O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
Mostrando postagens com marcador Banda de Pífanos de Caruaru. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Banda de Pífanos de Caruaru. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Programa Acervo Origens - 20out24

Contribua com o Acervo Origens

PIX: acervoorigens@gmail.com
Paypal: cacainunes@gmail.com
www.acervoorigens.com

------------------------------

O Programa Acervo Origens desta semana apresenta os os clarinetistas K-Ximbinho, Abel Ferreira, Mario Pereira e Renato Tito, lindos baiões na voz de Aldair Soares, polcas e rasqueados com Belmonte e Amaraí e a sonoridade inigualável da fantástica Banda de Pífanos de Caruaru.

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes


1) Eu quero é sossego (K-Ximbinho) com K-Ximbinho
2) Sugestivo (Moacyr Silva) com Renato Tito
3) Chorinho do Norte (Cirene Mendonça) com Abel Ferreira
4) Chorinho ao luar (Abel Ferreira) com Mario Pereira

5) A volta da jangada (Aldair Soares – Jorge Fittipaldi) com Aldair Soares
6) Moinho d'água (Édson França - Francisco Elion Nobre) com Aldair Soares
7) Deixa eu ir pai (Enock Figueiredo - Aldair Soares) com Aldair Soares
8) Alvoroço no sertão (Raymundo Evangelista - Aldair Soares) com Aldair Soares
9) Pé do lageiro (João do Vale - João Cândido - Paulo R. Melo) com Aldair Soares

10) Morrendo de amor (Nenete - Francisco Lacerda) com Belmonte e Amaraí
11) Pombinha mensageira (Belmonte - Junqueira) com Belmonte e Amaraí
12) Morena cheirosa (Nenete - Dorinho) com Belmonte e Amaraí
13) Saudade de minha terra (Belmonte - Goiá) com Belmonte e Amaraí

14) Cavalinho cavalão (Onildo Almeida) com Banda de Pífanos de Caruaru
15) Repicar do pífano (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
16) Balança meu bem (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
17) Bendito Padre Cícero (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
18) Zefinha das Camorana (Onildo Almeida) com Banda de Pífanos de Caruaru

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Programa Acervo Origens 09out21

O Programa Acervo Origens desta semana presta uma homenagem pela passagem do gigante Sebastião Tapajós, ocorrida no último dia 02/10, apresenta frevos de Nelson Ferreira na voz de Claudionor Germano, batuques e cateretês com Zico e Zeca, os galopes da Banda de Pífanos de Caruaru e os eternos sambas na voz rasgada de Nelson Cavaquinho.



1) Jongo (João Pernambuco - arr. Sebastião Tapajós) com Sebastião Tapajós
2) Belém (Sebastião Tapajós) com Sebastião Tapajós
3) Estudo afro-samba (Sebastião Tapajós) com Sebastião Tapajós
4) Asa branca (Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira) com Sebastião Tapajós

5) Borboleta não é ave (Nelson Ferreira)
Não puxa Maroca (Nelson Ferreira)
Dedé (Nelson Ferreira)
O dia vem raiando (Nelson Ferreira), com Orquestra de Nelson Ferreira e Claudionor Germano

6) Bemtevi (Nelson Ferreira)
Bye bye my baby (Nelson Ferreira)
Pernambuco você é meu (Nelson Ferreira - Aldemar Paiva)
Evocação nº1  (Nelson Ferreira), com Orquestra de Nelson Ferreira e Claudionor Germano

7) Santa Helena de Goiás (Liu - Dino Franco) com Zico e Zeca
8) Capela (Zezito - Zico) com Zico e Zeca
9) Cachimbo da vovó (Zezito - Zico) com Zico e Zeca

10) O choro dos pífanos (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
11) O tocador rebate a marcha (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
12) Caboré (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
13) Pipoca moderna (Caetano Veloso - Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru

14) Folhas secas (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito) com Nelson Cavaquinho
15) Visita triste (Nelson Cavaquinho - Anatalício - Guilherme de Brito) com Nelson Cavaquinho
16) Juízo final (Nelson Cavaquinho - Elcio Soares) com Nelson Cavaquinho

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Programa Acervo Origens - 15ago20

O Programa Acervo Origens desta semana apresenta o piano de Tia Amélia, grande instrumentista e referencia do piano no choro, as modas de viola e catiras de Galvan e Galvãozinho, as tradições da Banda de Pífanos de Caruaru, e duas homenagens a grandes nomes da música brasileira: as multicordas do centenário Poly e os 90 anos do paraense Ary Lobo.



1) No passo (Tia Amélia) com Tia Amélia e Banda Vila Rica
2) Sorriso de Bruno (Tia Amélia) com Tia Amélia e Banda Vila Rica
3) Coco de Alagoas (Tia Amélia) com Tia Amélia e Banda Vila Rica
4) Bordões ao luar (Tia Amélia) com Tia Amélia e Banda Vila Rica

5) Rosa branca (Josue Francisco) com Galvan e Galvanzinho
6) Vinte e dois de maio (Joviano Pereira dos Santos) com Galvan e Galvanzinho

7) Pipoca Moderna (Sebastião Biano - Caetano Veloso) com Banda de Pífanos de Caruaru
8) Marcha dos bacamarteiros (Sebastião Biano - João Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
9) Valsa da pastora (Sebastião Biano - Benedito Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
10) Vira folha (Sebastião Biano - João Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru

11) Favela (Hekel Tavares - Joracy Camargo) com Poly
12) Murmurando (Fon-Fon - Mário Rossi)) com Poly
13) Caramba (Palmeira - Poly) com Poly
14) Côco seco (Luiz Reis) com Poly

15) Aqui vou bem (Carlos Magno - J.S. Horta) com Ary Lobo
16) Pedido a Padre Cícero (Gordurinha) com Ary Lobo
17) Faroleiro (Gordurinha) com Ary Lobo
18) Movimento da cidade (Luiz Boquinha - Ary Monteiro) com Ary Lobo

Pesquisa, Produção e apresentação: Cacai Nunes

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Programa Acervo Origens - 15dez18

O Programa Acervo Origens desta semana homenageia a música nordestina em registros essenciais de Otacílio Batista e Oliveira de Panelas, gravados em 1979, o vigor instrumental da Banda de Pífanos de Caruaru, em gravações lançadas em 1973, músicas do início de carreira de Genival Lacerda e a voz, sanfona, a poesia e o brilho de Luiz Gonzaga em músicas de seu LP O Sanfoneiro do povo de Deus, lançado em 1967.



