O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Programa Acervo Origens - 13abr19

O Programa Acervo Origens desta semana apresenta o encontro do bandolinista Déo Rian com o Quinteto Villa-Lobos, a sanfona de 8 baixos do potiguar Zé de Elias, modas de viola e catira com a dupla Galvan e Galvãozinho e o antológico encontro que reuniu Xangai, Elomar, Geraldo Azevedo e Vital Farias no show Cantoria, em 1984. 


1) Bachorando (Dalton Vogeler) com Déo Rian & Quinteto Villa-Lobos
2) Deu abóbora na retreta (Candinho) com Déo Rian & Quinteto Villa-Lobos
3) Choro negro (Paulinho da Viola) ccom Déo Rian & Quinteto Villa-Lobos
4) Choro da Saudade (Augustin Barrios) com Déo Rian & Quinteto Villa-Lobos

5) Miudinho (Zé de Elias) com Zé de Elias
6) Cacheado (J. Luiz - Zé de Elias) com Zé de Elias
7) O meu (Zé de Elias) com Zé de Elias
8) Besouro sem asa (Antonio Rodrigues) com Zé de Elias

9) Recorte dos velhos (Galvãozinho) com Galvan e Galvãozinho
10) Lembranças do passado (Galvan) com Galvan e Galvãozinho
11) Vinte e dois de maio (Joviano Pereira dos Santos) com Galvan e Galvãozinho

12) Desafio do Auto da Catingueira (Elomar)                                                                            Repente (Vital Farias)                                                                                                      Novena (Geraldo Azevedo - M. Vinicius), com Xangai, Elomar, Geraldo Azevedo e Vital Farias.
13) Cantilena de Lua Cheia  (Vital Farias) com Xangai, Elomar, Geraldo Azevedo e Vital Farias.
14) Cantiga de Amigo (Elomar) com Xangai, Elomar, Geraldo Azevedo e Vital Farias.

Pesquisa, Produção e apresentação: Cacai Nunes

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ciclo do Padre Cícero - A arte da cantoria Vol 3 - (09/11/2010)

Padre Cícero nasceu na cidade do Crato, no Ceará, em 24 de março de 1844, e foi batizado como Cícero Romão Baptista. Como todo mundo sabe, foi um dos padres mais famosos do Brasil, que angariou uma legião de devotos. Sua atuação levanta polêmica até hoje. Diz-se que as polêmicas começaram quando, em 1889, uma beata que assistia sua missa não conseguiu engolir a hóstia da comunhão porque ela se convertera em sangue. Esse fato se repetiu várias vezes, e o fenômeno atraiu milhares de fiéis. Assim, Juazeiro do Norte se transformou em centro de romaria. As autoridades eclesiásticas não gostaram disso, e impuseram retrações ao Padre Cícero. O Padre chegou a ir para Roma, mas acabou sendo obrigado a deixar a ordem. Ele passou a atender os romeiros em sua própria casa. Começou a  participar intensamente da vida política da região, juntando-se ao movimento pela emancipação da cidade de Juazeiro, então sob jurisdição do Crato. No dia 4 de outubro de 1911, padre Cícero Romão tornou-se o primeiro prefeito de Juazeiro. No ano seguinte, tornou-se também vice-presidente do Estado. Padre Cícero faleceu aos 90 anos, de problemas renais. Expulso da Igreja, ele é o verdadeiro  santo do povo, venerado em todo o Nordeste Brasileiro. Por isso, sua vida é contada e recontada em músicas, cordéis, poemas, pinturas, e em todo o tipo de arte popular. Esse disco, organizado pelo Instituto Nacional do Folclore, em 1986, recolheu cantos, benditos, poemas, cordéis e folhetos, tradicionais, em várias localidades do nordeste, que retratam a devoção de seu povo em relação ao Padre Cícero.


Lado A

1- Os sacrifícios de São Cícero Romão (canção) Rouxinol do Norte
2 – Homenagem ao Padre Cícero Romão Batista, Patriarca de Juazeiro (canção) Caetano Cosme da Silva
3 – Promessa ao Padre Cícero (canção) João Bandeira
4 – Em Junho/ em Janeiro (benditos) Cleonice dos Santos, Manoel dos Santos, Maria do Socorro e Maria Quitéria dos Santos
5 – Sextilhas João Furiba e Sílvio Grangeiro

Lado B

1 – Oito pés a quadrão/dez pés a quadrão João Bandeira e Sílvio Grangeiro
2 – Vida, sofrimento e glória do Padre Cícero Romão (poema) Geraldo Amâncio
3 – Em defesa do Padre Cícero, o apóstolo do Nordeste (folheto) Expedito Sebastião da Silva
4 – Baião de viola (vinheta) João Furiba