O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Programa Acervo Origens - 13jan18

--> O Programa Acervo Origens desta semana apresenta as incríveis composições de Ernesto Nazareth, os arranjos para 3 violas do Trio Carapiá, os sambas eternos na voz doce de Dona Ivone Lara, as cantigas da tradição Nagô do Sítio do Pai Adão e a sanfona de 8 baixos de Abdias dos 8 baixos interpretando músicas de Dominguinhos.


1) Apanhei-te cavaquinho (Ernesto Nazareth) com Ernesto Nazareth
2) Famoso (Ernesto Nazareth) com Garoto e Regional Odeon
3) Ameno Resedá (Ernesto Nazareth) com Jacob do Bandolim e regional
4) Odeon (Ernesto Nazareth - Vinícius de Moraes) com Nara Leão

5) De papo pro ar (Joubert de Carvalho - Olegário Mariano) com Trio Carapiá
6) Rubros (João Paulo Amaral) com Trio Carapiá
7) Pagode do véio (Messias da Viola) com Trio Carapiá
 
8) Sorriso de criança (Ivone Lara - Délcio Carvalho) com Dona Ivone Lara
9) Confesso (Ivone Lara) com Dona Ivone Lara
10) Muro das lamentações (Ivone Lara - Délcio Carvalho) com Dona Ivone Lara
11) Lamento do negro (Caboré - Heitor dos Prazeres Filho - Onofre) com Dona Ivone Lara

12) Toada para Yewa (Tradicional) com Sítio do Pai Adão
13) Toada para Oxun (Tradicional) com Sítio do Pai Adão
14) Toada para Xangô (Tradicional) com Sítio do Pai Adão

15) De rabicho atacado (Dominguinhos - Anastácia) com Abdias dos 8 baixos
16) Vou nessa leva (Dominguinhos - Anastácia) com Abdias dos 8 baixos
17) Do jeito que meu pai tocava (Dominguinhos) com Abdias dos 8 baixos

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Programa Acervo Origens - 02fev15

está no ar o Programa Acervo Origens com o piano de Arthur Moreira Lima interpretando Ernesto Nazareth, a tradição musical do Mato Grosso com seus cururus e ladainhas em latim, músicas tradicionais brasileiras com a Camerata Vocale, a voz inconfundível de Fagner e as músicas de Pixinguinha, Jararaca, Ratinho, Luiz Americano e João da Baiana, gravadas pelo Maestro Stokowski em 1940 a bordo do navio Uruguai.




1) Sustenta a nota (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima
2) Quebradinha (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima
3) Pinguim (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima
4) Perigoso (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima

5) Toada de Cururu (Sebastião Vieira de Almeida), com Sebastião Vieira de Almeida
6) Ladainha em latim (trecho) (Tradicional), com Lucindo Farias de França (capelão), Bonifácio Atanásio de Oliveira (ajudante) e coro feminino
7) Siriris: Nhandaia / Garça (Tradicional), com Francisco Salles e grupo

8) Peixe vivo (Tradicional), com Camerata Vocale
9) Santantonho (Tradicional), com Camerata Vocale
10) Luar do Sertão (Catullo da Paixão Cearense - João Pernambuco), com Camerata Vocale

11) Último Pau de arara (Venâncio - Corumba - J. Guimarães), com Fagner

12) Bambo do Bambu (Donga), com Jararaca e Ratinho
13) Tocando pra você (Luis Americano), com Luis Americano
14) Caboclo do Mato (Getúlio Marinho), com João da Baiana
15) Zé Barbino (Pixinguinha - Jararaca), com Pixinguinha e Jararaca

Programa Acervo Origens todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1mhz e no www.acervoorigens.com

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes
Digitalização dos acervos: Renato Menguele

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Programa Acervo Origens - 08fev14

está no ar o Programa Acervo Origens com o piano de Arthur Moreira Lima interpretando Ernesto Nazareth, a tradição musical do Mato Grosso com seus cururus e ladainhas em latim, músicas tradicionais brasileiras com a Camerata Vocale, a voz inconfundível de Fagner e as músicas de Pixinguinha, Jararaca, Ratinho, Luiz Americano e João da Baiana, gravadas pelo Maestro Stokowski em 1940 a bordo do navio Uruguai.