1) O poeta e o passarinho (Otacílio Batista) com Otacílio Batista e Oliveira Panelas
2) Filho renegado (Oliveira de Panelas) com Otacílio Batista e Oliveira Panelas
3) Conflito das nações (Oliveira de Panelas) com Otacílio Batista e Oliveira Panelas
4) Engenho de pau (Otacílio Batista) com Otacílio Batista e Oliveira Panelas

5) Zefinha das Camorana (Onildo Almeida) com Banda de Pífanos de Caruaru
6) Vaidade (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
7) Balança meu bem (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru
8) Repicar do pífano (Sebastião Biano) com Banda de Pífanos de Caruaru

9) Que malandro você é (Elino Julião - Genival Lacerda) com Genival Lacerda
10) Sei errar sozinho (Genival Lacerda – Ary Monteiro) com Genival Lacerda
11) Cuidado Constânciio (Fogo Cerrado - Genival Lacerda) com Genival Lacerda
12) O dedo de Deus (Julio Ricardo - Álvaro Castilho) com Genival Lacerda
13) A volta ao mundo em 80 dias (José Cardoso - Ary Monteiro) com Genival Lacerda

14) Bença mãe (Bob Nelson) com Luiz Gonzaga
15) "Baião da Penha
Viva o Rei" "(David Nasser - Guio de Moraes)
(José Amâncio - Zé Gonzaga)" com Luiz Gonzaga
16) O jumento é nosso irmão (Luiz Gonzaga - Luiz Clementino) com Luiz Gonzaga
17) Rainha do mundo (Ary Monteiro - Julio Ricardo) com Luiz Gonzaga
18) Meu pageú (Luiz Gonzaga - Raymundo Grangeiro) com Luiz Gonzaga

Pesquisa, Produção e apresentação: Cacai Nunes

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Programa Acervo Origens - 21jul18

O Programa Acervo Origens desta semana destaca o entrosamento vocal da dupla Belmonte e Amaraí, os arranjos para frevos e maracatus com a Orquestra Tabajara do Maestro Severino Araújo, o vigor e a versatilidade de Inezita Barroso interpretando músicas com a temática do negro e o balanço inconfundível da Banda de Pífanos de Caruaru.



1) Pombinha mensageira (Belmonte - Junqueira) com Belmonte e Amaraí
2) Terra querida (Nenete - Francisco Lacerda) com Belmonte e Amaraí
3) Morena Cheirosa (Nenete - Dorinho) com Belmonte e Amaraí
4) Saudade de minha terra (Belmonte - Goiá) com Belmonte e Amaraí

5) Recife capital do frevo (Geraldo Medeiros) com Orquestra Tabajara de Severino Araújo
6) Diabo solto (Levino Ferreira) com Orquestra Tabajara de Severino Araújo
7) A Tabajara em Recife (Severino Araújo) com Orquestra Tabajara de Severino Araújo
8) Macumbô (José Leocádio - Odorico Lima) com Orquestra Tabajara de Severino Araújo
9) Maracatu Sururu (Jorge Ayres) com Orquestra Tabajara de Severino Araújo

10) Festa do congado (Juracy Silveira) com Inezita Barroso
11) Seleção de Maracatus (Recolhido em Pernambuco) com Inezita Barroso
12) Funeral de um Rei Nagô (Hekel Tavares) com Inezita Barroso
13) Lamento (Juracy Silveira) com Inezita Barroso e part. dosTitulares do Ritmo

14) Vira folha (J. Biano - Sebastião Biano) com a Banda de Pífanos de Caruaru
15) Cavalinho Cavalão (Onildo Almeida) com a Banda de Pífanos de Caruaru
16) Pipoca Moderna (Caetano Veloso - Sebastião Biano) com a Banda de Pífanos de Caruaru
17) Briga do Cachorro com a onça (Tradicional) com a Banda de Pífanos de Caruaru


Pesquisa, Produção e apresentação: Cacai Nunes

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Programa Acervo Origens Especial Sebastião Biano - 24out15


Especialíssimo, o Acervo Origens desta semana apresenta o mais recente lançamento do tocador de pífanos mais célebre de todos os tempos, Sebastião Biano. No auge de seus 96 anos, vamos ouvir alguns causos e suas canções que o tocador acaba de lançar em seu disco solo, ao lado do seu Terno Esquenta Muié.





1) Esquenta Muié (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié
2) Alvorada três pancadas (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié
3) Novena (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié

4) Sal com farinha (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié
5) Carneiro deu, Carneiro dá (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié

6) Caroço de Xerem (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié
7) Pipoca moderna (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié
8) Pife de Girimum (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié

9) Encontro com Lampião (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié

10) As onças e as serras (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié
11) Briga do cachorro com a onça (Sebastião Biano) com Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes​
Redação: Gabriela Tunes

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Programa Acervo Origens - 01nov14

Está no ar o Programa Acervo Origens com Paulo Moura e Clara Sverner interpretando Pixinguinha, as belas modas de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, a sanfona potente de Mestrinho em faixas de seu novo álbum Opinião, os sambas de Candeia e os incríveis pífanos da Banda de Pífanos de Caruaru



1) Ainda me recordo (Pixinguinha - Benedito Lacerda) com Clara Sverner e Paulo Moura
2) Oito Batutas (Pixinguinha - Benedito Lacerda) com Clara Sverner e Paulo Moura
3) Rosa (Pixinguinha) com Clara Sverner e Paulo Moura
4) Paranaguá (Nhô Belarmino) com Nhô Belarmino e Nhá Gabriela
5) Mocinhas da cidade (Nhô Belarmino) com Nhô Belarmino e Nhá Gabriela
6) Chamego bom (Mestrinho) com Mestrinho
7) Superar (Mestrinho) com Mestrinho e participação de Gilberto Gil
8) A arte de quem se ama (Elton Moraes) com Mestrinho e participação de Thaís Nogueira
9) Silêncio tamborim (Wilson Bombeiro-Anézio) com Candeia
10) Saudação a Tôco Preto (Candeia) com Candeia
11) De qualquer maneira (Candeia) com Candeia
12) Vem é Lua (Candeia) com Candeia
13) Caboré (Sebastião Biano) Banda de Pífanos de Caruaru
14) Pipoca moderna (Caetano Veloso - Sebastião Biano) Banda de Pífanos de Caruaru
Programa Acervo Origens, todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1 ou on line no www.acervoorigens.com
Apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes

