O Acervo Origens é uma iniciativa do violeiro, pesquisador e produtor musical Cacai Nunes e visa pesquisar, catalogar, divulgar e compartilhar conteúdos musicais na internet e em atividades culturais das mais diversas como shows, saraus, bailes de forró e programas de rádio. Ao identificar, articular e divulgar a música brasileira, sua história e elementos – entendidos como o conjunto entrelaçado de saberes, experiências e expressões de pessoas, grupos e comunidades, sobre os mais diversos temas – o ACERVO ORIGENS visa contribuir para a geração e distribuição de um valioso conhecimento, muitas vezes ignorado e disperso pelo território nacional.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Banda de Pífanos Ventoinha de Canudo (DF) - Vídeo (30.09.2011)

Banda de Pífanos Ventoinha de Canudo  (DF) quebrando tudo durante o Forró de Vitrola - Especial de Carnaval, que aconteceu no  Balaio Café no dia 04 de março de 2011.

Uma alegria só !!





quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pena Branca e Xavantinho - Velha Morada (29.09.2011)

A velha morada dos irmãos Pena Branca e Xavatinho é, sem dúvida, a cidade de Uberlândia, onde nasceram, em 1939 e 1942, respectivamente. Viveram uma época de transição, de uma realidade eminentemente rural para outra urbana e cosmopolita. Eles vêm de uma família grande, de sete filhos, negra e do trabalho na roça. Na infância, participavam das Folias de Reis que aconteciam em Uberlândia, e lá tiveram contato com a música. Inclusive o nome Pena Branca remete ao grupo mais antigo da Folia de Reis de Patrocínio, bairro onde viviam. Se desde cedo já cantavam e tocavam, desde então pegavam no pesado, faziam trabalhos braçais em roças, serralherias e matadouros. O começo da carreira artística, em 1958, foi na Rádio Educadora de Uberlândia, e coincidiu com as políticas que pretendiam desenvolver o centro do país; nesse contexto, a construção de Brasília e outros projetos modificaram a cena rural de Uberlândia, que foi adquirindo características urbanas. Então, nessa época de franco desenvolvimento, eles cantavam nas folias, nas rádios, e foram conseguindo fama local. Decidiram que Uberlândia não dava mais, e Xavantinho partiu para São Paulo em 1968. Depois, foi o Pena Branca. O começo na terra da garoa não foi fácil. Tiveram que trabalhar em  postos de gasolina, na construção civil, passaram por humilhações, falta de dinheiro e fome. Ao mesmo tempo, contudo, eles participavam de concursos musicais, e ganharam prêmios, aplausos, e reconhecimento de artistas importantes, como Rolando Boldrin, Milton Nascimento, Tonico e Tinoco, Inezita Barroso, Renato Teixeira e outros. Esses contatos abriram as portas da grande mídia para a dupla, dentre elas as gravadoras multinacionais e as redes de televisão, inclusive a Rede Globo. Mas, como tudo tem seu preço, o do sucesso não é pequeno. A dupla alterou o figurino e repertório (que passou a incluir músicas de compositores da MPB, como Guilherme Arantes, Chico Buarque e outros), para se enquadrar no modelo dos neocaipiras que vinham fazendo sucesso. Mas, ainda assim, conseguiram manter intactos alguns dos elementos mais importantes da tradição da música caipira. As mudanças que fizeram - linguagem, vestimentas e a inserção de alguns instrumentos – permitiram que Pena Branca e Xavantinho firmassem parcerias com respeitáveis nomes da MPB, além da ampla divulgação da dupla. O terceiro LP, gravado em 1987, teve a participação de Milton Nascimento e Tavinho Moura, e a direção de Rolando Boldrin, e foi um estouro de vendas. Ao longo de toda a carreira, mesmo completamente inseridos no mercado cultural, Pena Branca e Xavatinho mantiveram a qualidade do trabalho. Mesmo cantando e tocando compositores contemporâneos, mantiveram um pé na tradição, na música que aprenderam a cantar com sua mãe. Hoje, quando muitas atenções se voltam para as músicas tradicionais, cresce a admiração pela dupla. Em 1999, a morte de Xavantinho deixou o irmão meio perdido no mundo, e ele voltou para Uberlândia, cheio de problemas, inclusive dívidas. Ele iniciou uma carreira solo, ajudado por amigos como Tarcisio Manú Veio e sua Orquestra de Violeiros do Cerrado, Renato Teixeira, Inezita Barroso e tantos outros. Esse disco de hoje tem a característica marcante da dupla: a articulação coerente entre tradição e modernidade. Além do talento incrível dos irmãos, que cantam muito, o disco tem ótimos arranjos e bela instrumentação.


