domingo, 26 de novembro de 2006

Cacai Nunes


2006- O Avesso

Taí....Esse é meu disco.

Um disco de viola caipira e acima de tudo um disco de música brasileira de Brasília.
Para ouví-lo é só acessar o site....


www.cacainunes.blogspot.com
mas pode assistir este vídeo antes:




Abraços
Cacai Nunes

5 comentários:

Gabi Tunes disse...

“O Avesso” não é somente o avesso, mas o avesso multiplicado pelo contrário do avesso, que não tem nome. Com isso quero dizer que o disco, mesmo não tendo sido essa a intenção do artista, consegue realizar uma das mais difíceis proezas das artes: a síntese. Mais do que isso, esse disco é uma síntese representativa do universo musical da cidade de Brasília. Evidentemente que ele não esgota tudo o que existe nesse universo (isso é impossível), mas contém em si o princípio de onde surge a música genuinamente brasiliense: a mistura. Não falo da simples mistura de gentes diferentes que casualmente se encontram e, digamos, resolvem fazer um som. Falo da mistura mais profunda, de gente que abandona sua terra e vem morar na terra de ninguém, a terra que não tem passado, mas somente a promessa de um futuro grandioso.
Para cá vieram forasteiros de todos os cantos do Brasil: Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, entre tantos outros. Trouxeram com eles linguagens e bagagens culturais. E misturaram-se. Do mesmo modo como os índios, negros e portugueses, de onde surgiu uma rica cultura brasileira, que posteriormente se regionalizou, criando culturas nortistas, nordestinas, cariocas, sulistas, que novamente vieram se misturar em Brasília. Ou seja, a música de Brasília é a mistura da mistura, ela é brasileira ao quadrado. O disco do Cacai Nunes é, portanto, brasileiro ao quadrado. Um disco que só poderia surgir de alguém que não somente ouviu coisas diferentes e pensou que uma mistura talvez ficasse interessante, mas alguém que tem essa mistura inscrita em seu corpo e alma de músico. Portanto, alguém que vive a mistura e vive da mistura todos os dias, alguém forjado na mistura. Não quero dizer que tudo o que é feito em Brasília seja brasileiro ao quadrado; é preciso que seja assumida a nossa identidade brasiliense, de mestiços vira-latas ao quadrado. Isso pode ser simples, mas não é fácil, pois é assumir que nossa identidade surgiu da ninguendade de nossa terra. Nenhum passado bonito para nos amparar, somente incertezas sobre o futuro criado a partir de tradições “roubadas” de outros lugares. Não se trata de imitar a música do Nordeste, do Rio, de São Paulo, de Goiás, e a partir daí dizer que Brasília é capaz de fazer música de qualidade; mas criar algo a partir do que aqui se vive, sem negar ou esconder absolutamente nada. Essa sinceridade é, para mim, característica marcante no disco do Cacai. Obrigado, Cacai, por esse sopro de autenticidade na música de Brasília!

OBS: sobre outros aspectos do disco, como composições, arranjos, repertório, etc., alguém faça o favor de comentar.

Newton disse...

Cara, você é ótimo!
Eu já considerava seu Blog como "Dos Melhores" e agora vendo você tocando essa maravilha, me arrepiei!
Parabéns pela publicações e parabéns pelo seu talento.
Um grande abraço,
Newton.

ILYDIO disse...

Cacai e grupo,

Parabéns pelo belo trabalho instrumental. Música brasileira na veia.

Precisamos mesmo disso...e muito. O blog está excelente também.

Ilydio, Rio de Janeiro.

"Fazedô de viola" disse...

O rapaz, te convido a acessar o www.violamineira.blogspot.com, lá a gente fala dessa danada da Viola, proponho também uma parceria, já tem muita gente boa lá! Parabéns pelo seu trabalho violeiro! Abraço

Ottoni Filho disse...

O disco "O Avesso" tem um aspecto visual belíssimo, faz lembrar uma dona com belos peitos, tendo logo abaixo um belo jardim, que faz lembrar a beleza da feminilidade, do que ela é capaz de inspirar, de gerar vida, de propiciar felicidade e alegria, além da reverberação de toda uma onda magnética de encantos. Descendo pelo jardim, há um elo que liga a cintura feminina ao formato sinuoso do violão, que lembra o poder cativante do andar da mulher, lembrando o poder do som inebriante daquele instrumento musical. Descendo para o fim, temos o formato da viola que lembra as nádegas femininas, incutindo no imaginário masculino todo o poder magnético daquela forma. No centro, existe o jardim de delícias, que recorda a genitália da moça, um presente que a fêmea pode oferecer ao seu par, que pode encetar o surgimento de um filho ou filha, com traços híbridos da bela fêmea e do macho.