segunda-feira, 26 de março de 2012

Programa Acervo Origens - 24 de março de 2012


Programa Acervo Origens da Semana





1) Seleção de Pagodes nr 1, com Bambico
- Violinha Barulhenta (Bambico "Lourival dos Santos - Jacozinho)
- Azulão do Reino Encantado (Lourival dos Santos - Pardinho - Arlindo Rosa)
- A viola é meu futuro (Bambico)
- Meu Recanto  (Moacir dos santos - Joaquim Moreira)
- Eu, Ela e o cavalo (Moacir dos Santos - Jacozinho)
- João sem medo (Pardinho - Tião do Carro)
2) De papo pro ar (Joubert Carvalho - Olegário Mariano), com Bambico
3) Brincando com a Viola (Bambico - Zé Bettio), com Bambico
4) Quebradinha (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima, Joel Nascimento, Zé da Velha e Conjunto Época de Ouro
5) Chorando Baixinho (Abel Ferreira, com arranjo de Radamés Gnattali), com Arthur M. Lima, Abel Ferreira e Conjunto Época de Ouro
6) Alvorada (Jacob do Bandolim), com Joel Nascimento e Conjunto Época de Ouro
7) Filho da Terra Santa (Antonio Mascarenhas - Erick Medeiros), com Codó
8) Nazareth (Codó), com Codó
9) Briga de Rei (Codó - Francisco Fiuza), com Codó
10) Pipoca Moderna (Sebastião Biano e Caetano Veloso), com a Banda de Pífanos de Caruaru
11) Vira Folha (Sebastião e João Biano), com a Banda de Pífanos de Caruaru
12) A Briga do Cachorro com a onça (Sebastião Biano), com a Banda de Pífanos de Caruaru
13) No tempo dos Quintais (Sivuca - Paulinho Tapajós), com Sivuca e participação de Raimundo Fagner
14) Cabelo de Milho (Sivuca - Paulinho Tapajós), com Sivuca
15) Feira de Mangaio (Sivuca - Glorinha Gadelha), com Sivuca


Programa Acervo Origens, todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1mhz ou no www.acervoorigens.com 
Apresentação: Cacai Nunes

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Banda de Pífanos de Caruaru (28/04/2011)

O fundador da Banda de Pífanos de Caruaru é Manoel Clarindo Biano. Ele nasceu em Alagoas, em 1890, e casou-se com Maria Pastora em 1910. O casal gerou vários filhos, mas sobreviveram somente Benedito, Sebastião, Antônio, Maria José e Josefa. Sebastião nasceu em 1919, e Benedito em 1912, em Olho D’água do Chicão, em Alagoas. Manoel trabalhava na roça, e levava com ele os dois garotos. Eles eram bem pequenos, e como não conseguiam ainda trabalhar na lida, ocupavam o tempo com outras coisas, como pegar o talo da folha da abóbora, fazer nele uns furinhos e soprar. Claro que os dois meninos não queriam tocar flauta por inspiração divina. Eles imitavam o pai e o tio, que tocavam em bandinhas cabaçais da região. O pai deles, Manoel, tocava zabumba. Ele ficou empolgado vendo o interesse dos filhos em tocar o pífano, e encomendou duas flautinhas para os meninos. Ele sabia executar umas poucas músicas no pífano, e foi com esse pequeno conhecimento que se transformou no primeiro professor de seus filhos. Os garotos eram obstinados, e foram pegando habilidade com as flautinhas. Tanto que o pai começou a tocar com eles em eventos da comunidade, principalmente festas religiosas. A família Biano possuía, como muitas famílias do sertão nordestino, um hábito de vida praticamente nômade. Eles se fixavam em um lugar por alguns poucos anos ou meses, e, quando a seca arrochava, saiam em retirada em busca de um lugar melhor. Então, em 1926, saíram de Mata Grande, a pé, para tentar  chegar em Juazeiro, no Ceará. Pararam no meio do caminho, em Pernambuco, e moraram em uma fazenda entre os municípios de Custódia e Flores. Moraram lá por 3 anos, e a seca os fez mudar para Triunfo, também em Pernambuco;  depois, foram para Bonito de Santa Fé, na Paraíba; voltaram para Pernambuco, precisamente para o município de Poço Comprido. Nessas retiradas, Benedito sofreu um acidente com fogos de artifício, e feriu as mãos. Conseguiram levá-lo ao médico, a quilômetros de distância, que queria amputar-lhe a mão. Mas Manoel não deixou, e a mão de Benedito foi costurada. Ele perdeu a ponta dos dedos, ficou com seqüelas, mas conseguiu reaprender a tocar o pífano. Em 1933, eles foram para Buíque, em Pernambuco, e lá Benedito conheceu Maria Alice, com quem se casou em 1940. Em 1939, sem Benedito, a família mudou-se novamente, agora para Pesqueira, em Pernambuco; no mesmo ano, passaram por Belo Jardim também. No dia 15 de julho de 1939, viajaram de noite na boléia de um caminhão que os deixou, ao amanhecer do dia, na entrada da cidade de Caruaru.  Encontraram uma casa abandonada e a ocuparam. O dono da propriedade, depois, deixou que a família ficasse lá.  Algum tempo depois, Benedito, que tinha se casado, apareceu por lá com sua esposa Maria Alice. Foi então, nesse mesmo ano de 1939, que a família formou a banda, com  Manoel na Zabumba, Sebastião e Benedito nos pífanos e as duas filhas da família no triângulo e na voz. Foi assim, então, a pré-história da mais célebre banda de pífanos de todo o Brasil. Há vários outros discos da Banda de Pífanos de Caruaru aqui no Acervo Origens (Banda de Pífanos de Caruaru - 1973 - Vol.IIBanda de Pífanos de Caruaru - 1979 e Banda de Pífanos de Caruaru), com mais pedaços da história fantástica dessa família musical. O disco da postagem de hoje foi gravado logo depois que o grupo, já com outra formação (porque foram várias, ao longo de sua história), foi morar em São Paulo. Foi o primeiro disco com o selo Copacabana. È sabido que a Banda de Pífanos de Caruaru alterou várias de suas características originais buscando maior inserção mercadológica. Esse disco representa o início desse processo. Ele tem somente metade das músicas instrumentais, porque as músicas vocais têm maior apelo comercial; além disso, estão presentes também músicas não-autorais. Foi também na gravação desse disco que, pela primeira vez, a banda inseriu outros instrumentos na gravação: contrabaixo, cavaquinho e sanfona (reparem que eles estão presentes nas músicas que não são de autoria dos integrantes do grupo). A capa mostra que a banda abandonou os trajes folclóricos, e usa roupas urbanas; os cortes de cabelo black-power também evidenciam que a Banda de Pífanos queria parecer moderninha. Em muitas músicas, os pífanos, alma e essência da banda, ficam um pouco em segundo plano. Quando ouvimos os discos anteriores, percebemos que a mixagem desse disco alterou um pouco a sonoridade da banda, com efeitos como amplificação dos graves da percussão e reverb nos pífanos que, em 1982, pode ter perecido legal, mas, hoje, acho que a maioria de nós prefere o sonzinho puro e simples da banda cabaçal como ela é. Mas o disco vale pelas músicas autorais, como Casa dos festejos e Rela o Bucho, ambas de Sebastião e Benedito Biano.