Lado A

1- Velha morada – Toada (Xavantinho e Mestre Rezende)
2-Frango assado – Batuque (Xavantinho e Herotides de Souza)
3-A mãe do ricaço – Toada baião (Xavantinho)
4-Saudades – Valsa (Xavantinho)
5-Cálix Bento – congada (Tavinho Moura)
6-Valente caminhoneiro – Toada Nordestina (Xavantinho)

Lado B

1-Brasil rural – Toada (Xavantinho)
2-Pra que chorar – Cana verde (Xavantinho)
3-Que terreiro é esse – Batuque (Xavantinho)
4-O cio da terra – Toada (Milton Nascimento/Chico Buarque)
5- Terno da estrela guia – Congada (Raul Ellwanger/Luiz Coronel)
6-Visite o sertão – Moda de viola (Xavantinho)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dilermando Reis - Homenagem a Ernesto Nazareth (28.09.2011)

Dilermando Reis nasceu na cidade Guaratinguetá, no interior de São Paulo, em 1916. Seu pai era funcionário público e tocava um violãozinho nas serestas da cidade. Dilermando agarrou-se com o violão desde pequeno, e nunca mais largou. Tocava tudo de ouvido, e suas composições preferidas eram as do Canhoto. Aos 15 anos, ele já era reconhecido como grande violonista em Guaratinguetá.  Foi nessa época, em 1931, que Dilermando foi ao cinema ver um recital de Levino Albano da Conceição. Ficou impressionado e encantado. Mas não mais do que o próprio Levino, quando viu a desenvoltura do menino com o instrumento. Resultado: Levino carregou o menino para o Rio de Janeiro. Em troca das aulas que daria a Dilermando, o garoto serviria de guia ao violonista cego. Um dia, Levino disse que iria a Campos e voltaria 15 dias depois. Deixou esses 15 dias de hotel pagos para Dilermando. Mas voltou só dois anos depois. Dilermando, com 17 anos, era um garoto do interior, sozinho na cidade grande, sem dinheiro, sem trabalho, sem ninguém. Ocorre que, antes de Levino ir embora, havia apresentado Dilermando a João Pernambuco. Dilermando, em vez de voltar para Guaratinguetá, foi atrás do homem, que o acolheu no quarto da pensão. Dilermando foi procurar trabalho, e começou a dar aulas de violão nas lojas de instrumentos musicais. Elas eram freqüentadas por artistas como Noel Rosa, Carmem Miranda, Francisco Alves, Vicente Celestino, Luiz Gonzaga e o próprio João Pernambuco, que iam divulgar seus trabalhos e conversar. Dilermando arranjou também um bico sem contrato na Rádio Guanabara, tocando para acompanhar calouros. Ganhava pouco, trabalhava muito, mas pagava o aluguel.  Em 1936, começou a trabalhar na Rádio Transmissora, à frente de um programa só de violão, de nome Variedades Esso. Nessa mesma rádio, trabalhavam Pixinguinha e seu regional: Luiz Americano, João da Baiana, Tute e Luperce Miranda. Dilermando foi convidado para integrar esse regional, e aí sua carreira deslanchou. Em 1941, gravou seu primeiro disco pela Columbia, que virou Continental, e foi sua única gravadora. Foram trinta e cinco discos em 78 rpm e 25 LPs. Dilermando continuou trabalhando no rádio, dando aulas de violão e gravando até o final da vida. Na década de 1950, já era um violonista de grande reconhecimento. Inclusive um garoto de 10 anos, apaixonado por violão, de nome Baden Powell, ganhou o primeiro lugar ao imitar Dilermando Reis em um programa de calouros. Dilermando era uma espécie de orgulho nacional. Tanto que seu enorme talento gerou grande admiração em um dos homens mais nacionalistas do país, o então Presidente Juscelino Kubitschek. Na posição de presidente da nação, era fácil para ele se aproximar do ídolo. Os dois ficaram amigos, e Dilermando dava aulas de violão para uma das filhas de JK. Claro que essa amizade gerou muitas oportunidades a Dilermando, como, por exemplo, comandar um programa na Rádio Nacional. Sua Majestade, O Violão, foi apresentado por Sargentelli, depois por César Ladeira, e fazia um sucesso estrondoso. A vida de Dilermando na maturidade era tranqüila e sem sobressaltos: fazia programas de rádio de manhã e dava aulas à tarde. Juscelino, contudo, preocupado com o futuro do amigo músico, cuja vida poderia virar a qualquer momento, resolve nomeá-lo delegado fiscal (no dia 20 de abril de 1960), como uma espécie de mecenato torto. Mas Dilermando era muito sério. Então, fez um curso de formação e abandonou as aulas para poder ir trabalhar. Mas manteve o programa de rádio, até 1969, período de decadência do rádio. Ele gravou até dois anos antes de morrer, em 2 de janeiro de 1977.
Nesse disco, ele interpreta Ernesto Nazareth. Está aí uma fonte inesgotável de violão brasileiro, onde beberam grandes, como Baden Powell e Raphael Rabello. Portanto, bebam esse som!


