quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dominguinhos - Simplicidade (07/04/2011)

José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, nasceu em Garanhuns, Pernambuco, em 1941 e começou a mexer com música aos oito anos de idade. No começo, ele tocava pandeiro com o grupo-mirim Os Três Pinguins. Logo, passou a tocar uma sanfoninha de oito baixos. Foi nesse período, tocando nas ruas, portas de hotéis e feiras em Garanhuns, que Dominguinhos foi visto e ouvido pela primeira vez por Luiz Gonzaga. Ele obviamente ficou impressionado com o talento do garoto, e prometeu apadrinhá-lo caso ele fosse ao Rio de Janeiro. Dito e feito. Em 1954, Dominguinhos mudou-se para o Rio de Janeiro, e Luiz Gonzaga deu a ele uma sanfona de presente. Justamente nesse período, o baião andava em baixa, com pouca popularidade. Isso forçou o jovem sanfoneiro a se aventurar por outros gêneros. Então, ele aprendeu a tocar de tudo um pouco, para conseguir sobreviver da música. Apesar disso, havia pessoas que não deixavam de acreditar no baião. Um deles era Pedro Sertanejo, cujo filho, Oswaldo, também se tornou um dos maiores sanfoneiros do Brasil. Pedro Sertanejo tinha uma gravadora, chamada Cantagalo, que registrou muita música nordestina. Ele levou Dominguinhos para gravar, e daí surgiram suas primeiras gravações. Em 1967, Dominguinhos viajou em excursão com Luiz Gonzaga ao Nordeste, como sanfoneiro e motorista. Também foi na excursão a cantora pernambucana Anastácia. Eles começaram uma carreira artística conjunta, que depois virou casamento. Em 1972, foi trabalhar com Gal Costa e Gilberto Gil. Viajou para a França com Gal. A partir daí, a carreira de Dominguinhos deslanchou. Gravou e tocou com grandes artistas, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em meados da década de 1970 Dominguinhos já era conhecido no Brasil inteiro como grande sanfoneiro. As composições dele começaram, então, a fazer grande sucesso, em parte porque estavam sendo gravadas por artistas muito famosos, e em boa parte porque são realmente lindas. Assim, cada vez mais gente queria gravar as músicas do Dominguinhos. No final da década de 1970, embora Dominguinhos já tivesse grande fama, dois fatos contribuiram para que ele ampliasse ainda mais seu reconhecimento como compositor. Primeiramente, em 1979, ele participou do primeiro disco de Elba Ramalho. Depois, ela gravou, dele e de Nando Cordel, a música "De volta pro aconchego"; ao mesmo tempo, Dominguinhos compôs e gravou, em parceria com Chico Buarque, a canção "Isso aqui tá bom demais". As duas músicas fizeram parte da trilha sonora da novela "Roque Santeiro", e Dominguinhos estourou no Brasil inteiro. Dominguinhos teve uma carreira longa e plena. Gravou mais de sessenta discos, entre LPs e CDs, todos eles com a mais alta qualidade. Em 50 anos de carreira, ganhou seis prêmios Sharp. E ele continua trabalhando, produzindo e surpreendendo. Em 2010, gravou um CD em parceria com o violonista Yamandu Costa que é de ficar embasbacado. Também em 2010, recebeu o prêmio Shell pelo conjunto de sua obra. O disco de hoje, gravado em 1982, tem belas parcerias de composição; Dominguinhos com Gonzaguinha, Alceu Valença, Clodo, Climério, Guadalupe e Fausto Nilo). As músicas são todas lindas, como tudo o que Dominguinhos põe a mão. É de chorar Gotas de Prata, de Dominguinhos e Guadalupe, e Voz do Vento, de Dominguinhos e Clésio.


Lado A

1- Seja como flor
(Dominguinhos-Gonzaguinha)
 2-Estrelas somos nós
(Dominguinhos-Alceu Valença)
3-Depois da derradeira
(Dominguinhos-Fausto Nilo)
4-Caso descarado
(Dominguinhos-Clodo)
5-Pé de boi
(Dominguinhos-Guadalupe)
6-Briga à-toa
(João Silva- Guadalupe)

Lado B

1-Riso cristalino
(Dominguinhos-Cimério)
 2-Gotas de prata
(Dominguinhos-Guadalupe)
3-Para boi dormir
(Dominguinhos-Clodo)
4-Voz do vento
(Dominguinhos-Clésio)
 5-Guada e Liv no forró
(Dominguinhos-Guadalupe)
 6-Saudade imprudente
(José Marcolino)
7-Forró em Ribeirão
(Dominguinhos-Guadalupe)

2 comentários:

blogspot disse...

Poderia consertar o link?
Muito grato pelo acervo

Acervo Origens disse...

corrigido !
Abraços