1) Sustenta a nota (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima
2) Quebradinha (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima
3) Pinguim (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima
4) Perigoso (Ernesto Nazareth), com Arthur Moreira Lima

5) Toada de Cururu (Sebastião Vieira de Almeida), com Sebastião Vieira de Almeida
6) Ladainha em latim (trecho) (Tradicional), com Lucindo Farias de França (capelão), Bonifácio Atanásio de Oliveira (ajudante) e coro feminino
7) Siriris: Nhandaia / Garça (Tradicional), com Francisco Salles e grupo

8) Peixe vivo (Tradicional), com Camerata Vocale
9) Santantonho (Tradicional), com Camerata Vocale
10) Luar do Sertão (Catullo da Paixão Cearense - João Pernambuco), com Camerata Vocale

11) Último Pau de arara (Venâncio - Corumba - J. Guimarães), com Fagner

12) Bambo do Bambu (Donga), com Jararaca e Ratinho
13) Tocando pra você (Luis Americano), com Luis Americano
14) Caboclo do Mato (Getúlio Marinho), com João da Baiana
15) Zé Barbino (Pixinguinha - Jararaca), com Pixinguinha e Jararaca

Programa Acervo Origens todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1mhz e no www.acervoorigens.com

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes
Digitalização dos acervos: Renato Menguele

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Programa Acervo Origens - Especial Dia da França - 14jul2012

PROGRAMA ACERVO ORIGENS - ESPECIAL DIA DA FRANÇA, com músicas brasileiras vertidas para o Francês. Colaboração especial de Tadeu Oliveira.




1) Les Batutas, versão de Duque para Sarambá (Pixinguinha - Antônio Amorim Diniz "Duque"), com Joel de Almeida
2) Cavaquino, versão de Jacques Plante para Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth), com Rose Mania
3) Tico Tico, versão de Roy Malouin para Tico-tico no Fubá (Zequinha de Abreu), com Alys Robi         
4) Kalou, versão de Hubert Ithier  para Kalú (Humberto Teixeira), com Gilles Sala
5) Mon Petit Fichou, versão de René Rouzaud para Esta Noite Serenou (Hervé Cordovil), com a Orquesta de Jacques Hélian    
6) La Voyageuse, versão de Jacques Plante para Juazeiro (Luiz Gonzaga), com Gilles Sala
7) Si quelqu'un m'aime, versão de Jean-Claude Darnal  para Ninguém me ama (Antônio Maria - Fernando Lobo), com Vanja Orico         
8) O Cangaceiro, versão de Marc Lanjean para Mulher Rendeira (Tema popular adaptado por Zé do Norte ), com Armand Mestral       
9) Maringá, versão de André Salvet - Hubert Ithier para Maringá (Joubert de Carvalho), com Vanja Orico
10) Viens Contre Mon Epaule, versão de Marc Lanjean para Cabecinha no Ombro (Paulo Borges), com Maria Lerma
11) La Choupetta, versão de André Salvet - Hubert Ithier para Mamãe Eu Quero   (Jararaca - Vicente Paiva), com Maurice Chevalier
12) He! Oui mes amis , versão de Maurice Tézé para Me dá um dinheiro aí (Homero Ferreira - Glauco Ferreira - Ivan Ferreira), com Dario Moreno     
13) Un Soir de Carnaval, versão de Jacques Larue para Não tenho lágrimas (Max Bulhões - Milton Oliveira), com Georges Guétary      
14) Eh Oh Le Chapeau de Paille, versão de Hubert Ithier - André Salvet para Maracangalha (Dorival Caymmi), com Caterina Valente                                                                
15) Paillasse, versão de Maurice Tézé para Palhaçada (Cara de palhaço) (Luís Reis - Haroldo Barbosa), com Sacha Distel           
16) Rosinha, versão de Guy Bertret para Rosinha (Sivuca), com Laura Villa
17) Un Canard, versão de Maurice Tézé e Robert Chabrier   para O Pato (Jaime Silva - Neuza Teixeira), com Christiane Legrand            
18) Il Fait Gris Dans Mon Coeur , versão de Michel Rivgauche para Chega de Saudade (Tom Jobim - Vinicius de Moraes), com Jacqueline Boyer        

Programa Acervo Origens, todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1 ou on line no www.acervoorigens.com

Produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dilermando Reis - Homenagem a Ernesto Nazareth (28.09.2011)