     Lado A

1-Odeon
2-Favorito
3-Tenebroso
4-Brejeiro
5-Floreaux
6-Escorregando

      Lado B

1-Apanhei-te cavaquinho
2-Escovado
3-Ouro sobre prata
4-Bambino
5-Espalhafatoso
6- Biciclete club

             Composições de Ernesto Nazareth


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Manoelzinho Aboiador - Aboio de um Vaqueiro (27.09.2011)

 Mais um disco de aboios. Dessa vez, com Manoelzinho Araújo, figura importante dessa arte incrível mas que, apesar disso, não tem sobre ele informações disponíveis, nem em livros, nem em sites, talvez somente em revistas e jornais antigos a que o Acervo Origens não teve acesso. Sabemos que ele está velhinho, mora em Serrinha, na Bahia, e é considerado um grande mestre do aboio. Nesse disco, além dos aboios cantados do modo convencional, sem acompanhamento, há um baião tocado com acompanhamento de zabumba, triângulo e sanfona (com a participação de Nouzinho do Xaxado e Sua Gente – Tesouro do Meu Sertão, de Nouzinho do Xaxado e Damião, faixa 4 do Lado A), e um aboio com acompanhamento de sanfona (Fazenda Tinguí, também de Nouzinho do Xaxado e Damião). A última faixa tem o Manoelzinho contando seus causos pitorescos.


Lado A

1-Abertura:
Asa Branca – Toada baião
(Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira)
A seca do cariri – Aboio
(Manoelzinho Aboiador-Luiz Aboaidor)
2-Sentimentos de vaqueiro – “Aboio levando o gado”
(Manoelzinho Aboiador)
3-Retrato do vaqueiro - Aboio
(Manoelzinho Aboiador)
4-Tesouro do meu sertão - Baião
(Nouzinho do Xaxado-Damião)
Canta: Nouzinho do Xaxado e Sua gente

Lado B

1- Fazenda Tinguí – Aboio em dueto
(Nouzinho do Xaxado-José Estevão da Silva)
Canta: Nouzinho do Xaxado e Sua gente
2- Coração de vaqueiro - Aboio
(Manoelzinho Aboaiador)
3-Quando há seca no sertão - Aboio
(Manoelzinho Aboaiador)
 4-Conversando com o vaqueiro - Aboio
Participação: Luiz Queiroga
Fechamento : Boiadeiro – Toada
(klécius Caldas-Armando Cavalcanti)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rolando Boldrin - Rio-abaixo (23/09/2011)

