terça-feira, 23 de outubro de 2007

Festival Brasília de Cultura Popular

Festival Brasília de Cultura Popular

Em sua 3º Edição, o Festival Brasília de Cultura Popular vem cumprindo o seu papel de criar para o Calendário Cultural da cidade uma data de festejo ligada profundamente a Brasília e sua gente.

Mais que um encontro de grupos e mestres da cultura brasileira e mundial, o Festival é comemoração de um novo mito, o Mito do Calango Voador. Uma nova brincadeira repleta de Brasil, criada para a capital do País.

O mito conta a história do surgimento do Cerrado e de Brasília. Uma história cheia de figuras fantásticas, que se unem com outros personagens do incrível imaginário popular brasileiro.

O Festival vai começar. A capital do País se abre para receber grupos tradicionais e de recriação, mestres e novos brincantes, para festejar um mito seu. Passado e futuro, presentes em um mesmo espaço e num mesmo tempo.

Programação

SEXTA 26 DE OUTUBRO

No primeiro dia do Festival, os convidados deverão retirar ingresso no local com duas horas de antecedência.

21h Abertura com o espetáculo O Encontro da Moderna Criatura com a Santa Tradição.

O espetáculo reúne, em uma única brincadeira, as novas e modernas criaturas do grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro com as tradicionais e fantásticas figuras do Cavalo-Marinho Boi Pintado do Mestre Grimário. O Samba Pisado, ritmo criado pelo grupo brasiliense, parea-se com a encantada rabeca de Mestre Salustiano. O inédito encontro entre tradição e recriação em um mesmo terreiro.

22h Mestre Salustiano – lançamento de seu novo CD.

SÁBADO 27 DE OUTUBRO

A partir das 15h.

Grito de Liberdade (DF)
Boi do Seu Teodoro (DF)
Folia de Reis Irmãos Vieira (DF)
Cacai Nunes (DF)
Chegada do Calango Voador com São Batuque, Família Flamini,
Família Vagamundi e Movimento rua do Circo.
Maracatu Piaba de Ouro (PE)
Caiana dos Crioulos (PB)
Grupo Bongar (PE)
Maracatu Estrela Brilhante (PE)

Espaço Alternativo: Trio Cartucho (PE), Grupo Coletivo (DF)

DOMINGO 28 DE OUTUBRO

A partir das 15h

Roda de Mamulengo
Cacuriá Filha Herdeira (DF)
Quixabeira de Lagoa da Camisa (BA)
Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF)
Petit Mamady Keita e Troupe Djembedon (Guiné)
Afoxé Alafin Oyó (PE)

Espaço Alternativo:
DJ Rocha Miranda

FEIRINHA CULTURAL

A Feira Cultural abre no sábado e no domingo, a partir das 14h com oficinas, apresentações, comidas típicas e artesanato. Estarão presentes expositores, oficineiros e artistas do País.

TROCA DE SABERES

Troca de saberes foi criado em parceria com o Fórum de Cultura Popular de Brasília para o diálogo entre grupos tradicionais e grupos novos, mestres, aprendizes e administradores da cultura popular. Esse espaço tem como objetivo discutir políticas públicas para a cultura, fortalecer a comunicação e o (re)conhecimento mútuo, compartilhando vivência, experiência e valorizando os diversos saberes. Sábado e domingo, às 10h no Auditório 2 do Museu da República.



Convidados

Boi do Seu Teodoro (DF)
Nascido em 1920, no Maranhão, Seu Teodoro Freire veio para Brasília em 1963. Desde então, mantém o Bumba-Meu-Boi na capital do País. Em 2006, das mãos do presidente da república, Luís Inácio Lula da Silva, o título de comendador por manter viva a tradição da cultura popular brasileira.

Catira e Folia de Reis Irmãos Vieira (DF)
O grupo é formado pela família Vieira de Bonfinópolis, noroeste de Minas Gerais, que pratica e preserva, há mais de 80 anos, esta tradição. Alguns dos integrantes da Folia, inclusive o seu guia, José Nucias Vieira Brandão, moram no DF e hoje “tiram” a folia também em terras candangas.

São Batuque (DF)
Um santo digno de nossa devoção! São Batuque, o santo padroeiro dos batuqueiros, reuni bimestralmente seus fiéis numa reverência a cultura popular brasileira. Desse encontro, surge o grupo que carrega o nome do santo

Família Vagamundi e Flamini (CHI, ARG e BRA)
A união de vários artistas que se encontraram em Brasília e descobriram possuir objetivos complementares em meio ao diverso mundo do circo. Com a contínua pesquisa de linguagens e habilidades circenses, desenvolvem vários números mesclando suas aptidões. Mesmo sempre presentes em festivais, eventos, festas, não deixam o mais tradicional espaço para shows, a rua.

Maracatu Baque Solto Piaba de Ouro (PE)
Fundado em 1977 por Mestre Salustiano, teve a honra de conquistar, por sete vezes consecutivas, o título de campeão do carnaval pernambucano. Hoje, por sua fama, o Piaba de Ouro não desfila mais para concorrer. É considerado o maior Maracatu Rural do Pernambuco.