Lado A

1-Cana caiana
(Alceu Valença)
2-Terra seca
(Tiago Duarte-Gilberto Biano-João Biano)
3-Olinda no frevo
(Sebastião Biano-Benedito Biano)
4-Pife velho
(Plácido de Souza-Manoel Alves)
5-Casa dos festejos
(Sebastião Biano-Benedito Biano)
6-Rela bucho
(Sebastião Biano-Benedito Biano)

Lado B

1-Vide vida marvada
(Rolando Boldrin)
2-    Maria cangaceira (Maria Bonita)
(Téo Azevedo)
3- Choro da morena
(Sebastião Biano-Benedito Biano)
4-Pout-pourri de ciranda
(João Biano)
5-As raízes dos pífanos
(Sebastião Biano-Benedito Biano)
6-Rancheira
(Sebastião Biano-Amaro Biano)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Banda de Pífanos de Caruaru - 1973 - Vol.II - (31.08.2010)

Olá amigos do Acervo Origens.

A partir de hoje, começaremos um intenso trabalho de postagens de discos aqui. São discos que compro em sebos, e, por isso, a maioria deles não é facilmente encontrada por aí. Então, de hoje em diante, por um ano, tenho o compromisso de postar um disco por dia, cinco discos por semana (porque, nos finais de semana, até Deus descansou), quatro semanas e meia por mês; isso, ao longo de doze meses, dá mais de 250 discos para vocês. Junto com o disco, trago alguma informação sobre o artista, sobre as circunstâncias em que o disco foi gravado. Tentarei contextualizar os discos, para que as pessoas possam avaliar a importância de determinados artistas em suas épocas e contextos, porque, muitas vezes, os fatores extra-musicais interferem na música, explicam muita coisa e nos permitem entendê-la melhor.

Para começar com o pé direito, selecionei o segundo disco lançado pela Banda de Pífanos de Caruaru. Aqui no blog já tem um disco dessa banda (gravado em 1979, depois que a Banda já tinha alcançado grande sucesso), e lá tem um pequeno texto sobre a banda e sua história.
Esse disco que disponibilizo agora é mais antigo, gravado em 1973. Vejam que o grupo ainda não utilizava o nome “Banda de Pífanos de Caruarú”, e sim “Zabumba Caruaru”.  Esse disco traz a essência das bandinhas de pífano nordestinas, com a instrumentação convencional (zabumba, caixa, surdo e pífanos), tocados do modo típico. A maioria das músicas é de autoria de Sebastião Biano, um dos tocadores de pífano. O repertório passeia por vários ritmos, desde o baião, é claro, passando por frevo (que é linda, por sinal, a música Frevo no Mato), marcha e até valsa. Há músicas cantadas, mas boa parte é instrumental. A percussão é genial, fazendo levadas criativas e com pressão; as flautas, virtuosísticas e extremamente precisas. Não é à toa que artistas consagrados da MPB piravam quando ouviam essa bandinha.
O valor desse disco que posto aqui é ainda maior quando consideramos um fato, triste, porém verdadeiro, que diz respeito à carreira dessa admirável bandinha. Depois do sucesso, até por necessidades financeiras, a Banda de Pífanos de Caruaru perdeu algumas de suas características originais. O pesquisador  Carlos Eduardo Pedrasse, da UNICAMP, afirma que um dos discos mais recentes, “Tudo isso é São João” , de 1999, tem apenas uma música de autoria da banda. A morte, por infarto, de Benedito Clarindo, um dos integrantes mais antigos da banda, em 1999, contribuiu também para que o conjunto perdesse muito de suas características melódicas e harmônicas. Segundo ele, a série de transformações incluiu instrumentos eletrônicos nas gravações, mas não procurando uma simbiose com o estilo dos pífanos,  e sim para dar a impressão de salão de forró. Pedrasse escreveu uma dissertação de mestrado sobre a Banda de Pífanos de Caruaru. Ele traz informações interessantes, como a origem do nome pífano, que é alemã: “pfeiffe”, “silffler” ou “pfefer”, que significa  assovio ou sopro. Uma pena que não consegui um link para acessar a dissertação dele. Mas tem outra dissertação de mestrado sobre a Banda de Pífanos de Caruaru,  denominada “Significações Sociais, Culturais e Simbólicas na Trajetória da Banda de Pífanos de Caruaru e a Problemática Histórica do Estudo da Cultura de tradição Oral no Brasil”, de Cristina Eira Velha.  Esses textos acadêmicos são legais porque passam por um rigoroso controle de fontes, além de serem fruto de muitos anos de pesquisa. Então, a informação que eles trazem é de grande valor.

Aproveitem!
Bandinha de Pífano Vol 2  Zabumba Caruaru

Lado A

1 – Cavalinho cavalão (Onildo Almeida)
2 – Zefinha das Camoranas (Onildo Almeida)
3 – Bem-te-vi (Onildo Almeida)
4 – Alvorada (Sebastião Biano)
5 – Balança meu bem (Sebastião Biano)
6 – Frevo no mato (Sebastião Biano)

Lado B

1 – Mulher dengosa (Sebastião Biano)
2 – Bendito Padre Cícero (Sebastião Biano)
3 – Repicar do Pífano (Sebastião Biano)
4- Vaidade (Sebastião Biano)
5 – A furtada (Sebastião Biano)
6-Despedida de novena (Sebastião Biano)

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR


terça-feira, 31 de março de 2009

Banda de Pífanos de Caruaru - 1979




Esta publicação é uma colaboração conjunta do amigo Maxwell Rodrigues, de Goiânia, que nos enviou o LP, e da amiga Gabriela Tunes que fez o texto.
Eu não tinha este disco. Conhecia algumas músicas apenas, mas me impressionei (como sempre !) com outras como "Cavalinho, Cavalão" e "OsTupinambás".
Agradeço aos dois pela dedicação.

