O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Programa Acervo Origens - 18maio13

Está no ar o Programa Acervo Origens da semana com o violão de Toquinho, a viola de Fábio Miranda, os forrós do Trio Nordestino, o carimbó de Majó e os improvisos de Otacílio Batista e Diniz Vitorino

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR


1) Ingênuo (Pixinguinha - Benedito Lacerda), com Toquinho
2) Asa Branca (Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira), com Toquinho
3) Uma rosa em minha mão (Toquinho - Vinícius de Moraes), com Toquinho

4) Conversa pra boi dormir (Adalberto Rabelo Filho - Fábio Miranda), com Fábio Miranda
5) Folguedo (Adalberto Rabelo Filho - Fábio Miranda), com Fábio Miranda

O ACERVO É SEU, atendendo ao pedido do Antônio Farias, de Taguatinga Sul
6) Amor pra dar (Cecéu - Lindolfo Barbosa), com Trio Nordestino, canta: Lindú
7) Não pise no pé dela (Jacinto Limeira - Lindolfo Barbosa), com Trio Nordestino, canta: Lindú
8) Gogó de Ouro (Antonio Barros), com Trio Nordestino, canta: Genaro

9) A morte do papagaio (Hudson Antonio - Mita), com Majó
10) Mariá (Messias Holanda - João Gonçalves) 
Severina xique xique (João Gonçalves - Genival Lacerda), com Majó
11) Carapirá (Pinduca - Vivaldo da Silva)
Sinhá Pureza (Pinduca)
Vamos beber cachaça (Pinduca), com Majó

12) Exaltação ao Brasil em sextilha (Otacílio Batista - Diniz Vitorino), com Otacílio Batista e Diniz Vitorino
13) Gemedeira (Otacílio Batista - Diniz Vitorino), com Otacílio Batista e Diniz Vitorino
14) Beira Mar descrevendo peixes em letras (Otacílio Batista - Diniz Vitorino), com Otacílio Batista e Diniz Vitorino

Programa Acervo Origens, todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1mhz ou no www.acervoorigens.com

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes
Digitalização do Acervo: Renato Menguele

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pinduca No embalo do carimbó e sirimbó (03/08/2011)

O Dicionário do Folclore Brasileiro, de Luiz da Camara Cascudo, define o Carimbó como dança negra, brasileira, de roda, em Marajó, arredores de Belém, no Pará (...). A dança do carimbó ocorre na área pastoril de Soure (Marajó), nas zonas de lavradores do Salgado (Curuçá, Marapanim, Maracanã), tanto na terra firme, como nas praias. A palavra Carimbó é de origem tupi: curi que significa pau oco, e mbó que significa furado. Com o passar do tempo, o termo foi sofrendo variações: curimbó, corembó, corimbo, curimã.. O Carimbó é um gênero musical que, como muitos outros, surgiu juntamente com uma dança. Ele era, originalmente, um ritmo indígena dos índios tupinambás, que habitavam o norte do Brasil, e tinha mesmo aquela monotonia típica das danças indígenas. Os negros, que foram em grande quantidade para o norte, no ciclo da borracha, então, começaram a introduzir alterações no ritmo, para que pudesse ser dançado com mais ginga, e inseriram coisas dos batuques africanos, tanto na música quanto na dança. Os portugueses, por sua vez, inseriram elementos das musicas e danças europeias como, por exemplo, os dedos castanholando e marcando o ritmo. Então, o carimbó é um gênero brasileiríssimo, porque surgiu a partir da mistura de elementos indígenas, africanos e europeus, os três tendo igual influência e importância.
A alma do Carimbó, como o próprio nome já diz, são os tambores. Eles são feitos de troncos de árvores escavados, com uma abertura lateral em toda a extensão para emissão do som, e fechados numa das extremidades por pele de animal silvestre. Os outros instrumentos que tocam o Carimbó são reco-reco, violá, ganzá, banjo, maracás e flauta.  O Carimbó tem uma vestimenta típica. Os homens com blusas lisas ou estampadas sobre calças lisas; lenço no pescoço, chapéu de arumã. As mulheres usam blusas que deixam ombros e barriga à mostra, muitos colares e pulseiras feitos de sementes da região, e saias rodadas ou franzidas coloridas ou estampadas. Elas usam flores ou arranjos na cabeça, e vários enfeites. Homens e mulheres dançam descalços.
O Carimbó saiu do contexto rural amazônico, urbanizou-se e é hoje uma expressão da cultura nortista da maior relevância. Pinduca, conhecido como o Rei do Carimbó, é um de seus representantes mais célebres. Esse disco, gravado em 1976, é de enorme importância em sua carreira, porque se transformou em uma das principais referências do gênero Carimbó. Mais interessante é constatar que a origem da lambada, ritmo brasileiro de grande sucesso nas décadas de 1980 e 1990, é associada a esse disco, que tem uma música denominada Lambada. Essa é considerada a primeira gravação de uma lambada.


