisfeito, formou-se em química industrial. Em 1957, ele foi vencedor de um concurso promovido pela fábrica de gaitas Honner, na cidade de Trossingen, na Alemanha. Nessa ocasião, Antenógenes foi reconhecido como um dos maiores acordeonistas do mundo. Na mesma viagem, ele ainda se apresentou no Conservatório de Paris. Dois anos após a volta, ele fundou a Rádio Federal de Niterói, que ajudou, literalmente, a construir com as próprias mãos. Antenógenes Silva teve uma extensa discografia, tendo gravado mais de 130 composições de sua autoria, incluindo valsas, tangos, xotes, mazurcas, sambas, rancheiras e outros ritmos. 

Durante muitos anos, ele manteve no Rio de Janeiro uma escola de acordeom, com cursos de teoria, solfejo e harmonia. E como viver de música no Brasil sempre foi difícil, mesmo o sujeito sendo fraco como o Antenógenes Silva, ele sempre manteve uma atividade paralela à vida artística, como comerciante de queijos. Logo após se graduar em química, ele fundou o Laboratório Creme Marcília, no Rio de Janeiro, do qual foi diretor-presidente. Antenógenes Silva faleceu em 2001, no Rio de Janeiro, aos 94 anos, vítima de insuficiência renal. 

Aqui, postamos um LP de 1968 composto por valsas da melhor qualidade.