1979 - Banda de Pífanos de Caruaru
A Banda de Pífanos de Caruaru é sem dúvida o mais conhecido grupo de pífanos. Foi criada em 1924 (vejam, são quase 90 anos de existência!) por Manoel  Clarindo Biano, que ensinou antigos toques aos filhos Sebastião, de 5 anos, e Benedito,  de 11.  Recrutou depois o amigo  Martinho Grandão para assumir, junto com ele, as percussões. A família Biano percorreu o sertão de Alagoas e Pernambuco por mais de uma década, tocando em festas, casamentos, novenas, enterros e tudo o que viesse. Nas andanças, acabaram parando em Caruaru, em 1939, cidade que verdadeiramente os consagrou. Em 1955, pouco antes de morrer, o patriarca do grupo pediu aos filhos que não deixassem que essa antiga tradição se perdesse. Para tanto, os filhos deveriam juntar ao grupo os demais familiares. Assim o fizeram. Luiz, de 9 anos,  Amaro, de 10  anos, (filhos de Sebastião) Gilberto, de 15  anos, e João, de 11 anos (filhos de Benedito) formaram uma nova banda, batizada com  o nome de Banda de Pífanos de Caruaru. O primeiro disco foi gravado somente em 1972, depois que nosso ex-ministro, Gilberto Gil, “descobriu” a banda e gravou “Pipoca Moderna”, com letra de Caetano Veloso. Nesse mesmo ano, se transferem para São Paulo, onde sopraram seus pífanos em documentários, espetáculos e discos de outros artistas. Benedito era analfabeto e fabricava seus próprios pífanos. Quando tocava em espetáculos, dizia: "eles que afinem pelo meu instrumento,  porque aqui  entre nós  é proibido se  meter a entender  de escala".
Em 1979, a banda assinou contrato com a  Discus Marcus Pereira,  de que resultou a gravação desse disco que postamos para vocês. 
Nele constam a conhecida Pipoca Moderna. Não menos famosa é a Briga da Onça com o Cachorro, em que se desenrola uma briga de sopros. Ouçam a sonoridade única dessa formação típica, e atentem para os ritmos variados e de alegria contagiante. 
Desfrutem !!!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Coletâneas para Programas de Rádio


Freqüentemente sou convidado a participar de alguns programas de rádio, seja aqui em Brasília, seja em outro Estado.
Alguns destes programas se referem à divulgação das minhas apresentações enquanto músico e outros estão relacionados à minha pesquisa como violeiro/DJ e ao Acervo Origens especificamente. Nestes que estão relacionados à pesquisa, eu monto uma lista de músicas que serão executadas durante o Programa.
Cada programa tem seu perfil específico e acabei escolhendo 1 programa que participei pra colocar essas músicas aqui no Blog.

O programa se chama Canta Nordeste e vai ao ar aos domingos das 12 às 14 h na Rádio Cultura FM 100,9 aqui em Brasília. E como o nome já diz, trata-se de um programa de música Nordestina. Como bom cabeça-chata que sou, fiz uma seleção de primeira qualidade. Nesta seleção temos a Banda de Pífanos de Caruaru, Gordurinha, Ary Lobo, Lia de Itamaracá, Caju e Castanha, Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Jackson do Pandeiro, entre outras maravilhas.

Aproveitem o que há de bom nessa seleção.

Abraço
Cacai

Clique aqui para Download (Download Here)


quinta-feira, 19 de julho de 2007

Mapa Musical do Brasil


Olá gente !
Desculpem o longo tempo de recesso.
Alguns imprevistos impossibilitaram novas publicações.

Mas agora é hora de deixar de conversa !
Estamos de volta e com um registro simplesmente exemplar !
Uma síntese da coleção da Discos Marcus Pereira contendo a Música Popular do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. São dois Lp's que contam com arranjos de Radamés Gnatalli (Norte), Quinteto Violado (Nordeste), Théo de Barros (Centro-Oeste/Sudeste), Rogério Duprat (Sul) e interpretações de Nara leão, Renato Teixeira, Elis Regina, Clementina de Jesus, Papete, Quinteto Violado, Banda de Pífanos de Caruaru e grupos e artistas tradicionais como Boi de Pindaré, Índios Kamayurá, Pedro Chiquito, Mineirinho e Manduzinho e outros.

Uma grande pesquisa realizada por esta granda gravadora e este grande batalhador da música brasileira, Marcus Pereira.
Abaixo reproduzo texto que foi postado no site Samba-Choro, com algumas informações sobre a gravadora e alguns de seus registros.

Bom Proveito !!!


