O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Programa Acervo Origens - 19out25

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O Programa Acervo Origens desta semana traz choros e sambas com Eugène D'Hellemmes e Orquestra RGE, ijexás com a Banda Filhos de Ghandy, modas de viola e pagodes caipiras com João Mulato e Douradinho e maxixes, polcas e baiões com Pernambuco do Pandeiro e seu Regional.

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes

1) Saliente (Altamiro Carrilho - Armando Nunes) com Eugène D'Hellemmes e Orquestra RGE
2) Galã de gafieira (José Batista) com Eugène D'Hellemmes e Orquestra RGE
3) Estatutos da gafieira (Billy Blanco) com Eugène D'Hellemmes e Orquestra RGE + Raul Moreno
4) Gadu namorando (Lacau - Alcyr Pires Vermelho) com Eugène D'Hellemmes e Orquestra RGE

5) Gigante de Guiné (Guiga de Ogum - Gilson Silva - Wadu da Ribeira) com Os Filhos de Ghandy
6) Negros e brancos (Carlinhos Marques - Lapa) com Os Filhos de Ghandy
7) Ijexá (Edil Pacheco) com Os Filhos de Ghandy
8) Siré de Exu (Tradicional) com Os Filhos de Ghandy

9) Pé do eito (Lourival dos Santos - Tião Carreiro) com João Mulato e Douradinho
10) Advogado honesto (Vicente P. Machado - Zé do Cais) com João Mulato e Douradinho
11) Quem tem boca vai a Roma (Tião do Carro - Pardinho) com João Mulato e Douradinho
12) Nordestino inteligente (João Mulato - Arlindo Rosa) com João Mulato e Douradinho

13) Rio antigo (Altamiro Carrilho) com Pernambuco do Pandeiro e seu regional
14) Assum preto (Humberto Teixeira - Luiz Gonzaga) com Pernambuco do Pandeiro e seu regional
15) Delirando (P. Sobrinho - Luiz Gaucho - Rossini Pacheco) com Pernambuco do Pandeiro e seu regional
16) Noites de junho (João de Barro - Alberto Ribeiro) com Pernambuco do Pandeiro e seu regional
17) Baião da garoa (Luiz Gonzaga - Hervê Cordovil) com Pernambuco do Pandeiro e seu regional

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Programa Acervo Origens - 15jun19

O Programa Acervo Origens desta semana apresenta a parceria do palhaço Carequinha com Altamiro Carrilho e sua bandinha, os batuques baianos com os Filhos de Gandhy, o balanço nordestino nas vozes de Osvaldo Oliveira e Jacinto Silva em gravações de 1970 e os sambas clássicos de Zé Keti.



1) O bom menino (Irany de Oliveira - Altamiro Carrilho) com Carequinha + Altamiro Carrilho e sua bandinha
2) Escolinha do Carequinha (Irany de Oliveira - Altamiro Carrilho) com Carequinha + Altamiro Carrilho e sua bandinha
3) História de gago (Irany de Oliveira - Altamiro Carrilho) com Carequinha + Altamiro Carrilho e sua bandinha
4) Canção da Criança (Francisco Alves - René Bittencourt) com Carequinha + Altamiro Carrilho e sua bandinha

5) Siré de Exu (Tradicional) com Filhos de Gandhy
6) Gigante de Guiné (Guiga de Ogum - Gilson Silva - Wadu da Ribeira) com Filhos de Gandhy
7) Ijexá (Edil Pacheco) com Filhos de Gandhy
8) Siré de Oxalá (Tradicional) com Filhos de Gandhy

9) Pra ninguém dormir (Florival Ferreira - Osvaldo Oliveira) com Osvaldo Oliveira
10) Jogo do amor (Antonio Barros) com Osvaldo Oliveira
11) Mal entendido (Antonio Bento - Osvaldo Oliveira) com Osvaldo Oliveira
12) Sacudindo o maracá (Florival Ferreira - Cesar Fontes) com Jacinto Silva
13) É pra incomodar (Sebastião Rodrigues) com Jacinto Silva
14) Choradeira (Jacinto Silva - Canhoto da sanfona) com Jacinto Silva
15) Sou nacioná (João Silva - J.B de Aquino) com Jacinto Silva

16) Diz que fui por aí (Zé Keti - Hortênsio Rocha) com Zé Keti
17) Máscara negra (Zé Keti - Pereira Mattos) com Zé Keti
18) Malvadeza durão (Zé Keti) com Zé Keti
19) Madrugada (Zé Keti) com Zé Keti
20) Opinião (Zé Keti) com Zé Keti

Pesquisa, Produção e apresentação: Cacai Nunes

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Programa Acervo Origens - 09jun18

--> O Programa Acervo Origens desta semana apresenta a viola mágica do Mestre Renato Andrade, os sambas de Mano Décio da Viola, o batuque do Afoxé Filhos de Gandhy, a irreverência nas modas e pagodes de Charanga e Chará e nosso Rei do Baião, Luiz Gonzaga, abrilhantando com sua sanfona e simpatia.


