O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
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segunda-feira, 1 de março de 2021

Programa Acervo Origens - 27fev21

O Programa Acervo Origens desta semana apresenta Guerra Peixe interpretando Dorival Caymmi e Waldir Azevedo, cirandas com Antônio Nery e seu conjunto, guarânias e toadas com Luizinho, Limeira e Zezinha, os cocos e emboladas com Jacinto Silva e Guilherme de Brito cantando os lindos sambas da sua parceria com Nelson Cavaquinho.


1) Maracangalha (Dorival Caymmi) com Guerra Peixe e seus músicos
2) Delicado (Waldir Azevedo) com Guerra Peixe e seus músicos
3) Mulher rendeira (Tradicional) com Guerra Peixe e seus músicos
4) Lamento (Djalma Ferreira - Luiz Antônio) com Guerra Peixe e seus músicos

5) Vem cá, Toinho (Antônio Nery - Saúde) com Antônio Nery e conjunto
6) Eu criava um sabiá (Antônio Nery - Saúde) com Antônio Nery e conjunto
) Respeita o gogó da ema (Antônio Nery - Saúde) com Antônio Nery e conjunto

8) Flor de açucena (Palmeira - Paschoal Raymundo) com Luizinho, Limeira e Zezinha
9) Romaria (Anacleto Rosas Jr - Dois Turunas) com Luizinho, Limeira e Zezinha
10) O canto do boiadeiro (Rogaciano) com Luizinho, Limeira e Zezinha

11) Festa de vaquejada (Brito Lucena) com Jacinto Silva
12) Pegue o garrote (Juarez Santiago - Cabo França) com Jacinto Silva
13) Ainda gosto dela (Juarez Santiago - Afonso D'A Modinha) com Jacinto Silva
14) É tempo de ciranda (Onildo Almeida) com Jacinto Silva
15) Cantando minha loa (Jacinto Silva - Lidio Cavalcanti) com Jacinto Silva

16) Me esquece (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito) com Guilherme de Brito
17) O bem querer (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito) com Guilherme de Brito
18) Traço de união (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito) com Guilherme de Brito
19) A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito - Alcides Caminha) com Guilherme de Brito

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes

domingo, 13 de janeiro de 2013

Programa Acervo Origens - 12jan13

Está no ar o Programa Acervo Origens da semana

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

1) Trem de Ferro (Mario Zan - Geraldo Costa), com Mario Zan 
2) Subindo a Lua (Mario Zan - Mariosi), com Mario Zan
3) Sofisticado (Nilo Silva - Wanderley Zan), com Mario Zan
4) Leva este (Mario Zan - Zando), com Mario Zan
5) Foi Boto sinhá (Waldemar Henrique), com Gastão Formenti
6) Tambatajá (Waldemar Henrique), com Fafá de Belém
7) Boi Bumbá (Waldemar Henrique), com José Tobias
8) Morena (Waldemar Henrique), com José Tobias
9) O jogo de bicho (Autor desconhecido), com Cornélio Pires, Mariano e Caçula
10) Toada de Cururu (Autor desconhecido), com Cornélio Pires, Mariano e Caçula
11) Futebol da bicharada (Autor desconhecido), com Cornélio Pires, Mariano e Caçula
12) Mascarada (Zé Keti - Elton Medeiros), com Zé Keti
13) Malvadeza durão (Zé Keti), com Zé Keti
14) Cicatriz (Zé Keti - Hermínio Bello de Carvalho), com Zé Keti
15) Diz que eu fui por aí (Zé Keti - H. Rocha), com Zé Keti
16) Tomando umas e outras (José de Lima e Silva), com a Ciranda do Baracho
Baralho de ouro (José Gonçalves Ramos), com a Ciranda do Baracho
Uma moça me perguntou (José Custódio), com a Ciranda do Baracho
17) Essa ciranda quem me deu foi Lia (Baracho), com a Ciranda do Baracho
Morena Vem ver (Baracho), com a Ciranda do Baracho
Programa Acervo Origens todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1mhz
Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes
Digitalização dos acervos: Renato Menguele

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Lia de Itamaracá (25/10/2011)

