O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Programa Acervo Origens - 31jul21

O Programa Acervo Origens desta semana apresenta a Orquestra de Cordas Brasileiras tocando o Concerto de Brandenburgo nº3, Ivon Curi cantando João do Vale, frevos e maracatus que fizeram parte do VI Encontro Nacional do Frevo e Maracatu em 1985, temas instrumentais com o conjunto Ases do Ritmo e sambas, pagodes e calangos com Martinho da Vila em músicas do LP Batuque na Cozinha, lançado em 1972.


1) Concerto de Brandenburgo nº3 (J.S Bach) com Orquestra de Cordas Brasileiras

2) Forró do beliscão (Ary Monteiro - João do Vale - Leôncio) com Ivon Curi
3) Baião do café (Ivon Curi - Mario Meira Guimarães) com Ivon Curi
4) Pé de cana (Buck - Sylvio Barreto) com Ivon Curi

5) Orondongo (Paulo Afonso de Albuquerque) com Orquestra Frevança
6) Arrumadinho (Antonio Cumaru Sobrinho) com Orquestra Frevança
7) Mestre Zumbi (Edson Vieira - Oswaldo de Araújo) com Marcone Rosas

8) Falsa baiana (Geraldo Pereira) com Ases do Ritmo
9) Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes) com Ases do Ritmo
10) André de sapato novo (Andre Victor Correa) com Ases do Ritmo
11) Baião (Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira) com Ases do Ritmo

12) Jubiabá (Martinho da Vila) com Martinho da Vila
13) Onde o Brasil aprendeu a liberdade (Martinho da Vila) com Martinho da Vila
14) Batuque na cozinha (João da Bahiana) com Martinho da Vila
15) Calango longo (Martinho da Vila) com Martinho da Vila

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Programa Acervo Origens - Carnaval 2015 - 14fev15

Está no ar o Programa Acervo Origens Especial Carnaval 2015






01) Gosto de te ver cantando (Capiba)Linda Flor da Madrugada (Capiba) Cala a boca menino (Capiba) Oh bela ! (Capiba), com Claudionor Germano e Orquestra de Mário Matheus
  

02) Mexe com tudo (Levino Ferreira), com José Menezes e sua Orquestra
  

03) Relembrando o Norte (Severino Araújo), com Severino Araújo e Orquestra Tabajara
  

04) Roda e Avisa (Jota Michiles - Edson Rodrigues), com Elba Ramalho
  

05) Velhos tempos de criança (Edgar Moraes), com Coral Feminino
  

06) Último dia (Levino Ferreira), com Frevo Diabo
  

07) Sorriso (Autor Desconhecido), com a Banda da Polícia Militar do Estado de Pernambuco
  

08) Passo de Anjo (João Lyra), com Spok Frevo Orquestra
  
Programa Acervo Origens todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1mhz

Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes
Digitalização do acervo: Renato Menguele

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Programa Acervo Origens - Especial de Carnaval

Está no ar o Programa Acervo Origens Especial de Carnaval

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR


01) Gosto de te ver cantando (Capiba)Linda Flor da Madrugada (Capiba) Cala a boca menino (Capiba) Oh bela ! (Capiba), com Claudionor Germano e Orquestra de Mário Matheus

02) Mexe com tudo (Levino Ferreira), com José Menezes e sua Orquestra

03) Relembrando o Norte (Severino Araújo), com Severino Araújo e Orquestra Tabajara

04) Roda e Avisa (Jota Michiles - Edson Rodrigues), com Elba Ramalho

05) Velhos tempos de criança (Edgar Moraes), com Coral Feminino

06) Último dia (Levino Ferreira), com Frevo Diabo

07) Sorriso (Autor Desconhecido), com a Banda da Polícia Militar do Estado de Pernambuco

08) Passo de Anjo (João Lyra), com Spok Frevo Orquestra

Programa Acervo Origens todo sábado às 19h na Nacional Brasília FM 96,1mhz
Pesquisa, produção e apresentação: Cacai Nunes
Redação: Gabriela Tunes
Digitalização dos acervos: Renato Menguele