Rolando Boldrin nasceu em São Joaquim da Barra, São Paulo, em 1936. Com sete anos, ele já tocava a viola. Logo cedo, formou dupla com o irmão, e fazia pequenas apresentações em sua cidade e na rádio local. Em 1953, foi para São Paulo, para tentar a carreira artística. Em 1963, iniciou a carreira profissional, gravando com Lurdinha Pereira, que seria sua esposa depois. Ele ficou muito famoso por ser pioneiro como apresentador de programas de televisão dedicados à música caipira. Apresentou o Som Brasil, na TV Globo, Empório Brasileiro, no SBT e Empório Brasil na TV Bandeirantes. Além de ser cantor e contador de causos, ele participou de 25 novelas e 12 peças de teatro. O Acervo Origens já postou outro disco de Rolando Boldrin, disponível aqui. Rio-Abaixo é o quarto LP de Boldrin, dedicado, como todos os outros, à música caipira. Ele tem várias lindas composições do grande Raul Torres. De fato, uma preocupação constante de Rolando Boldrin é divulgar a música caipira e seus grandes intérpretes e compositores, a despeito do sucesso mercadológico da música brega sertaneja. Destaque para a divertida Futebol da Bicharada (Raul Torres; faixa 6, Lado A), e para a belíssima Eu, a Viola e Deus, de autoria de Rolando Boldrin 9faixa 4, Lado A).


Lado A

1- Marica Criolina (Florêncio)
2-Campo Grande (Raul Torres)
3-Promessa de violeiro (Raul Torres-Celino Levestem)
4-Eu, a viola e Deus (Rolando Boldrin)
5-Boiada cuiabana (Raul Torres) Declamação: Rolando Boldrin e Lurdinha Pereira
6-Futebol da bicharada
(Raul Torres) Participação de João Kleber na imitação da voz de Walter Abraão

Lado B

1-Carrêro Bão (Murilo Alvarenga-Diesis Gaia)
2-Quando meu peito
(Raul Torres) Parte declamada do livro “Um caboclo brasileiro” de “Catulo da Paixão Cearense”
3-Goianinha (Mariano)
4-Heroi sem medalha (Sulino)
5-Ingratidão da Conceição (Mariano)
6-Faca de ponta(Rolando Boldrin)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Maurício Einhorn & Sebastião Tapajós convidado especial Arismar do Espírito Santo (22/09/2011)

Mauricio Einhorn – Nascido na Lapa, no Rio de Janeiro, em 29 de maio de 1932, Mauricio, cujo nome era Moisés David, foi criado no flamengo. Com cinco anos, já brincava com uma harmônica de boca, que ganhou de seus pais, que eram gaitistas também. Ele começou tirando de ouvido valsas vienenses, especialmente as de Strauss. Ele se diz um músico de ouvido, apesar de ter estudado com Eumir Deodato e Moacir Santos, e dominar a teoria musical. Ao contrários da maioria dos músicos populares cariocas, Mauricio não teve o choro e o samba como grandes influências. Ele ouvia polcas e obras de J. Strauss e, posteriormente, Frank Sinatra, Haymes, Doris Day, Andrews Sister e com as orquestras de Tommy Dorsey e Glenn Miller, Luiz Eça, Erroll Garner, Hank Jones, Lennie Tristano, Kenny Barron, Thelonious Monk e Oscar Peterson, de Toots Thielemans e de Charlie Parker, além de toda a obra de Chopin. Mas, claro, ele também teve influência de grandes músicos brasileiros, como Pixinguinha e Noel Rosa. E participou também de momentos incríveis da música brasileira, porque acompanhou, em shows e gravações, dezenas de artistas, como Vitor Assis Brasil, Chico Buarque, Os Gatos, Abolição, Claudette Soares, Eumir Deodato, Os Cariocas, Gilberto Gil, Elis Regina, Nara Leão, Maysa, Raul Seixas, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zizi Possi, Elizabeth Cardoso, Luiz Melodia, Tito Madi, Pery Ribeiro, Carmen Costa, Olívia Hime, Lúcio Alves, Tom Jobim, Baden Powell, Edu Lobo, Hermeto Pascoal, Manfredo Fest, Paulo Moura, Sebastião Tapajós, Sérgio Mendes, Sivuca, entre outros. Mauricio Einhorn, por fim, tem cerca de quinhentas composições.
Sebastião Tapajós – nascido em Santarém, no Pará, ele começou a estudar violão com nove anos de idade, com seu pai. Morou em Belém e, depois, no Rio de Janeiro. Estudou violão clássico em Portugal, no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, e na Espanha, com Emilio Pujol.  Quando terminou os estudos, voltou ao Brasil. Sua carreira teve um grande impulso quando ele tocou o Concerto para Violão e Pequena Orquestra, de Villa-Lobos, com a Orquestra Sinfônica Nacional, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Na década de 1970, Tapajós estudou a fundo a música brasileira, interpretando grandes compositores, compondo e pesquisando ritmos e gêneros populares. Criou um estilo próprio de compor e tocar, utilizando recursos variados do violão. Ele já gravou mais de 50 discos, e já tocou com Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson, Paquito D’Rivera, Zimbo Trio, Maurício Einhorn, Hermeto Pascoal, para citar apenas alguns.
Arismar do Espírito Santo – ele toca contrabaixo, violão, guitarra, piano e bateria. Já tocou com Hermeto Pascoal, César Camargo Mariano, Sebastião Tapajós, Jane Duboc, Sueli Costa, Raul de Souza, Maurício Einhorn, Hélio Delmiro, Roberto Sion, Sivuca, Filó Machado, Dominguinhos, Luís Eça, Dory Caymmi, Heraldo do Monte, Lenine, Joyce, Paquito D’Rivera, Lisa Ono, João Donato, Laércio de Freitas, Leny Andrade, Maurício Carrilho, Paulo Moura, Toninho Horta, Yuka Kido, Borguetinho, Eduardo Gudin, Zé Renato, Leandro Braga, Cristóvão Bastos, Fátima Guedes, Nivaldo Ornelas, Roberto Menescal, Banda Mantiqueira, Henrique “Zurdo” Roizner, Satoshi Takeishi, John Lee, Lucho Gonzales, apenas para citar alguns. Ganhou o Prêmio Sharp  de Música com seu primeiro CD solo.

