O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Xirê Àlágbé - Cânticos Sagrados do Candomblé

Receba o álbum Xirê Àlágbé - Cânticos Sagrados do Candomblé em sua casa por R$ 25 + 15 de frete pra qualquer lugar do Brasil.
Acesse https://www.cacainunes.com/loja-1 e adquira o seu.
* compras acima de R$ 100 tem frete grátis.
Você também pode ouvir o álbum nas plataformas digitais (https://tratore.ffm.to/xirealagbe)


Informações complementares:
- você pode pagar por PayPal, MercadoPago, PagSeguro e depósito/transferência no Banco do Brasil ou Santander (Método Off-line no site). Não temos boleto nem método de cartão de crédito/débito.
- o cd não tem encarte com as letras das cantigas. Estamos aguardando o envio das letras pelo Àlágbé Elton para que possamos disponibilizar aqui ou noutra plataforma virtual.
Muito obrigado a quem

já adquiriu o álbum 


quarta-feira, 29 de julho de 2020

CD Xirê Àlágbé - Cânticos Sagrados do Candomblé

Receba o álbum Xirê Àlágbé - Cânticos Sagrados do Candomblé em sua casa por R$ 25 + 15 de frete pra qualquer lugar do Brasil.
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- você pode pagar por PayPal, MercadoPago, PagSeguro e depósito/transferência no Banco do Brasil ou Santander (Método Off-line no site). Não temos boleto nem método de cartão de crédito/débito.
- estamos enviando um brinde para quem adquirir os cd’s até o dia 15/07.
- o cd não tem encarte com as letras das cantigas. Estamos aguardando o envio das letras pelo Àlágbé Elton para que possamos disponibilizar aqui ou noutra plataforma virtual.
Muito obrigado a quem já adquiriu o álbum 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Programa Acervo Origens - 23jun18

O Programa Acervo Origens desta semana apresenta o bandolim de Luperce Miranda, a genialidade de Sivuca em músicas solo gravadas em 1956, a inconfundível viola de Índio Cachoeira, cantigas de candomblé para a festividade da Fogueira de Xangô e a malemolência praiana de Dorival Caymmi.



1) Prelúdio em Re Maior (Luperce Miranda) com Luperce Miranda
2) Bernardino (Luperce Miranda) com Luperce Miranda
3) Moto Contínuo (Luperce Miranda) com Luperce Miranda
4) Caboclo Brasileiro (Luperce Miranda) com Luperce Miranda
 
5) Voo do Bezouro (Nikolai Rimsky Korsakov) com Sivuca
6) Corrupio  (César Guerra Peixe) com Sivuca
7) Toccata em Ré Menor (Johann Sebastian Bach) com Sivuca
8) Tenebroso (Ernesto Nazareth) com Sivuca

9) Seleção de pagodes e Cururus (Cuitelinho - Índio Cachoeira) com Índio Cachoeira
10) Seresta na Roça (Índio Cachoeira) com Índio Cachoeira
11) Prelúdio dos Pássaros (Índio Cachoeira) com Índio Cachoeira

12) Rezas para Xangô (Tradicional) Cantigas do Livro "A Fogueira de Xangô" de José Flávio Pessoa de Barros
13) Cantigas para Xangô (Tradicional) Cantigas do Livro "A Fogueira de Xangô" de José Flávio Pessoa de Barros
14) Cantigas para Xangô (Tradicional) Cantigas do Livro "A Fogueira de Xangô" de José Flávio Pessoa de Barros

15) Promessa de Pescador (Dorival Caymmi) com Dorival Caymmi
16) Morena do Mar (Dorival Caymmi) com Dorival Caymmi
17) Rainha do Mar (Dorival Caymmi) com Dorival Caymmi

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Cantiga de Exu - Parte Integrante do CD Xirê Àlágbé (Em fase de gravação)

Uma enorme satisfação ser responsável pelo registro dessas cantigas, com a condução do Alagbê Elton e participação de amigos e irmãos de axé de diversos terreiros do DF.

O Cd ainda está em fase de gravação e não temos previsão de lançamento. São muitos orixás a serem gravados e vamos fazendo aos poucos.