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Duda Orquestra - Frevos (27/07/2011)

José Ursicino da Silva nasceu na cidade de Goiana, em Pernambuco, no ano de 1935. Viveu uma infância interiorana típica, repleta de liberdade e brincadeiras infantis. Em meio a isso, seu pai era alfaiate, e participava da banda Saboeira como percussionista, e foi exatamente por isso que Duda, apelido que os irmãos lhe deram desde pequeno, interessou-se pela música. Quando tinha uns oito anos, procurou a Saboeira para iniciar seus estudos musicais. Aos dez, já tocava clarineta e seu instrumento preferido, o saxofone. Com essa idade, arriscou sua primeira composição, o frevo “Furacão”, e fez para ele um pequeno arranjo. Entregou-o para o mestre da banda Saboeira, que deu uma mexida nele, e, orgulhosamente, deu o arranjo para a Saboeira tocar. Aos 15 anos, o futuro maestro foi morar em Recife, para integrar a Jazz Band Acadêmica, fundada em 1931 por Capiba. Pelo bom desempenho junto à banda, aos 18 anos ele assumiu sua regência. O Maestro trabalhou na Rádio Commercio, de Pernambuco, e chegou a ser chefe do Departamento de Música da TV Jornal do Commercio. Mas, com o fim dos programas de auditório nas televisões, as orquestras foram desfeitas, e nosso Maestro Duda rumou para o sul. Em São Paulo, trabalhou na TV Bandeirantes por quatro anos. De volta a Recife, encontrou, no ano de 1971, um ambiente musical movimentado pelo Movimento Armorial que lá se iniciava. O Maestro Duda chegou a participar de concertos, na cidade de Brasília, com a Orquestra Armorial de Câmara, mas nunca mergulhou de cabeça no Movimento Armorial, embora sua música fosse entranhada no solo nordestino.
A Orquestra de Frevo do Maestro Duda é, sem sombra de dúvida, a maior referência desse tipo de formação. Dentre os vários subgêneros do frevo, o chamado frevo de rua, exclusivamente instrumental, era executado pelas bandas de música e pelas fanfarras de frevo. No Recife da primeira metade do século XX, outras possibilidades de formação instrumental foram sendo experimentadas, e uma delas era baseada nas big bands norte-americanas, que animavam os bailes carnavalescos nos clubes do Recife. O Maestro Duda tinha intimidade com esse tipo de formação em função de seus trabalhos em rádios e televisões. Então, no ano de 1958, ele formou sua primeira orquestra. Como o frevo pernambucano é um ritmo que anima qualquer carnaval, a Orquestra do Maestro Duda acabou sendo contratada para animar o carnaval do Clube Astrea, em João Pessoa, na Paraíba. Foram oito carnavais consecutivos. Com a ida de Duda para São Paulo em 1967, a Orquestra parou por 4 anos, sendo reativada em 1971. A Orquestra passou a ser cada vez mais requisitada, não só para bailes carnavalescos, mas para toda a sorte de eventos. O Maestro Duda está, até, hoje, à frente de sua orquestra, botando o salão para ferver. Ele é hoje reconhecido como um dos maiores arranjadores do Brasil.
Esse disco da postagem de hoje não tem data. Ele foi lançado pela Tapecar, gravadora que existiu na década de 1970. Então, o disco é desse período. Ele tem frevos clássicos, muito bem executados, e com os incríveis arranjos do Maestro Duda. Isso fora o deleite de ouvir o Maestro tocando saxofone. Destaco Frevo Sanfonado, de Glorinha Gadelha e Sivuca; Relembrando o Norte, de Severino Araújo e Nino, o Pernambuquinho, de autoria do Maestro Duda.