1) Sagarana (Renato Andrade) com Renato Andrade
2) Prelúdio da Inhuma (Renato Andrade) com Renato Andrade
3) Viola e suas variações (Renato Andrade) com Renato Andrade
4) O Jeca na estrada (Renato Andrade) com Renato Andrade

5) O negro na cultura brasileira (Mano Décio da Viola - Nilson Azevedo) com Mano Décio da Viola
6) Dona Santa, Rainha do Maracatu (Mano Décio da Viola) com Mano Décio da Viola
7) Encontro marcado (Mano Décio da Viola - Álvaro Casado) com Mano Décio da Viola

8) Gigante de Guinê (Guiga de Ogum - Gilson Silva - Wadu da Ribeira) com os Filhos de Gandhy
9) Negros e brancos (Carlinhos Marques - Lapa) com os Filhos de Gandhy
10) Ijexá (Edil Pacheco) com os Filhos de Gandhy

11) Canta canta sabiá (Nicanor Negrão - Cafezá - Charanga) com Charanga e Chará
12) Violeiro Folgazão (Argentino Lemos - Charanga) com Charanga e Chará
13) Tormento (Joel Honorato - Jezio Araújo) com Charanga e Chará
14) Comparação (Nicanor Negrão - Cafezá) com Charanga e Chará
1972
15) From United States of Piauí (Luiz Gonzaga Jr) com Luiz Gonzaga
16) Ana Rosa (Humberto Teixeira) com Luiz Gonzaga
17) Meu Chevrolet (Roberto Martins) com Luiz Gonzaga
18) Aquilo Bom (Severino Ramos - Luiz Gonzaga) com Luiz Gonzaga

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Filhos de Gandhy (07/10/2011)

Na década de 1940, na cidade de Salvador, os estivadores desfrutavam de boas condições de trabalho e de renda. O próprio sindicato dos estivadores controlava e fiscalizava o trabalho, e isso dava a eles grande conforto. Em Salvador, a tradição festeira, principalmente carnavalesca, é ancestral e unânime, de forma que os estivadores não ficavam de fora. Tinham eles um bloco, de nome Comendo Coentro, que tinha um caminhão cheio de instrumentos musicais, que desfilava seguido por estivadores trajados com roupas de linho importadas e chapéus panamá. Em 1949, uma política de arrocho salarial, juntamente com a intervenção do governo nos sindicatos, mudou brusca e drasticamente a condição desses trabalhadores, a ponto de impossibilitar os festejos carnavalescos do Comendo Coentro. Então, para não parar a festa, tiveram a grande idéia de criar um cordão ou bloco, idealizado por Vavá Madeira, com apoio de dezenas de estivadores. Eles arrecadaram dinheiro, fizeram roupas com lençóis brancos e  tambores com barris de mate e couro. Imbuídos do espírito de resistência, oriundos de uma categoria politizada e antenados com a conjuntura política internacional, mostraram-se sensíveis à luta por liberdade empreendida por Mohandas Karamchand Gandhi, na Índia, e deram ao bloco o nome de Filhos de Gandhi. Elegeram o discurso da paz, que, inclusive, servia de contraponto à imagem que se divulgava sobre os trabalhadores da estiva, que seriam baderneiros, candomblezeiros, violentos militantes. Criado como cordão, o Filhos de Gandhi rapidamente expressou suas afinidades religiosas, porque era formado, de fato, por vários homens ligados ao candomblé. O Filhos de Gandhi assumiu, por identificação religiosa, o afoxé como ritmo. Trocaram o i, do nome Gandhi, por y, para evitar problemas com o uso do mesmo nome do grande líder pacifista indiano, e, assim, foi formado o Afoxé Filhos de Gandhy, que até hoje representa a resistência da cultura e do povo afrodescendente de Salvador. Como, na origem do bloco, ele foi formado por estivadores, que eram somente homens, até hoje somente eles desfilam, e cabe às mulheres a confecção das roupas. Atualmente, o Filhos de Gandhy resiste, ainda com tambores e pés no chão, à mercantilização do carnaval soteropolitano, representado pelo massacre dos megawatts dos odiosos blocos de axé music. Nesse disco, da postagem de hoje, estão músicas tradicionais do bloco. O destaque fica para a mais famosa delas, Ijexá - Filhos de Gandhi.


Lado A

01- Onisaurê – Saudação
02- Gigante de Guiné
03- Água de Cheiro
04- Facho de Luz
05-  Espelho da alma
06- Ijexá (Filhos de Gandhy)
07- Siré de Exú

Lado B

01- Coração de Oxalá
02- Tribos
03- Negros e brancos
04- Chama da paz
05- Fala Bah!
06-  Siré de Oxalá