Lado A

1-Lári lári ê – Lári Lári (Pinduca – Maria Isabel Pureza).
2-Minha Maria – Sirimbó (Pinduca)
3-Carimbo do Pará – Carimbo (Pinduca)
4-Passarinho – Carimbo (Pinduca – João Antonio de Oliveira)
5-Vaqueiro – Carimbo (Pinduca – João Antonio de Oliveira)
6-Lambada – Sambão (Pinduca)

Lado B

1-Comancheira – Yô, yô, yá, yá (Comancheira) (Pinduca)
2-Lá lariá – Lári, lári(Pinduca – Edualvaro Magno Marques)
3-Coisa boa do Pará – Carimbo(Pinduca – Carlos Santiago Mamede)
4-Boca de forno – Carimbo (Pinduca)
5- Comprando fiado – Sirimbó (Pinduca – Carlos Santiago Mamede)
6- Mutirão – Carimbo (Pinduca – Nauar)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ritmos do Brasil com Carmélia Alves - Carimbó, Frevo, Maxixe, Canção (05/07/2011)

Esse é o segundo disco da Rainha do Baião postado aqui em nosso blog. O primeiro, Correndo o Norte, está disponível aqui, juntamente com um pequeno texto biográfico dessa talentosíssima cantora. O disco da postagem de hoje foi gravado em 1974, em um dos melhores períodos de sua carreira, em que ela gravava um LP atrás do outro. Carmélia faz um passeio pelas várias regiões brasileiras por meio dos ritmos musicais que as representam. Destaco a faixa 6 do Lado B, que tem um apanhado de clássicos do baião, e a interpretação de Carmélia demonstra porque ganhou o título de Rainha do Baião, e a faixa 4 do Lado A (Peguei um Ita no Norte, de Dorival Caymmi).
Atualmente, Carmélia está perto dos 90 anos, e vive no Retiro dos Artistas, casa voltada para amparar artistas idosos, mantida pelo ator e vereador Stepan Nercessian.  Ela ganha uma aposentadoria de aproximadamente R$ 700,00, que não era suficiente para sobreviver. Além disso, há uns 15 anos, Carmélia perdeu o marido, o também cantor Jimmy Lester, entrou em depressão, e, segundo ela, somente não deu fim à vida porque começou a freqüentar a igreja. No Retiro dos Artistas, ela não reclama da vida. Diz que é um paraíso, que lá ela tem todo o conforto. Embora tenha conhecido a glória no rádio, Carmélia prefere, hoje, assistir a TV. Ela sonha em gravar um DVD com suas grandes amigas, Ademilde Fonseca, Adelaide Chiozzo e Lana


Lado A

1-Eu vou girar - Carimbó
(Lobo-Agnaldo Alencar)

2-Paraiba feminina - Baião
(Hervê  Cordovil)

3-Frevorosamente - Frevo
(Nelsom Sampaio)

4-Peguei um Ita no norte - Carimbó
(Dorival Caymmi)

5-Chora viola chora – Arrasta-pé
(Venancio-Curumba)

6-Oração de São Francisco - Canção
(Musicada por Nelson Luiz- Omar Cardoso)

Lado B

1-Feitiço da Bahia – Maxixe
(Nelsom Sampaio)

2-Ao som do carimbó - Carimbó
(Nelsom Sampaio-Valéria Ramos )

3-Sem grilos - Frevo
(Caetano Veloso – Moacyr Albuquerque)

4-A saudade vai chegar - Baião
(Plínio Ricardo-Ana Paula-John King)

5-Sem amor não sei sambar - Samba
(Nelsom Sampaio-Augustinho Zaccaro)

6-Seleção de sucessos: Asa Branca (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga)
Sabiá lá na gaiola  (Hervê  Cordovil-Mário Vieira)
Esta noite serenou (Hervê  Cordovil)
Cabeça inchada (Hervê  Cordovil)
Joazeiro (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga)
Adeus, adeus morena (Hervê  Cordovil-Manézinho Araujo)
Saia de bico (João de Barro)
Trepa no coqueiro (Ary Kerner)
Qui nem jiló (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