Bom, então, quando esses três espetaculares músicos resolveram tocar juntos, imaginem o que deu. É música brasileira profunda. Então, ouçam e aproveitem!



Lado A

1-Tema pro Barney Kessel
(Maurício Einhorn – Sebastião Tapajós)
2-Alma nômade
(Maurício Einhorn – Sebastião Tapajós)
3- Ary, olha!
(Maurício Einhorn – Sebastião Tapajós)
4-Romântica
(Maurício Einhorn – Sebastião Tapajós)
5-Luá, Joá
( Sebastião Tapajós)

   Lado B

1-Suíte pra Detinha
(Maurício Einhorn – Sebastião Tapajós)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Azulão - Tempero de Caboclo (21/09/2011)

Francisco Bezerra de Lima, pela mania que tinha de usar somente roupas azuis, acabou virando Azulão. Francisco nasceu em Brejo de Taquara, distrito de Caruaru, em 1942. Seus tios eram músicos em Caruaru, e aos 9 anos, o garoto Francisco já se arriscava na cantoria. Nesse período, ele vendia picolé na rua, e, de vez em quando, apresentava-se na Rádio Difusora. Assim, ele foi lentamente ganhando fama. Só não ganhou altura, porque chegou apenas a 1,45 m. Mas o pequeno tamanho conseguia concentrar uma voz vigorosa, um carisma incrível e muita malandragem. Na década de 1960, já fazia sucesso, e o público pedia suas músicas no rádio. Foi em 1964 que o Mestre Camarão o convidou para ser vocalista da famosa Bandinha do Camarão. Com a Bandinha, Azulão gravou dois LPs. Em 1975, gravou seu primeiro LP solo, e, depois disso, Azulão não parou de emplacar um sucesso atrás do outro. Vários grandes artistas gravaram composições de Azulão, como Marinês, Genival Lacerda, Jacinto Silva, Os Três do Nordeste, Marinalva, Joana Angélica, Déo do Baião, Valmir Silva e outros. Esse é o segundo disco da carreira solo de Azulão. Só tem música boa. Aproveitem!