Datas redondas são sempre um bom pretexto para relembrar, ainda mais em nosso país que sofre de um sistemático esquecimento de sua cultura. Neste ano de 2002, comemora-se 35 anos do início e 20 anos do fim do mais importante projeto fonográfico nacional, a Discos Marcus Pereira.
A gravadora foi a primeira no país a adotar uma política de produção alternativa, fora da indústria cultural, de grandes grupos fonográficos e do mecenato estatal. É a inspiradora da saudável proliferação de pequenas gravadoras voltadas para a qualidade e diversidade da música brasileira. Se hoje tempos Kuarup, Rob Digital, Núcleo Contemporâneo, Acari, Biscoito Fino e CPC-Umes, a ela devemos.
Quando a gravadora acabou, seu precioso acervo foi parar com a gravadora Copacabana, que também encerrou suas atividades, terminando tudo em posse da pequena distribuidora ABW, que chegou a lançar muita coisa da Marcus Pereira em CD. Há alguns anos a EMI comprou todo o acervo nas mãos da ABW. Eles estavam interessados no vasto catálgo de jovem guarda da Copacabana, pois boa parte dos dirigentes das grandes gravadoras são oriundos deste pobre movimento musical. Enquanto os fonogramas de iê-iê-iê começaram a ser relançandos pela multinacional, o acervo da Marcus Pereira foi imediatamente esquecido. Se quando estava nas mãos da ABW era possível encontrar em CD dezenas de seus discos, hoje os discos em catálogo não completam os dedos de uma mão e os demais apodrecem nos porões da EMI. Um verdadeiro atentado à memória nacional.
A história da Discos Marcus Pereira mistura variadas doses de paixão, dificuldades finaceiras e políticas, amizade, descaso e muito idealismo, tudo ao som da melhor trilha sonora que este país já produziu. Sua história é tão brasileira, mas tão brasileira, que mais parece uma alegoria sobre nosso país. A começar pelo lugar onde surgiu.
Bares e botequins são templos de cultura nacional. Um grupo de amigos e amantes de música brasileira frequentava o bar Jogral na cidade de São Paulo. Entre eles estavam o publicitário Marcus Pereira e o dono do bar Luis Carlos Paraná. O Jogral era o grande ponto de encontro da boa música brasileira na cidade. Em 1967, reunindo amizades e afetos para homenagear o compositor Paulo Vanzolini, lançavam o disco "Onze Sambas e uma Capoeira". O LP, que também marcava a estréia artística de Cristina Buarque, trazia a marca "Jogral". No ano seguinte gravavam com gente da casa algo que há muito não acontecia: um disco de choro. Era o "Flauta, Cavaquinho e Violão". O pretexto era dar os discos como brinde de fim de ano da empresa de Marcus. Outros discos foram saindo, um melhor do que o outro. Em 1973, a coleção de 4 discos "Música Popular do Nordeste" vale a Marcus o prêmio Estácio de Sá do MIS do Rio. Era o pretexto que faltava para abandonar sua rentável agência de publicidade e cuidar de uma nova empresa, a Discos Marcus Pereira.
Se você for fazer uma listagem sobre os melhores discos brasileiros de todos os tempos, a Marcus Pereira marcará presença com um número impressionante para uma pequena gravadora. Não faltarão na lista os dois primeiros do Cartola, o "Na Quadrada das Águas Perdidas" de Elomar, a Orquestra Armorial dirigida pelo Maestro Guerra Peixe, o "Violão Brasileiro Tocado pelo Avesso" de Canhoto da Paraíba e muitos outros. Se hoje aparecem projetos que visam mapear a música feita no Brasil, ele copiam a sua série de 16 LPs com músicas de cada região brasileira. Eles abriram espaço para a música de estilos tão diversos quanto a Banda de Pífanos de Caruaru ao experimentador Walter Smetak. A década de 70 viu um ressurgimento do choro e a gravadora foi o principal suporte fonográfico do movimento, gravando discos sensacionais de Abel Ferreira, Raul de Barros, Canhoto da Paraíba, Carlos Poyares, Altamiro Carrilho e tantos outros. Gravou uma série de discos de samba, onde cada um era dedicado a uma das mais tradicionais escolas, Salgueiro, Portela, Mangueira e Império Serrano. Neles era contada sua história artística através dos grandes nomes de cada uma. Só o disco da Portela pode ser considerado o quinto disco da sua Velha Guarda, com participações de Monarco, Alcides Malandro Histórico e Alvaiade. Os demais reuniam gravações de baluartes de cada agremiação, como Tio Hélio, Mano Décio da Viola e Padeirinho.
A mais alta estirpe da música brasileira gravou ou participou de seus discos. Muitos entraram em estúdio pela primeira vez. Foram 144 discos em menos de 10 de anos de existência. Passaram por lá Abel Ferreira, Altamiro Carrilho, Arthur Moreira Lima, Banda de Pífanos de Caruaru, Canhoto da Paraíba, Carlos Poyares, Carmem Costa, Cartola, Celso Machado, Chico Buarque, Chico Maranhão, Clementina de Jesus, Dercio Marques, Dona Ivone Lara, Donga, Elba Ramalho, Elomar, Evandro do Bandolim, Jane Duboc Luperce Miranda, Nara Leão, Orquestra Armorial, Papete, Paulo Marquez, Paulo Vanzolini, Quinteto Armorial, Quinteto Villa-Lobos, Raul de Barros, Renato Teixeira, Roberto Silva, Tia Amélia e muitos outros.
Só que os negócios eram dureza. Alegando que seu trabalho estava voltado para a pesquisa, Marcus conseguiu um financiamento da FINEP que bancou boa parte de seus discos, como o resto da coleção que mapeou a música do Brasil e os de Cartola e Donga. Chegou a hora de pagar os juros. A dificuldade de distribuição (sempre ela!) o sujeitou a um contrato leonino com a gravadora Copacabana. Marcus conseguia tirar leite de pedra para manter seu sonho. Em fevereiro de 1982, após a grave recessão de 79, a gravadora enfrentava sérias dificuldades financeiras. Suas dívidas acumulavam. A gravadora que levava seu nome estava indo à falência. Neste momento difícil que passava o trabalho e sonho de uma vida, problemas pessoais agravara a situação. Marcus Pereira então se suicidou.
Você conseguiria imaginar uma história mais brasileira do que esta?

LANÇAMENTOS MARCUS PEREIRA
Selo Jogral (antecessor da criação da empresa Marcus Pereira - eram brindes, em geral de Natal, da empresa de publicidade do Marcus, ligada ao Bar Jogral):
mplp 001 - Brasil, Flauta, Cavaquinho e Violão - 1967
mplp 002 - Onze sambas e uma capoeira - 1967
mplp 003 - Maranhão e Renato Teixeira 1969
mplp 004 - A música de Carlos Paraná - 197?
mplp 005 - O bom é o Juca - Carlos Magno - 1971
mplp 006 - Álbum de família - Renato Teixeira - 1971
mplp 007 - Gabriela - Maranhão - 1971