Dilermando Reis nasceu na cidade Guaratinguetá, no interior de São Paulo, em 1916. Seu pai era funcionário público e tocava um violãozinho nas serestas da cidade. Dilermando agarrou-se com o violão desde pequeno, e nunca mais largou. Tocava tudo de ouvido, e suas composições preferidas eram as do Canhoto. Aos 15 anos, ele já era reconhecido como grande violonista em Guaratinguetá.  Foi nessa época, em 1931, que Dilermando foi ao cinema ver um recital de Levino Albano da Conceição. Ficou impressionado e encantado. Mas não mais do que o próprio Levino, quando viu a desenvoltura do menino com o instrumento. Resultado: Levino carregou o menino para o Rio de Janeiro. Em troca das aulas que daria a Dilermando, o garoto serviria de guia ao violonista cego. Um dia, Levino disse que iria a Campos e voltaria 15 dias depois. Deixou esses 15 dias de hotel pagos para Dilermando. Mas voltou só dois anos depois. Dilermando, com 17 anos, era um garoto do interior, sozinho na cidade grande, sem dinheiro, sem trabalho, sem ninguém. Ocorre que, antes de Levino ir embora, havia apresentado Dilermando a João Pernambuco. Dilermando, em vez de voltar para Guaratinguetá, foi atrás do homem, que o acolheu no quarto da pensão. Dilermando foi procurar trabalho, e começou a dar aulas de violão nas lojas de instrumentos musicais. Elas eram freqüentadas por artistas como Noel Rosa, Carmem Miranda, Francisco Alves, Vicente Celestino, Luiz Gonzaga e o próprio João Pernambuco, que iam divulgar seus trabalhos e conversar. Dilermando arranjou também um bico sem contrato na Rádio Guanabara, tocando para acompanhar calouros. Ganhava pouco, trabalhava muito, mas pagava o aluguel.  Em 1936, começou a trabalhar na Rádio Transmissora, à frente de um programa só de violão, de nome Variedades Esso. Nessa mesma rádio, trabalhavam Pixinguinha e seu regional: Luiz Americano, João da Baiana, Tute e Luperce Miranda. Dilermando foi convidado para integrar esse regional, e aí sua carreira deslanchou. Em 1941, gravou seu primeiro disco pela Columbia, que virou Continental, e foi sua única gravadora. Foram trinta e cinco discos em 78 rpm e 25 LPs. Dilermando continuou trabalhando no rádio, dando aulas de violão e gravando até o final da vida. Na década de 1950, já era um violonista de grande reconhecimento. Inclusive um garoto de 10 anos, apaixonado por violão, de nome Baden Powell, ganhou o primeiro lugar ao imitar Dilermando Reis em um programa de calouros. Dilermando era uma espécie de orgulho nacional. Tanto que seu enorme talento gerou grande admiração em um dos homens mais nacionalistas do país, o então Presidente Juscelino Kubitschek. Na posição de presidente da nação, era fácil para ele se aproximar do ídolo. Os dois ficaram amigos, e Dilermando dava aulas de violão para uma das filhas de JK. Claro que essa amizade gerou muitas oportunidades a Dilermando, como, por exemplo, comandar um programa na Rádio Nacional. Sua Majestade, O Violão, foi apresentado por Sargentelli, depois por César Ladeira, e fazia um sucesso estrondoso. A vida de Dilermando na maturidade era tranqüila e sem sobressaltos: fazia programas de rádio de manhã e dava aulas à tarde. Juscelino, contudo, preocupado com o futuro do amigo músico, cuja vida poderia virar a qualquer momento, resolve nomeá-lo delegado fiscal (no dia 20 de abril de 1960), como uma espécie de mecenato torto. Mas Dilermando era muito sério. Então, fez um curso de formação e abandonou as aulas para poder ir trabalhar. Mas manteve o programa de rádio, até 1969, período de decadência do rádio. Ele gravou até dois anos antes de morrer, em 2 de janeiro de 1977.
Nesse disco, ele interpreta Ernesto Nazareth. Está aí uma fonte inesgotável de violão brasileiro, onde beberam grandes, como Baden Powell e Raphael Rabello. Portanto, bebam esse som!


     Lado A

1-Odeon
2-Favorito
3-Tenebroso
4-Brejeiro
5-Floreaux
6-Escorregando

      Lado B

1-Apanhei-te cavaquinho
2-Escovado
3-Ouro sobre prata
4-Bambino
5-Espalhafatoso
6- Biciclete club

             Composições de Ernesto Nazareth