Lado A

01-Duda no Frevo (Senô)
02-Capiba (Capiba)
03-Frevo sanfonado (Glorinha Gadelha – Sivuca)
04-Nino, o Pernambuquinho (Duda)
05-Relembrando o Norte (S. Araujo)
06-Trevo de 04 folhas (M.Dixon – H. Woods – Versão Nilo Sergio)

Lado B

01-Paraíba (H. Teixeira – L. Gonzaga)
02-Marilian (Duda)
03-Isquenta Muié (N. Ferreira)
04-Lágrimas de Folião (L. Ferreira)
05-Pare um minutinho (Duda – Messina – C. Almeida)
06-Vassourinhas/Fogão (M. Rocha – S. Lisboa)




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terça-feira, 5 de julho de 2011

Ritmos do Brasil com Carmélia Alves - Carimbó, Frevo, Maxixe, Canção (05/07/2011)

Esse é o segundo disco da Rainha do Baião postado aqui em nosso blog. O primeiro, Correndo o Norte, está disponível aqui, juntamente com um pequeno texto biográfico dessa talentosíssima cantora. O disco da postagem de hoje foi gravado em 1974, em um dos melhores períodos de sua carreira, em que ela gravava um LP atrás do outro. Carmélia faz um passeio pelas várias regiões brasileiras por meio dos ritmos musicais que as representam. Destaco a faixa 6 do Lado B, que tem um apanhado de clássicos do baião, e a interpretação de Carmélia demonstra porque ganhou o título de Rainha do Baião, e a faixa 4 do Lado A (Peguei um Ita no Norte, de Dorival Caymmi).
Atualmente, Carmélia está perto dos 90 anos, e vive no Retiro dos Artistas, casa voltada para amparar artistas idosos, mantida pelo ator e vereador Stepan Nercessian.  Ela ganha uma aposentadoria de aproximadamente R$ 700,00, que não era suficiente para sobreviver. Além disso, há uns 15 anos, Carmélia perdeu o marido, o também cantor Jimmy Lester, entrou em depressão, e, segundo ela, somente não deu fim à vida porque começou a freqüentar a igreja. No Retiro dos Artistas, ela não reclama da vida. Diz que é um paraíso, que lá ela tem todo o conforto. Embora tenha conhecido a glória no rádio, Carmélia prefere, hoje, assistir a TV. Ela sonha em gravar um DVD com suas grandes amigas, Ademilde Fonseca, Adelaide Chiozzo e Lana


Lado A

1-Eu vou girar - Carimbó
(Lobo-Agnaldo Alencar)

2-Paraiba feminina - Baião
(Hervê  Cordovil)

3-Frevorosamente - Frevo
(Nelsom Sampaio)

4-Peguei um Ita no norte - Carimbó
(Dorival Caymmi)

5-Chora viola chora – Arrasta-pé
(Venancio-Curumba)

6-Oração de São Francisco - Canção
(Musicada por Nelson Luiz- Omar Cardoso)

Lado B

1-Feitiço da Bahia – Maxixe
(Nelsom Sampaio)

2-Ao som do carimbó - Carimbó
(Nelsom Sampaio-Valéria Ramos )

3-Sem grilos - Frevo
(Caetano Veloso – Moacyr Albuquerque)

4-A saudade vai chegar - Baião
(Plínio Ricardo-Ana Paula-John King)

5-Sem amor não sei sambar - Samba
(Nelsom Sampaio-Augustinho Zaccaro)

6-Seleção de sucessos: Asa Branca (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga)
Sabiá lá na gaiola  (Hervê  Cordovil-Mário Vieira)
Esta noite serenou (Hervê  Cordovil)
Cabeça inchada (Hervê  Cordovil)
Joazeiro (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga)
Adeus, adeus morena (Hervê  Cordovil-Manézinho Araujo)
Saia de bico (João de Barro)
Trepa no coqueiro (Ary Kerner)
Qui nem jiló (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Olinda Carnaval (27/05/2011)