Por enquanto, uma cantiga de Exu pra ir abrindo os caminhos

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Candomblé da Bahia - O candomblé de Luiz da Muriçoca (06/05/2011)

Luís Alves de Assis, ou Luís da Muriçoca, foi um famoso babalorixá do candomblé. Ele nasceu em 1920, e esteve à frente do terreiro Ilê Axé Ibá Ogum por várias décadas. O terreiro foi fundado em 1890, e localiza-se em Salvador, na Avenida Vasco da Gama, no Vale da Muriçoca. É justamente daí que Luís retirou seu nome. Como vários pais-de-santo de Salvador, Luís era bem relacionado, e ficou célebre sua amizade com o escritor Jorge Amado, que inclusive cita o babalorixá em vários de seus livros. Apesar disso, embora centenário, o terreiro Ilê Axé Ibá Ogum passou por vários contratempos, porque estava instalado em uma área de conflito fundiário, e, sem pagar o arrendamento por mais de 40 anos, nunca teve título de propriedade. Então, eram constantes as ameaças de invasão. Em 1994, quando Luís da Muriçoca estava com 74 anos, o terreiro estava sob ameaça de deslizamento da encosta do morro, em virtude das chuvas. Vários intelectuais baianos se mobilizaram, inclusive Jorge Amado, que mandou uma carta para a prefeitura. Mas nada foi feito, e, por sorte, ou por intervenção dos santos, a encosta não desabou, e Luiz da Muriçoca ainda pode viver até os 82 anos. Luiz da Muriçoca realizou trabalhos de divulgação do candomblé, que incluíram a gravação de LPs e a participação em filmes (ele representou o pai-de-santo Procópio D’ogum, no filme Tenda dos Milagres, de Nelson Pereira dos Santos). O disco de hoje, gravado em 1968 e relançado em 1983, traz canções conhecidas dos povos de santo.


Lado A

1-Babolorixá
2-Saudações a Exu
3-Saudações a Ogum
4-Saudações a Oxossi
5-Logunêdê
6-Obaluaiê

Lado B

1-Xangô
2-Iansã
3-Iemanjá
4-Ossaim
5-Alujá

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Viva a Bahia N° 2 - Conjunto folclórico da Bahia (30/11/2010)

O disco de hoje faz parte de uma iniciativa fundamental para a manutenção de algumas tradições folclóricas brasileiras, principalmente a capoeira. A mentora da iniciativa é Emília Biancardi, uma etnomusicóloga especializada na música brasileira, com ênfase naquelas ligadas a festas, rituais e folguedos, como a capoeira, o candomblé, o maculelê, o samba de roda.  Ela nasceu em Salvador, Bahia, e viveu sua infância e parte da adolescência em Vitória da Conquista, interior do Estado. Lá, teve os primeiros contatos com os folguedos populares que vieram a ser objeto de seu interesse por toda a vida. Em 1962, foi nomeada professora de canto do Instituto Normal Isaías Alves, o colégio ICEIA. A responsável pela nomeação foi Maria Rosita Salgado Góes (que fez as adaptações das músicas desse disco). No ICEIA, Emília Biancardi criou o grupo "Viva Bahia", o primeiro grupo parafolclórico do Brasil. O grupo estreou um espetáculo em 1963, na Semana de Música. Eles criaram coreografias para a puxada de rede, para o maculelê, para o candomblé e para a capoeira, inspirados nos passos originais dessas manifestações, e utilizando sua música. Biancardi agregou, para concepção e realização do espetáculo, mestres portadores de conhecimento sobre cada uma dessas tradições: Mestre Popó (José de Almeida Andrade, de Santo Amaro), para o maculelê; Negão Doni (Gilberto Nonato Sacramento), Dona Coleta de Omolu (Clotildes Lopes Alves) e Seu Edson (Edson Santos) para o candomblé; Mestre Acordeon (Ubirajara de Almeida) e Camisa Roxa (Edivaldo Carneiro dos Santos) para a capoeira. O Viva Bahia fez turnê pelo Brasil e exterior, divulgando a capoeira, o maculelê, o candomblé e a puxada de rede. Interessante é constatar que os grupos contemporâneos de capoeira trazem o maculelê, a puxada de rede e o samba de roda em suas práticas; os capoeiristas, nos rituais de ingresso, formaturas e graduações, costumam realizar apresentações onde o maculelê, a puxada de rede e o samba de roda têm lugar. Diz-se que a inclusão deles no universo da capoeira se deu justamente em função dos espetáculos montados por Emília Biancardi e pelo grupo Viva Bahia. Pode-se dizer, então, que Emília Biancardi criou uma tradição, a de agregar o maculelê, o samba de roda e a puxada de rede aos rituais da capoeira.
Em 1968, o espetáculo realizado no Teatro Castro Alves, em Salvador deu origem a este disco. O disco foi gravado em mono, e a captação do som está longe de ser ideal. O lado A tem apenas uma faixa, com diversas cantigas do candomblé. O lado B tem duas faixas, uma com corridos e chulas da capoeira, emendados um no outro, e que até hoje fazem parte das rodas de capoeira; a outra faixa apresenta sambas de roda, tocados com berimbau, além, é claro, de outros instrumentos. O samba de roda é executado conforme os capoeiristas tocam atualmente (observem que esse samba de roda é diferente daquele que hoje é realizado no recôncavo baiano, por grupos como os Filhos da Pitangueira). Esse disco tem, portanto, inestimável valor histórico, porque registrou um momento importante para a capoeira e para outros folguedos praticados na Bahia.