Lado A

1-Pobre matuto (Janduhy Finizola da Cunha (Janduhy Finizola)
2- Quem tem sorte tem prazer (Gilvan Neves-Americo)
3- Tempero de caboclo (Tiago Duarte)
4- Machado Corta (José Marculino)
5- Chalero ela (Brito Lucena-Ivan Ferraz)
6- Eu e a saudade (Juarez Santiago)

Lado B

1-Ainda sou romeiro (José Silva-Francisco Azulão)
2-Coração em festa (Agripino Aroeira)
3- Menina da capoeira (Janduhy Finizola da Cunha (Janduhy Finizola)
4-Palmeira do amor (José Orlando-Lidio Cavalcante)
5-A velha se afogando (José Silva-Nunes Ernandes)
6-Depois da novena (Assisão-João do Condil)


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Baracho e seus Cirandeiros - Ciranda no Pátio de São Pedro (20/09/2011)

A Ciranda é uma dança de roda muito conhecida como brincadeira infantil. Mas, em Pernambuco, a ciranda é de todos, praticada por adultos, jovens, crianças, velhos, homens e mulheres. Na ciranda, costuma haver um mestre, um contra-mestre e os músicos, que ficam no centro da roda (normalmente tocam zabumba, caixa e ganzá, mas outros instrumentos podem aparecer). Os participantes são os cirandeiros e cirandeiras. A roda começa, em sentido anti-horário, normalmente pequena, e vai aumentando com a chegada de mais cirandeiros. Cabe ao mestre a responsabilidade de iniciar e comandar a animação, de tirar os cantos e de tocar o ganzá. É o integrante mais importante, e, muitas vezes, seu nome identifica a ciranda, como a Ciranda de Lia, a Ciranda de Dona Duda, a Ciranda de Baracho. O Mestre Baracho da Ciranda, cujo nome era Antônio Baracho da Silva, nasceu em Nazaré da Mata, em Pernambuco. Ainda muito pequeno, mudou-se para Abreu e Lima, onde passou a maior parte da vida. Foi um grande compositor de cirandas, e foi também Mestre de Maracatu. Como nunca se preocupou com os registros legais da autoria, várias de suas composições foram gravadas por outros artistas, sem menção à sua autoria. A autoria da famosa Lia de Itamaracá, cujos versos são os mais conhecidos da ciranda (Essa ciranda quem me deu foi Lia / Que mora na ilha / de Itamaracá) é objeto de pendengas e brigas entre Baracho, seus descendentes, a própria Lia de Itamaracá e Teca Calazans.  Também é atribuída a Baracho a autoria dos versos “Ó cirandeiro, cirandeiro ó, a pedra do seu anel / brilha mais do que o sol”, que foram utilizados na música “Cirandeiro”, de Edu Lobo e Capinam, sem que Baracho fosse citado como autor. Ele faleceu em 1988, aos 81 anos, de câncer na garganta, em decorrência de anos fumando. Esse é um dos poucos registros de sua ciranda. Ele tem a famosa Lia de Itamaracá, mas tem outras belas canções, como Minha Melodia. Reparem na capa, ela transmite o clima de paz e alegria que reina nas cirandas.


Lado A

        01-Lia de Itamaracá
         Morena vem ver
         Lembranças de Brasília
         Cavalo de aço
        02-Boneca cobiçada
        03-Quem ama sofre
        04-Minha melodia

 Lado B

01-Meus cabelos brancos
 Praça do Brás
 Pontas de pedras
02-Praia de Lucena
03-Copacabana
04-Despedida

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Orquestra de cordas dedilhadas de Pernambuco (16/09/2011)

A Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco foi criada por Cussy de Almeida na década de 1980, seguindo o ideário do Movimento Armorial, cuja inspiração eram os movimentos artísticos populares. Em Pernambuco, havia muitos excelentes músicos de cordas dedilhadas. Cussy juntou alguns dos melhores deles, e formou a Orquestra, misturando três violas sertanejas, três bandolins, cavaquinho, violão, percussões e contrabaixo.  Formavam a Orquestra: Adelmo de Oliveira Arcoverde, na viola de 10 cordas; Geraldo Fernandes Leite na percussão; Henrique Annes, no violão; Inaldo Gomes da Silva, na percussão; Ivanildo Maciel da Silveira, no bandolim; João Lyra, na viola; Marco Cesar de Oliveira Brito, no bandolim; Marcos Silva Araújo, no contrabaixo; Mário Moraes Rêgo, no cavaquinho; Nilton Machado Rangel, na viola de 10 cordas e Rossini Ferreira no bandolim. Esse disco foi produzido por Mauricio Carrilho e lançado pela Funarte em 1984. Trata-se de um registro histórico, com belíssimas canções e interpretações ainda melhores.  Destaco o baião Mourão, de Guerra-Peixe, pela linda interpretação.