O carnaval, fenômeno de alegria que contagia o povo ao longo de quatro dias absolutamente sem regras, teve origem no Entrudo português. O nome intrudus veio do latim, e nomeia os três dias de festa que antecedem o período litúrgico da quaresma. O entrudo, no Brasil, é documentado desde o século XVI, como uma festa de rua com abundância de água, farinha do reino, fuligem, goma, que eram lançadas aos transeuntes. A partir de 1604, várias portarias municipais começaram a proibir o entrudo e outras atividades nocivas à ordem pública; apesar de periodicamente as festas do entrudo ou carnaval serem proibidas, ele continua sendo realizado, nos quatro dias antes da quaresma. Foi no século XIX que o nome entrudo foi substituído por carnaval, por conta da moda, em Veneza, dos bailes de máscaras, que o Brasil também importou.

Em Pernambuco, a música do carnaval é o frevo. Desde o século XIX, as bandas militares, em seus desfiles, executavam frevos. Havia, inclusive, em meados do século XIX, duas bandas militares consideradas as melhores: a do 4º batalhão nacional, cujo mestre era o espanhol Pedro Garrido, e a banda da guarda nacional. As duas bandas eram tão populares que se agregaram a elas dois blocos, formados por capoeiristas rivais. Os dois bandos de capoeiras eram tão identificados com as bandas militares que compunham versos para cantar ao som de certos passos dobrados, e assim iam cantando, dançando, pulando, rodopiando, gingando, brincando, na frente ou atrás de sua banda. Dizem os estudiosos que o passo (dança) nasceu junto com o frevo (música). O frevo como música veio do dobrado, com influências da polca e da quadrilha; já o passo surgiu da ginga e das acrobacias dos capoeiras do século XIX. A palavra frevo, cuja origem é o verbo ferver, foi utilizada na imprensa pela primeira vez em 09 de fevereiro de 1907 (é por isso, então, que o Dia do Frevo é comemorado em 09 de fevereiro), em uma crônica que relatava o carnaval do Recife. O frevo, como gênero musical, tem tamanha força que gerou diversos subgêneros, sendo três os mais importantes: frevo-de-rua (frevo instrumental), frevo-de-bloco (composto especialmente para orquestra de pau e cordas dos blocos carnavalescos do Recife) e frevo-canção (com uma parte orquestrada no início e uma letra intercalando).

Entre os frevistas, destaca-se José Ursicino da Silva, o Maestro Duda. Ele nasceu em Goiana, interior de Pernambuco, em 1935. Começou na música com oito anos apenas; com dez, já participava de bandas e rapidamente conseguiu escrever sua primeira composição. Duda tornou-se, então, um dos maiores regentes, compositores, arranjadores e instrumentistas de toda a história do frevo. O disco da postagem de hoje tem direção musical e arranjos desse grande Maestro. Observem que, além dos frevos-de-bloco, frevos-canção e frevos-de-rua, há um outro tipo de frevo presente no disco, denominado frevo-regresso. Trata-se dos frevos tocados no momento do retorno ou regresso do clube à sede ou para o término do desfile. O destaque do disco fica para os frevos-de-rua, La Reine Frevo, do Maestro Casaquinha (Faixa 1 do Lado A) e Cinqüentenário de Vassourinha de Olinda (Faixa 1 do Lado B), lindos e muito bem orquestrados. E viva o carnaval!


Lado A

1-La reine-Frevo de rua-1928 (Maestro Casaquinha)
2-Marim dos Caetés-Marcha de bloco-1944 (Clídio Nigro – Fernando C. Neto – Bloco Guaiamum na vara)
3- Sou de Olinda-Marcha de bloco-1935 (Poeta Pindaro Barreto – Bloco Batutas de Olinda)
4-Vamos encostar-Frevo-1966 (Maestro Nunes)
5-Missão da Bernadete-Marcha de Bloco-1980 (João Santiago)
6-Regresso da pitombeira-Frevo regresso-1950 (Alex Caldas)

