quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Jair Rodrigues - 1975 - Eu sou o Samba (29.09.2010)

A frase que dá nome a esse disco, escrita logo acima de uma foto de Jair Rodrigues, assim, do jeito que está na capa do LP, é uma grande verdade. Porque o homem é mesmo o samba. E, por esquisito que possa parecer, sendo o samba carioca, Jair, que é o samba, nasceu no interior de São Paulo, em 1939, no meio de um canavial, em Nova Europa, perto da capital. Em São Carlos, iniciou sua carreira cantando em programas de rádio. Depois, foi para São Paulo e começou a cantar na noite por lá. Por acaso, em 1965, ao substituir Baden Powell em uma apresentação, cantou com Elis Regina, e daí surgiu umas das parcerias mais belas de toda a história da música brasileira. Jair já gravou mais de 40 discos, e continua na ativa. Pode-se dizer que esse disco é só de samba, embora tenha até uma ciranda. Isso porque quem acompanha o Jair é um regional maravilhoso, que, infelizmente, não sei dizer quem são, porque o disco não tem ficha técnica. Cada convenção, cada virada, cada intervenção de cada instrumento parece que foram cuidadosamente preparadas para ficarem perfeitas. São sambas bonitos, do tempo em que compor samba era fácil, porque hoje em dia está bem mais difícil sair um bom samba novo (vide os sambas-enredo). Além disso, são tão bem tocados e cantados que até os mais tristes deixam a gente para cima. Inebriem-se!!!!


JAIR RODRIGUES – 1975 – EU SOU O SAMBA

Lado A
1-      Se houvesse um jeito (Gilson de Souza)
2-      Alegria de vocês (Jair Rodrigues – Wilson Mauro)
3-      Sonhei quando o sonho acabou (Totó – Paulinho Carmago)
4-      Não pode (Barbosa da Silva – Carlos Kinza)
5-      Pula pula amarelinha (Beto Scala – São Beto)
6-      No tempo do vovô (Everaldo da Viola – Dida)

Lado B
1-      Vai meu samba (Ary do Cavaco – Otacílio)
2-      Terra encantada (Cezão – Zé Maria)
3-      Manhã de um novo dia (Ederaldo Gentil – Edil Pacheco)
4-      Cirandeira (José de Ribamar Vianna)
5-      Ele vem aí (Anastácia)
6-      Maravilhoso sambar (Ederaldo Gentil – Edil Pacheco)



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