Lado A

1-Cipó branco de Macaparana (Cussy de Almeida Neto)
2-Adeus dedilhas (Ivanildo Maciel-João Lira)
3-Pedra terra (Nilton Rangel-João Lira)
4-Mas sim, aí... (João Lira-Marcos Cesar de O. Brito)
5-Maracatú dedilhado (Nilton Rangel)
6-Lamento nordestino (Marcos da Costa S. Araújo)
7-Marcelinho no frevo (Ivanildo Maciel)

Lado B

1- Morte de um valente (Adelmo de Oliveira Arcoverde)
2- Gostosão (Nelson Ferreira)
3-Mourão (Guerra peixe)
4-Último dia (Levino Ferreira)
5-Terra nova (Henrique Annes)
6-Mayse (José Ursicino da Silva)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Trio Mossoró - Praça dos Seresteiros (15/09/2011)

O Trio Mossoró começou em 1956, na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Nort, por três irmãos: João Batista, o João Mossoró, Hermelinda, a Ana Paula e Carlos André, o Oséas Lopes. Nesse período, um locutor da Rádio Tapuyo, ouvindo o Oséas cantar, fez a ele o convite para o trio fazer participações no rádio. Em 1959, Oséas foi sozinho para o Rio de Janeiro e começou a atuar no rádio. Depois, chamou os dois irmãos para irem também. O Trio começou a fazer grande sucesso, e os irmãos tentaram, então, levar outro irmão, o Cocota, que também era grande cantor. No ano de 1961, já estava tudo acertado para o Cocota ir se juntar aos irmãos. O Cocota decidiu fazer uma festa de despedida em Mossoró. Ele enfiou o pé na jaca, tomou todas, e acabou dormindo em uma rede. E foi lá que foi assassinado com trinta e oito furadas de tesoura. Esse fato ficou marcado na história do Trio Mossoró. Logo depois, em 1962, apadrinhado por João do Vale, o Trio gravou o primeiro disco, chamado “Rua do Namoro”. O Trio Mossoró gravou 10 LPs. Esse que o Acervo Origens disponibiliza hoje é o quarto. É realmente incrível o talento dos irmãos. A Hermelinda “Ana Paula” canta demais, tem uma voz lindíssima, digna de figurar entre as grandes cantoras do forró. A primeira música, Canto de Outrora, de Antônio Barros, já surpreende pela qualidade. A faixa 4 do Lado B, Praça dos Seresteiros, é uma homenagem emocionada ao irmão cantador Cocota, que por pouco não transformou o trio em quarteto.

   
Lado A

1-O canto de outrora (Antonio Barros)
2-Êta coração (Antonio Barros)
3-Quero te agradar (Antonio Barros)
4-Esse não me mata (Antonio Barros)
5-Rompeu Aurora (Antonio Barros)
6-Homenagem a Messias Lopes (Oséas Lopes – João Mossoró)

Lado B

1-Por amor demais (João Mossoró – Gebardo Moreira)
2-Caçador do Sumaré (João Mossoró – Abdon Santos)
3-Lamento de saudade (Anastácia – Dominguinhos)
4-Praça dos seresteiros (Antonio Barros – Òseas Lopes)
5-Ponte Rio-Niterói (João Mossoró – Gebardo Moreira)
6-Santo de Barro (Iremar Leite)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Otacílio Batista e Oliveira de Panelas - Só Deus improvisa mais (14/09/2011)