Lado B

1-Cinqüentenário de Vassourinha de Olinda-Frevo de rua-1962 (Clídio Nigro)
2-Rua do Amparo-Frevo Canção-1920 (Lídio Macacão)
3-Trinca de Az-Marcha de Bloco-1935 (Lafaite Lopes – Wilson Vanderley)
4-Tarde dourada-Marcha de bloco-1944 (Macário – Bloco Camelo de Olinda)
5-A zebra-Frevo canção-1976 (José Carlos Rosa)
6-Regresso do elefante-Frevo regresso-1954 (Clídio Nigro – Fernando C. Neto)




quinta-feira, 21 de abril de 2011

Viva o Frevo (21/04/2011)

Nelson Ferreira, o maestro da Orquestra de Frevos Mocambo, que gravou esse disco da postagem de hoje, tinha o apelido de Moreno Bom, e nasceu em 1902, em Bonito, Pernambuco. O pai dele era vendedor de jóias e tocava um violãozinho, e a mãe era professora primária. Ele começou a tocar violão, piano e violino na infância e, aos 14 anos, já era compositor (compôs uma valsa encomendada por uma companhia de seguros). Ele compunha em vários gêneros, mas foi se especializando em frevos. No começo do rádios, foi convidado para ser o diretor artístico da Rádio Clube de Pernambuco. Ele apresentava os mais variados tipos de programas, conseguindo boa audiência. Também em função da rádio, ele fundou várias orquestras. Na década de 1940, fundou uma Orquestra de Frevos, de fama que extrapolou as fronteiras pernambucanas e ganhou o território nacional. Paralelamente, ele foi diretor do selo Mocambo, da gravadora Rosenblit, a única que, na época, operava fora do eixo Rio-São Paulo. Nelson Ferreira é um dos compositores mais produtivos do nordeste, com centenas de composições gravadas por dezenas de artistas. Na década de 1970, a Mocambo resgatou, em 4 LPs, uma produção de 50 anos do querido maestro, abrangendo valsas e frevos de rua, de bloco e canção. Essa coletânea documental é da maior importância para a história sócio-cultural de Pernambuco.Ele faleceu em 1976. Nesse dia, Gilberto Freyre escreveu no Diário de Pernambuco:  “O vazio que deixa é o que nos faz ver como era grande pela sua música, pelo seu sorriso, pela sua fidalguia de pernambucano.”


Lado A

1-Zé Pereira (Motivo popular)
2-Quebra quebra Guabiraba (Plínio de Brito)
3-Vassourinhas no rio (Carnera)
4-Bicho danado (Zumba)
5-Ogênia, tem dó de mim (do clube Vassourinhas)
6-Tudo é assombração (Casaquinha)
7-Agora é que eu quero ver (Jones Johnson)
8-Borboleta não é ave (Nelson Ferreira)
9-Agüenta a virada (Edvaldo Pessoa)

Lado B

1-Se essa rua fosse minha (Matias da Rocha) Vassourinhas
2-Buliçosa (Zumba)
3-O salão esta vasio (Jones Johnson)
4-Fortunato no frevo (Nelson Ferreira – Sebastião Lopes)
5-Tira teima (Carnera)
6-Recordação de Ciciliano (Zumba)
7-Óia a virada (Nelson Ferreira)
8-Evocação (Nelson Ferreira)
9-Faz chorar (Motivo popular)
10-Final – Despedida do carnaval

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

2° Festival do Frêvo TV Radio Clube Canal 6 Recife (01/12/2010)