Discos Marcus Pereira - Série 9000:
MPL 9301 - BRASIL, FLAUTA , CAVAQUINHO E VIOLÃO
MPL 9302 - CARTOLA - 4035007 - 1974
MPL 9303 - BRASIL, FLAUTA, BANDOLIM E VIOLÃO -1974
MPL 9304 - BRASIL, TROMBONE -1013/4035021 - 1974
MPL 9305 - BRASIL, SERESTA - 4035024 - 1974
MPL 9306 - QUINTETO ARMORIAL - DO ROMANCE AO GALOPE NORDESTINO -4035025-1974
MPL 9307 - SOM DE PRATA, FLAUTA DE LATA -1019 - 1975
MPL 9308 - PIXINGUINHA, DE NOVO -1025 - 1975
MPL 9309 - OS TÁPES - CANTO DA GENTE - 1029 - 1975
MPL 9310 - BRASIL, SAX E CLARINETA- 1976
MPA 9311/9312 - ARTUR MOREIRA LIMA INTERP. ERNESTO NAZARÉ Nº 1- 2009/ - 1975
MPA 9313 - MÚSICA POPULAR DO SUL Nº 1 - 2010 - 1975
MPA 9314 - MÚSICA POPULAR DO SUL Nº 2 - 2011 - 1975
MPA 9315 - MÚSICA POPULAR DO SUL Nº 3 - 2012 - 1975
MPA 9316 - MÚSICA POPULAR DO SUL Nº 4 - 2013 - 1975
MPA 9317 - MÚSICA POPULAR DO NORDESTE Nº 1 - 4035001 - 1973
MPA 9318 - MÚSICA POPULAR DO NORDESTE Nº 2 - 4035002 - 1973
MPA 9319 - MÚSICA POPULAR DO NORDESTE Nº 3 - 4035003 - 1973
MPA 9320 - MÚSICA POPULAR DO NORDESTE Nº 4 - 4035004 - 1973
MPA 9321 - MÚSICA POPULAR DO CENTRO-OESTE/SUDESTE Nº 1 - 1974
MPA 9322 - MÚSICA POPULAR DO CENTRO-OESTE/SUDESTE Nº 2 - 1974
MPA 9323 - MÚSICA POPULAR DO CENTRO-OESTE/SUDESTE Nº 3 - 1974
MPA 9324 - MÚSICA POPULAR DO CENTRO-OESTE/SUDESTE Nº 4 - 1974
MPL 9325 - CARTOLA - 1976
MPL 9326 - FREVO AO VIVO - 1974
MPL 9327 - OSVALDINHO DA CUÍCA E GRUPO VAI VAI - VAMOS SAMBAR - 1974
MPL 9328 - A MUSICA DE PAULO VANZOLINI - CARMEM COSTA E PAULO MARQUEZ -
1005- 1974
MPL 9329 - OS MELHORES SAMBAS DE TODOS OS TEMPOS - OS NOVOS BATUTAS -1006- 1974
MPL 9330 - PORTUGAL HOJE - 1974
MPL 9331 - FADOS BRASILEIROS
MPL 9332 - ADAUTO SANTOS - O SUCESSO DA NOITE PARA O DIA - 4035022 - 1974
(= MPL 1014)
MPL 9333 - A MÚSICA DE DONGA - 1975
MPL 9334 - PAULO VANZOLINI - ONZE SAMBAS E UMA CAPOEIRA -1020 - 1975
MPL 9335 - PAPETE, BERIMBAU E PERCUSSÃO - 1975
MPL 9336 - LECY BRANDÃO - ANTES QUE EU VOLTE A SER NADA -1027 - 1975
MPL 9337 - A MUSICA DE CARLOS PARANÁ - 1028 - 1975
MPL 9338 - SÉRIE TEMAS Nº 1 - 1030 - 1975
MPL 9339 - SÉRIE TEMAS Nº 2 - 1031 - 1975
MPL 9340 - SÉRIE TEMAS Nº 3 - 1032 - 1975
MPL 9341 - HISTÓRIA DAS ESCOLAS DE SAMBA: IMPÉRIO SERRANO - MPC 4001 - 1974
MPL 9342 - HISTÓRIA DAS ESCOLAS DE SAMBA: MANGUEIRA - MPC 4002 - 1974
MPL 9343 - HISTÓRIA DAS ESCOLAS DE SAMBA: PORTELA - MPC 4003 - 1974
MPL 9344 - HISTÓRIA DAS ESCOLAS DE SAMBA: SALGUEIRO - MPC 4004 - 1974
MPL 9345 - QUINTETO ARMORIAL - ARALUME - 1976
MPL 9346 - INSTRUMENTOS POPULARES DO NORDESTE - 1974
MPL 9347 - LÉO KARAN - URBANA - 1976
MPL 9348/9349 - ARTUR MOREIRA LIMA INTERP. FREDERIC CHOPIN- 1976
MPL 9350 - BAHIA, GRUPO ZAMBO - 1976
MPA 9351 - MARCOS VINÍCIUS - TREM DOS CONDENADOS- 1976
MPA 9352 - MÚSICA POPULAR DO NORTE Nº 1 - 1976
MPA 9353 - MÚSICA POPULAR DO NORTE Nº 2 - 1976
MPA 9354 - MÚSICA POPULAR DO NORTE Nº 3 -1976
MPA 9355 - MÚSICA POPULAR DO NORTE Nº 4 -1976
MPL 9356 - PIANO BRASILEIRO - 1977
MPL 9357 - ALTAMIRO REVIVE PATÁPIO - 1977
MPL 9358 - LUPERCE MIRANDA - HISTÓRIA DE UM BANDOLIM - 1977
MPL 9359 - PIANO BRASILEIRO A 4 MÃOS - 1977
MPL 9360 - CARLOS POYARES - CHÃO DA GENTE - 1977
MPL 9361 - QUINTETO VILLA LOBOS - 1977
MPL 9362 - TODO CHORO - 1977
MPA 9363 - CANHOTO DA PARAÍBA - O VIOLÃO AS AVESSAS - 1977
MPL 9364/9365 - ARTUR MOREIRA LIMA INTERP. ERNESTO nazaré - Nº 2 - 1977
MPL 9366 - DILERMANDO PINHEIRO - BATUQUE NA PALHINHA - 1977
MPL 9367 - MORTE E VIDA SEVERINA - 1977
MPL 9368 - NATAL BRASILEIRO - PASTORIL E LAPINHA - 1977
MPL 9369 - VIVA A NAU CATARINETA - 1977
MPL 9370 - DERCIO MARQUES - TERRA, VENTO, CAMINHO - 1977
MPL 9371 - ABEL FERREIRA E FILHOS - 1977
MPL 9372 - CHORO NOVO Nº 1 - 1978
MPL 9373 - CHORO NOVO Nº 2 - 1978
MPL 9374 - CARNAVAL NÃO É BRINCADEIRA Nº 1 - 1978
MPL 9375 - CARNAVAL NÃO É BRINCADEIRA Nº 2 - 1978
MPL 9376 - JANE VAQUER - ACALANTOS BRASILEIROS - 1978
MPL 9377 - CELSO MACHADO - BRASIL VIOLÃO - 1978
MPL 9378 - MODINHAS - 1978
MPA 9379 - RENATO TEIXEIRA - ÁLBUM DE FAMÍLIA - 1978
MPA 9380 - PAPETE - BANDEIRA DE AÇO - 1978
MPL 9381 - QUINTETO ARMORIAL - 1978
MPL 9382 - ISABEL MOURÃO - DANÇAS BRASILEIRAS - 1978
MPL 9383 - CHICO MARANHÃO - LANCES DE AGORA - 1978
MPL 9384 - DOROTY MARQUES - SEMENTES - 1979
MPL 9385
MPL 9386
MPL 9387
MPL 9388
MPL 9389 - EUDOXIA DE BARROS - SAUDADES DO BRASIL - 1979
MPL 9390 - CHORO É ISTO - 1979
MPL 9391 - CANTIGAS DE RODA E CANÇÕES INFANTIS DO NORTE DE MINAS - 1979
MPL 9392 - MÚSICA POPULAR DO NORTE DE MINAS - 1979
MPL 9393 - IRENE PORTELA - RUMO NORTE - 1979
MPL 9394 - BANDA DE PÍFANOS DE CARUARU - 1979
MPL 9395 - GRANDE MISSA NORDESTINA -1979
MPL 9396 - MUSICA DO POVO DE GOIÁS Nº 1 - 1979
MPL 9397 - MUSICA DO POVO DE GOIÁS Nº 2 -1979
MPL 9398 - DANÇAS E INSTRUMENTOS POPULARES DE GOIÁS - 1979
MPL 9399 - MARIA AUGUSTA CALADO - MODINHAS GOIANAS - 1979
MPL 9400 - GRUPO ROMANÇAL E CORO FEMININO - 1979
MPA 9401 - MARCOS VINÍCIUS - NORDESTINO -1979
MPL 9402 - BATISMO CULTURAL DE GOIÂNIA - 1979
MPL 9403 - CANTATA PRA ALAGAMAR - 1978/1979
MPL 9404 - GRUPO ACABA - CANTORES DO PANTANAL - 1979
MPL 9405 - TEATRO UNIÃO E OLHO VIVO - 1979
MPA 9406/9407 - ELOMAR - NA QUADRADA DAS ÁGUAS PERDIDAS - 1979
MPL 9408 - MARCUS VINÍCIUS - DEDALUS - 1980
MPL 9409 - PAPETE - PROMESSA DE PESCADOR - 1980
MPL 9410 - PIANO E FLAUTA, PIANO E CANTO - 1980
MPL 9411 - VIOLAS E REPENTES Nº 1 - 1980
MPL 9412 - VIOLAS E REPENTES Nº 2 - 1980
MPL 9413 - CHICO MARANHÃO - FONTE NOVA - 1980
MPL 9414 - VIOLÃO, CELSO MACHADO - 1980
MPL 9415 - BANDA DE PÍFANOS DE CARUARU - A BANDINHA VAI TOCAR - 1980
MPA 9416 - QUINTETO ARMORIAL - SETE FLECHAS - 1980
MPL 9417 - OS TÁPES - NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA - 1980
MPL 9418 - OS MELHORES CHOROS DE TODOS OS TEMPOS - 1980
MPL 9419 - AS MELHORES CORDAS DO BRASIL - 1980
MPL 9420 - NOSSO CHÃO - 1980
MPL 9421- A MUSICA GENIAL DE PIXINGUINHA - 1980
MPL 9422 - TIA AMÉLIA - A BENÇÃO, TIA AMÉLIA - 1980
MPL 9423 - BRASIL, BRAZIL - 1980
MPL 9424 - CASA DE CABOCLO - 1980
MPL 9425 - O MELHOR DO PIANO BRASILEIRO - 1980
MPL 9426 - MUSICA REGIONAL DO BRASIL - 1980
MPL 9427 - DOROTY MARQUES - ERVA CIDREIRA -1980
MPL 9428 - ELOMAR E ARTHUR MOREIRA LIMA - PARCELADA MALUNGA - 1980
MPL 9429 - NOEL GUARANY - ALMA, GARRA E MELODIA -1981
MPL 9430 - CARLOS POYARES - CHORO DO REI - 1981
MPL 9431 - TRIBUTO A MARCUS PEREIRA - 10103 - 1982
MPL 9432 - AS MAIS BELAS CANÇÕES BRASILEIRAS
MPL 9433 - CARLOS POYARES
MPL 9434 - CARLOS POYARES - CLUBE DO CHORO
MPL 9435 - BENEDITO COSTA - UM CAVAQUINHO NO SERTÃO
MPL 9436 - PAULO BELLINATI - GAROTO - 1986