Lado A

1-      Candomblé de kêto (Rec. Adapt. Por Maria Rosita Salgado Góes)

Lado B

1-      Samba de roda (Rec. Adapt. Por Maria Rosita Salgado Góes)
2-     Capoeira (Rec. Adapt. Por Maria Rosita Salgado Góes)

sábado, 20 de novembro de 2010

Programa Acervo Origens - hoje às 19h


Na semana da consciência negra, o Programa Acervo Origens traz pra você a força e a beleza da música afrobrasileira. Tem Pixinguinha, Clara Nunes, Camafeu de Oxóssi, Gilberto Gil, Caixeiras da Casa Fanti-Ashanti e muito mais. 

Uma das músicas que estarão no Programa é essa aqui interpretada pelo Emílio Santiago e de autoria de Dominguinhos e Anastácia. Uma pérola !


Tem também muita informação sobre diversas manifestações da cultura negra no Brasil, como capoeira, candomblé, congada e várias outras. 

Não percam! Na batida dos tambores, no balanço do ganzá.

Programa Acervo Origens – Especial Música Negra
Sábado, dia 20 de novembro, às 19:00 horas  na Rádio Nacional Brasília Fm 96,1mhz

Apresentação: Cacai Nunes

Ouça ao vivo on line clicando aqui

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tambor de Mina da Casa Fanti Ashanti - 1991 - Cura e Baião (23.09.2010)

A Casa Fanti-Ashanti localiza-se em São Luís, Maranhão. 
É uma casa de candomblé da nação Jeje-Nagô, fundada em 1954, e que mantém a tradição desde sua fundação.  Os Fantis e os Ashantis eram povos da antiga Costa do Ouro, na África, onde atualmente está a República de Gana. 
 O Tambor-de-Mina, ou simplesmente Mina, é uma denominação da religião afro-brasileira, surgida no Século XIX, na capital maranhense, onde continua muito presente. Além de muito difundida no Pará, é encontrada em outros Estados do Norte e do Nordeste, e em grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, para onde foi levada, principalmente, por migrantes do Maranhão e do Pará.

 Esse disco que posto para vocês é fruto de um vasto estudo, realizado pela pesquisadora Mundicarmo Ferretti, sobre as religiões afro-brasileiras na capital maranhense. Ela permaneceu 7 anos na Casa Fanti-Ashanti, e, a partir dessa pesquisa sistemática, selecionou as músicas que estão nesse disco. Ela decidiu por incluir, no disco, três rituais (tambor de mina, cura e baião), embora a Casa realize outros, e escolheu cânticos representativos deles para compor o LP. Um registro importante para a nossa cultura, porque os rituais religiosos, sem dúvida, são os que mais preservam elementos ancestrais de nossa identidade. 
Quem tiver interesse, procure na Internet por Mundicarmo Ferreti, e encontrará uma grande quantidade de artigos sobre o tambor de mina em São Luiz.


CASA FANTI-ASHANTI – 1991 – CURA E BAIÃO NA CASA FANTI-ASHANTI

Lado A

Doutrinas de Orixás
1 – Exu   2’35”
2 – Ogum  0’ 55”
3 – Ossãe 0’50”
4 – Xangô 1’20”
5 – Oiá 0’5”
6 - Oxum 1’00”
7 – Oxalá 1’45”

Doutrina de encantado gentil
8 – Rei da Turquia 1’10”

Doutrina Dê ‘ Virada para mata’
9 – Averequete (vodum)  1’05”

Doutrinas de Caboclos
10 – Sapequara 1’35”
11 – Balanço 1’05”
12 – Caboclo de mina 2’15”

Doutrina de ‘Saída da mata’
13 – Badé (vodum) 2’00”

Lado B

Músicas de Cura (‘Pena e Maracá’)
1- Nossa Senhora da Conceição 1’20”
2 – Laurindo tu abre a mesa  1’40”
3 – Marajá 1’30”
4 – Nossa Senhora do Carmo  1’10”
5 – Me desamarrem 0’5”

Músicas de Baião (Linha de Cura)
6 – O meu mestre Rei dos Mestres 2’25”
7 – A sala tá cheia   2’30”
8 – Eu tenho meu balão de ouro  2’40”
9 – Eu sou Rosa menina 1’15”
10 – O tempo foi o meu mestre 2’25”

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