As 14 mais do Carimbó - Orlando Pereira (13/05/2011)

Hoje o Acervo Origens posta o disco da Orquestra Orlando Pereira, que é dona de um recorde interessante: é o grupo brasileiro que está há mais tempo em atividade ininterrupta. São setenta anos de grupo. A orquestra foi fundada em 1940, no Pará, pelo Maestro Orlando Pereira. Na década de 1950, o bando passou a ser chamado de “Conjunto Orlando Pereira”, e gravou três discos: “Belém, Belém”, “Dançando com a Orlando Pereira” e esse da postagem de hoje, chamado “Carimbó”. A Orquestra e o Conjunto ficaram famosos na região de Belém, e era requisitadíssima para animar bailes. Na década de 1990 e 2000, porém, os grandes bailes foram reduzindo, e a Orquestra foi perdendo espaço. Então, ela começou a se modernizar, alterando figurino, músicos e repertório. Com o falecimento do Orlando Pereira, o fundador, no ano de 2000, seu filho assumiu o comando da banda. Então, o processo de modernização foi acelerado. Como se pode perceber, a Orquestra tem uma ligação muito forte com a música paraense. Isso foi mantido, mas ela se aproximou fortemente do brega-paraense, e seu repertório tem de tudo, de Beatles a Lambada. Mas o disco de hoje tem a Orquestra de Orlando Pereira nos seus melhores momentos, tocando o verdadeiro Carimbó. Vale a pena ouvir.


 Lado A

1-Carimanbo (Carlos Santos – Pedro Américo)
2-Boto velho (Carlos Santos – Pedro Américo)
3-Matinta Pereira (Carlos Santos – Pedro Américo)
4-Farinhada (Carlos Nascimento)
5-Carimbo impressionante (Mário Nazareno)
6-Marudá (Carlos Nascimento)
7- Cara de rato (L. Amaral – C. Santos)

Lado B

1-Carimbó para yemanjá (O. Pereira – C. Santos – P. Américo)
2-Resposta da tucandeira (C. Nascimento – C. Santos)
3-Carimbo do Dico (Pedro Américo – Carlos Santos)
4-Tema da flauta (Paes Loureiro)
5-Compadre chegadinho (D. P.)
6-Rico do mambo (M. Almeida)
7-Siriá do ranchinho (Pedro Américo – Carlos Santos)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Verequete e Seu Conjunto Uirapuru - O Legítimo Carimbó (08/04/2011)

Mestre Verequete nasceu Augusto Gomes Rodrigues, em Careca, comunidade próxima à Vila de Quatipuru, em Bragança, no ano de 1916. Aos 3 anos, Verequete perdeu a mãe, e mudou-se para o município de Ourém. Foi lá que começou a dar os primeiros passos, no terreiro da negra Piticó. Com 12 anos, foi morar sozinho em Capanema, e já começou a trabalhar. Na década de 1940, em Icoaraci, Distrito de Belém, foi trabalhar na Aeronáutica, e foi lá que ganhou o apelido de Verequete. O motivo foi uma ida a um batuque, e o Pai de Santo cantou “Chama Verequete”; ao contar para os amigos, estes o chamaram de Verequete, e o apelido pegou. Lá, ele fundou o grupo “O Uirapurú”, e se tornou um dos maiores divulgadores do Carimbó. Em 1970, gravou seu primeiro disco, com uma série de temas de carimbo. Em 2002, foi imortalizado no documentário “Chama Verequete”, que conquistou menção honrosa no Festival de Curitiba, e Melhor Música no Festival de Gramado de 2002. Ele faleceu em novembro de 2009, deixando uma contribuição inestimável para a cultura brasileira.

  
Lado A

1-Boa noite Senhoras e Senhores (Augusto Gomes Rodrigues)
2-O pombo com o gavião (Pedro Nunes Coutinho)
3-Xô peru (Augusto Gomes Rodrigues)
4-Passarinho do mar (Manuel Luiz Saraiva)
5-Sapateia minha gente (Manuel Luiz Saraiva)
6-Xote Paraense (Augusto Gomes Rodrigues)

Lado B

1-Balanço Paraense (Augusto Gomes Rodrigues)
2-Farinha de tapioca (Manuel Luiz Saraiva)
3-Cachorro caçador (Augusto Gomes Rodrigues)
4-Menina do Canapijó (Manuel Luiz Saraiva)
5-Borboleta da aza amarela (Augusto Gomes Rodrigues)
6-Sebastião caiu n’agua (Josino Zaranza)
7-Cuia pitinga (Augusto Gomes Rodrigues)