Nascida no ano de 1944, Maria Madalena Correia do Nascimento desde os 12 anos comanda rodas de ciranda na Ilha de Itamaracá. A menina sempre morou com a Mãe e com 4 de seus 22 irmãos. O pai tinha outra família, à qual ele dava mais atenção, de forma que Lia tinha com ele encontros esporádicos, geralmente uma vez por ano. Até os 25 anos, viveu na Ilha de Itamaracá, quando fugiu para a cidade vizinha, Igarassu, para morar com seu primeiro marido. Ela viveu com ele por oito anos. Nos anos 60, organizava rodas de ciranda em um bar onde trabalhava como cozinheira. Trabalhou também como merendeira em uma escola pública no bairro onde nasceu. Foi somente no ano de 1977 que Lia gravou seu primeiro LP, esse que o Acervo Origens posta hoje. Ele contém cocos, maracatus e cirandas, vários de autoria da própria Lia. O disco recebeu grande destaque da mídia, e para a própria Lia, acendeu a esperança de dias melhores. Mas, conforme uma matéria do jornal O Diário de Pernambuco afirmou, em 1980, três anos após o lançamento do seu primeiro LP, a vida dela nada havia mudado. Ela continuou morando no mesmo lugar, trabalhando a semana toda como merendeira e animando as rodas de ciranda nos sábados à noite. Em 1990, ela ainda viu sua casa ser queimada, e perdeu quase tudo o que tinha. Foi somente nos finais da década de 1990 que Lia foi “redescoberta”, e hoje é ovacionada novamente como a Rainha da Ciranda, título que ela merecidamente já possuía há décadas.





Lado A

01-Quem me deu foi Lia (Baracho)_Moça namoradeira (Lia de Itamaracá)_Quero saber (Oziris Diniz/Fernando Borges)_Menina que vai a praia (Lia de Itamaracá)_Ô se balança (Oziris Diniz/Fernando Borges)
02-Ciranda do Geraldo (Geraldo de Almeira/José Bartolomeu)_Vou dançar ciranda (José Bartolomeu/Fernando Borges)_Bôa viagem (Geraldo de Almeida/Fernando Borges)
03-Ciranda nova (Lia de Itamaracá/Tina Borges)_Baixa verde (Lia de Itamaracá)_Doutor Jorginho (Lia de Itamaracá/Tina Borges)

Lado B

01-Pai Baracho (Oziris Diniz)
02-Ciranda de Lia (Paulo Fernando Ferreira)
03-Côco verde (Fernando Borges/João Santiago)_ Ciranda feiticeira (Oziris Diniz/Fernando Borges)
04-Minha ciranda (Capiba)_Moreno cirandeiro (Duda/Oziris Diniz)
05-Moreno dengoso (José Bartolomeu/José Lopes Filho)_Menina linda (Evanildo Maia/Gelson Menezes)_Pátio de São Pedro (Jaime Dounis/José Bartolomeu/Fernando Borges)
06-Entrevista com Lia de Itamaracá e Oziris Diniz)



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Baracho e seus Cirandeiros - Ciranda no Pátio de São Pedro (20/09/2011)

A Ciranda é uma dança de roda muito conhecida como brincadeira infantil. Mas, em Pernambuco, a ciranda é de todos, praticada por adultos, jovens, crianças, velhos, homens e mulheres. Na ciranda, costuma haver um mestre, um contra-mestre e os músicos, que ficam no centro da roda (normalmente tocam zabumba, caixa e ganzá, mas outros instrumentos podem aparecer). Os participantes são os cirandeiros e cirandeiras. A roda começa, em sentido anti-horário, normalmente pequena, e vai aumentando com a chegada de mais cirandeiros. Cabe ao mestre a responsabilidade de iniciar e comandar a animação, de tirar os cantos e de tocar o ganzá. É o integrante mais importante, e, muitas vezes, seu nome identifica a ciranda, como a Ciranda de Lia, a Ciranda de Dona Duda, a Ciranda de Baracho. O Mestre Baracho da Ciranda, cujo nome era Antônio Baracho da Silva, nasceu em Nazaré da Mata, em Pernambuco. Ainda muito pequeno, mudou-se para Abreu e Lima, onde passou a maior parte da vida. Foi um grande compositor de cirandas, e foi também Mestre de Maracatu. Como nunca se preocupou com os registros legais da autoria, várias de suas composições foram gravadas por outros artistas, sem menção à sua autoria. A autoria da famosa Lia de Itamaracá, cujos versos são os mais conhecidos da ciranda (Essa ciranda quem me deu foi Lia / Que mora na ilha / de Itamaracá) é objeto de pendengas e brigas entre Baracho, seus descendentes, a própria Lia de Itamaracá e Teca Calazans.  Também é atribuída a Baracho a autoria dos versos “Ó cirandeiro, cirandeiro ó, a pedra do seu anel / brilha mais do que o sol”, que foram utilizados na música “Cirandeiro”, de Edu Lobo e Capinam, sem que Baracho fosse citado como autor. Ele faleceu em 1988, aos 81 anos, de câncer na garganta, em decorrência de anos fumando. Esse é um dos poucos registros de sua ciranda. Ele tem a famosa Lia de Itamaracá, mas tem outras belas canções, como Minha Melodia. Reparem na capa, ela transmite o clima de paz e alegria que reina nas cirandas.


Lado A

        01-Lia de Itamaracá
         Morena vem ver
         Lembranças de Brasília
         Cavalo de aço
        02-Boneca cobiçada
        03-Quem ama sofre
        04-Minha melodia

 Lado B

01-Meus cabelos brancos
 Praça do Brás
 Pontas de pedras
02-Praia de Lucena
03-Copacabana
04-Despedida