Discos Marcus Pereira - Numeração Diversa:
1002 - WALTER SMETAK - INTERREGNO - 1980 - Selo FCEB/Marcus Pereira
MPL 1007 - CORALUSP - 1974
MPL 1008 - MARANHÃO
MPL 1009 - CARLOS MAGNO - O BOM É O JUCA - 1974
MPL 1014 - ADAUTO SANTOS - O SUCESSO DA NOITE PARA O DIA - 1974
MPL 1018 - ANUÁRIO MARCUS PEREIRA 1974
MPLCEF - 001 MAPA MUSICAL DO BRASIL - 1980

Discos Marcus Pereira - Numeração a identificar
A MAIS DE MIL - 1977
DOLORES DURAN - RECONSTITUIÇÃO COM ORQUESTRA E CORO EM 16 CANAIS - 1979
A VOZ DE ORLANDO SILVA - 10058
PONTO DE PARTIDA - 1977
ROBERTO SILVA HOMENAGEIA ORLANDO SILVA

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Banda de Pífanos de Caruaru


1976 - Banda de Pífanos de Caruaru


1) Pipoca Moderna ( Caetano Veloso - Sebastião Biano )
2) Caboré ( Sebastião Biano )
3) Frevo Danado ( Ronaldo Maciel - Rui Ferreira )
4) Arrasta-Pé Corneta ( Sebastião Biano )
5) Lamentação ( Plácido de Souza )
6) Flor de Muçambê ( Manoel Alves - João Biano )
7) Carimbó do Pífano ( Sebastião Biano )
8) O Tocador Rebate a Marcha ( Sebastião Biano )
9) Levanta Poeira ( Sebastião Biano )
10) O Choro dos Pífanos ( Sebastião Biano )
11) Cabo da Vassoura ( Sebastião Biano )



e assista este vídeo recente da Banda de Pífanos.