Grupo Bongar (PE)
O grupo Bongar foi fundado em 11 de agosto de 2001, com o propósito de mostrar a cultura do Terreiro Xambá e difundir a batida peculiar do Coco da Xambá, tradicional festa que acontece na Casa há mais de 40 anos, no dia 29 de junho, no Portão do Gelo (São Benedito), subúrbio de Olinda. No repertório do grupo poesias e loas que falam da resistência da Nação Xambá.

Ciranda e coco de roda Caiana dos Crioulos (PB)
Caiana dos Crioulos é uma comunidade quilombola de Alagoa Grande, Paraíba. Reconhecida como um dos 13 legítimos quilombos brasileiros. Seus habitantes são descendentes diretos de escravos que se instalaram por lá entre no século XVIII, vindos de Mamanguape, após uma rebelião ocorrida em um navio que aportou em Baía da Traição, na época.

Maracatu Nação Estrela Brilhante de Recife(PE)
O Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife foi fundado em 1910 por ex-escravos. Tem como zeladoras espirituais Dona Joventina, Dona Erundina e a Rainha Marivalda. Junto com Mestre Walter França, o Estrela Brilhante é um dos maiores responsáveis pela divulgação do maracatu nação por todo o País.

Trio Cartucho (PE)
Grupo representante do tradicional forró pé de serra pernambucano.

Cacuriá Filha Herdeira (DF)
O Cacuriá Filha Herdeira é um dos últimos grupos no Brasil a manter as raízes do folguedo sem a inclusão de elementos alheios às suas origens na Festa Do Divino Pai Eterno. O Filha Herdeira teve sede por 11 anos no Centro de Tradições Populares de Sobradinho, mas atualmente mantém sede provisória a cata-ventos em Sobradinho II.

Cacai Nunes (DF)
Cacai Nunes é nascido em Recife, mas foi criado em Brasília e utiliza a viola caipira com uma linguagem própria a partir das suas vivências como músico na capital do País. Em seu show, apresenta este instrumento de tradição rural e popular com um olhar atual e urbano. Suas composições mostram uma nova realidade para a viola caipira.

Quixabeira de Lagoa da Camisa (BA)
Reunidos oficialmente desde 1992, os onze membros do Grupo têm como principal objetivo passar para os mais jovens a continuidade das suas manifestações culturais – o boi de roça, o samba de roda, o batuque da roça, a chula, o reisado, as cantigas de roda, a bata de milho e de feijão – como forma de transmissão e preservação da sua cultura.

Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF)
Com a proposta de criar um identificador cultural em Brasília, o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro inventou seu próprio mito, criando novos personagens fantástico do cerrado para o imaginário popular brasileiro. O grupo vem com um novo circo de rua, unindo o terreiro e o picadeiro numa singular e moderna brincadeira.

Petit Mamady Keita, Fanta Konatê e Troupe Djembedon (Guiné)
Petit Mamady Keita é um virtuoso percussionista do Djembê da Guiné e acaba de chegar ao Brasil para liderar a Troupe Djembedon e executar solos que conduzem a música e a dança da tradição Malinkê Guineana. A Troupe, formada por 7 integrantes, mostra um pouco desta cultura cujas músicas têm uma correspondência a eventos sociais como casamento, ritos de passagem, a circuncisão, entre outro que promovem a alegria, a expressão e fortalecem as relações afetivas dentro da aldeia.

Afoxé Alafin Oyó (PE)
Antecessor do Maracatu Nação, ou de Baque Virado, o Afoxé tem a mesma natureza: um cortejo composto por música, dança e interpretação, mas sua musicalidade está mais próxima da religiosidade afro e seus integrantes representam a corte africana. Formada em 1986 por um grupo de negros dissidentes do Afoxé Araodé, a Associação Recreativa Carnavalesca Afoxé Alafin Oyó surgiu com a missão de lutar pela resistência negra, cultural e religiosa.

DJ Rocha Miranda (DF)
O set de Rocha Miranda é norteado pela musicalidade das tradições regionais brasileiras. Entre rabequeiros virtuosos e emboladoras encantantes, figuram em seu universo sonoro elementos de cultura popular. O DJ candango apresenta desde versões puristas de antigas canções de domínio público a produções experimentais pós-manguebeat, privilegiando a percussão dançante.

Grupo Coletivo (DF)
O Coletivo tem especial interesse em miscigenar e recriar ritmos originando músicas que revelem, ao mesmo tempo, origens brasileiras e africanas com instrumentação diversa. As músicas surpreendem pelo ritmo forte que apresentam, somados a intervenções harmônicas e melódicas de guitarra e baixo.

Movimento Rua do Circo (DF)
O Movimento Rua do Circo foi criado com o intuito de fortalecimento, promoção e difusão das atividades circenses. Atua, unindo tendências da Cultura Popular, do Circo Itinerante e da Arte Contemporânea.

Grupo Cultural Grito de Liberdade (DF)
Tem como principal finalidade implementar a prática e disseminação de artes da cultura negra brasileira, em especial a capoeira. Luta pela preservação das raízes desta arte popular brasileira, preservando e promovendo a raça negra.



Um comentário:

Zéder disse...

Cara, legal dimais!
Eu tava olhando uns blogs aleatoriamente e ví esse Festival aqui, vou divulgar e vou também!! Valew mesmo!! Já tá lá no meu blog!! valew abração