A TV Rádio Clube de Pernambuco foi inaugurada em 1960, com programação e elenco oriundos do rádio (Rádio Clube de Pernambuco e Rádio Jornal do Commercio). A programação da TV, assim como a do rádio, privilegiava artistas e eventos locais. Seu primeiro diretor musical foi Maestro José Menezes, instrumentista, arranjador, compositor, regente, bacharel em direito, ou seja, um homem de talentos múltiplos. O mais importante, no entanto, é que ele era apaixonado pelo frevo. Sendo diretor musical da TV Rádio Clube, é natural que sua programação musical desse amplo espaço ao frevo. Ainda em 1961, José Menezes 1961 fundou sua orquestra de frevo que atuou ininterruptamente treze anos no carnaval do Clube Internacional do Recife e dezoito anos no Clube Português.
O 2º Festival do Frevo, realizado em 1970, sob organização de José Menezes, teve cerca de 500 composições inscritas, entre as quais foram escolhidas 40 semifinalistas. As 12 finalistas compõem esse disco. A canção vencedora do Festival foi Onde Andará Maria?, de autoria de Diná de Oliveira, atriz, pianista e compositora brasileira, nascida em Recife e também amante do frevo.


Face  A

1-     Mestre José Felipe - Frêvo de rua (Zumba) Orquestra de Frêvos José Menezes
2-     5 - 4 – 3 – 2 – 1   -   Frêvo Canção (Capiba)   Claudionor Germano
3-     Evocação Nº 6    -   Frêvo de bloco (Nelson Ferreira – Aldemar Paiva)    Coral feminino  e Orquestra de Pau e corda
4-    Viva o rei Zamboê – Maracatu (Sebastião Lopes – Arr. Nelson Ferreira)     Claudionor Germano com  coral
5-     Lamento – Frêvo de bloco (Mário Gris – Luiz Cavalcante) Coral feminino e Orq. De Pau e Corda
6-     Maciota - Frêvo de rua (Correia de Castro) Orquestra de Frêvos José Menezes

Face B

1-      Onde andará Maria?  - Frêvo de bloco (Diná- Fernando- Reinaldo-Waldemar de Oliveira) Coral feminino e Orq. De Pau e Corda
2-     Quinho - Frêvo de rua (Duda) Orquestra de Frêvos José Menezes
3-     Serpentina  colorida  - Frêvo Canção (Manoel Gilberto) Doris Sandra
4-     Clovinho no frêvo - Frêvo de rua (Clóvis Pereira) Orquestra de Frêvos José Menezes
5-     A Luz do teu olhar – Frêvo Canção (Alcides Leão – Gildo Branco) Expedito Baracho
6-     Frêvo principalmente alegre – Frêvo Canção(Mário Gris – Ângelo Agostini) Expedito Baracho

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Frevança - V Encontro Nacional do Frevo e do Maracatu


1984 - Frevança
V Encontro Nacional do Frevo e do Maracatu

Durante o último "Frevança", ouvi de quase todos os integrantes do Júri, o qual tive a honra de presidir, que a coisa mais importante desse Festival é a oportunidade que ele oferece para música brasileira no Brasil.

De fato, além de ser no momento o único festival brasileiro dedicado exclusivamente a dois dos mais autênticos ritmos nacionais, o "Frevança" tem prestado inestimável serviço à nossa música divulgando em todo o Brasil, o frevo e o maracatu, que hoje já se incorporam definitivamente à bagagem musical dos nossos mais consagrados compositores da atualidade.

Festa colorida do carnaval pernambucano, o Frevança é também uma mostra da riqueza de ritmos, passos, intérpretes, que faz desse Festival uma prévia e uma mostra do mais autêntico carnaval brasileiro.

Aqui estão as cores múltiplas, o ritmo alegre e o som matinal do "Galo da Madrugada", que faz o carnaval recifense nascer mais cedo.

Aqui estão a nobreza e a tradição dos antigos maracatus; aqui estão os blocos de saudosos carnavais, a magia trepidante do frevo-de-rua, a poesia do frevo-canção, a nostalgia do frevo de bloco. Aqui estão, enfim, algumas mostras do melhor carnaval do mundo.

Gravado com intérpretes originais, vencedores do V Frevança, este Lp é um disco para se ouvir e guardar, como uma mostra e um marco de uma festa popular feita com riso, suor e lágrimas. De alegre, naturalmente.

Capiba.

* Texto da contra-capa do Lp.

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