Está aqui um disco que une dois grandes nomes do repente e da cantoria. Otacílio Batista  nasceu no dia 26 de setembro de 1923, na Vila de Umburanas, município de Itapetim, em Pernambuco. Hoje, essa antiga vila é a cidade de São José do Egito. Na infância, Otacílio trabalhava na agricultura, e, por isso, estudou só até a quarta-série. Mas sua enorme família tinha mais de 100 repentistas. Sua mãe era sobrinha de um cantador ancestral do nordeste, chamado Ugolino do Sabugi, que era irmão dos poetas Nicandro Nunes da Costa e Agostinho Nunes da Costa Filho, que era primo dos poetas Francisco das Chagas Batista, Antonio Batista Guedes e Pedro Batista. Dois irmãos de Otacílio, Lourival Batista e Dimas Batista, foram também repentistas de grande reconhecimento em Pernambuco e em todo o nordeste. Então, tamanho vínculo com a arte do repente, juntamente com grande talento, produziram um homem cuja história de vida se confunde com a história dessa arte no Brasil. Então, é difícil precisar a idade com que Otacilio começou a fazer repente, porque pode-se dizer que ele nasceu fazendo. Mas, profissionalmente, o repente começou em sua vida em 1940. Logo depois, teve que servir o Exército por dois anos. Saindo do Exército, Otacilio voltou ao improviso para ficar. Em 1946, por iniciativa de Ariano Suassuna, que era ainda estudante de Direito, Otacilio participou de uma apresentação beneficente no Teatro Santa Isabel, que até então nunca tinha tido, em seu palco, um artista popular. Essa apresentação alavancou a carreira de Otacilio, e aí ele não parou mais. Foram dezenas de viagens, programas de televisão, cantorias com os mais célebres artistas. Otacilio se destacou também como pesquisador da música tradicional, notadamente do repente e da viola. É de sua autoria, juntamente com Francisco Linhares, a publicação “Antologia ilustrada dos cantadores”, uma obra de referência para pesquisadores e estudiosos da viola e do repente. Otacílio fez dupla com vários artistas consagrados. Mas a que durou mais tempo foi com Oliveira das Panelas: foram 25 anos de cantoria.
Oliveira das Panelas, bem mais novo do que Otacílio, nasceu em 24 de maio de 1946, no município de Panelas, em Pernambuco. Seu nome era Oliveira Francisco de Melo. Juntando o nome (que parece um sobrenome) com o local de nascimento, ele criou sua alcunha artística. Seu pai era lavrador e pedreiro, e ninguém da família tinha veio nas artes da cantoria e da poesia, a não ser pelo gosto de ouvir os cantadores da região. O garoto, então, cedo se apaixonou pela arte, e ainda criança já brincava de cantar e compor, incentivado pela família. Ele não chegou à quarta série primária, mas devorava os livros que lhe caíam nas mãos. Aos 12 anos, passou a acompanhar o poeta ambulante Zé Rufino em suas andanças e cantorias, e assim aprendeu. Aos 14, iniciou a carreira de cantador profissional. Em 1962, foi morar em Garanhuns, Pernambuco. Dividia o tempo entre as cantorias e o ofício de pedreiro, junto ao seu pai, porque somente a cantoria não era suficiente para garantir o sustento. Em 1971, foi para São Paulo, tentar a sorte como artista. Lá, fazia apresentações em bares e restaurantes no Brás, bairro onde morava. Também participava de concursos e festivais de viola, que lhe deram boa projeção. Chegou até a participar do “Fantástico”.  Participou da gravação de  trilhas sonoras de filmes nacionais e de três LPs. Mas foi em 1975 que sua vida deu uma guinada. Ele conheceu o Otacilio, que o convidou para voltar para o nordeste. Foram 25 anos de parceria. Otacilio transmitiu a ele os segredos do repente como se fosse a um filho. A dupla, durante muitos anos, foi titular do programa “O Nordeste Canta”, na Rádio Tabajara de João Pessoa, campeão de audiência local. Por sua história e talento, Oliveira é um dos nomes mais importantes da cantoria nordestina.
O disco de hoje mostra o resultado incrível da dupla. Tem composições de Otacilio e de Oliveira das Panelas. Destaco Oração da Paz, que, embora tenha sido feita na década de 1970, parece que foi composta ontem, tamanha sua atualidade.


Lado A

1-O poeta e o passarinho (Otacilio Batista)
2-Advertência (Oliveira de Panelas)
3-O homem de Belém (Otacilio Batista)
4-Conformação (Oliveira de Panelas)
5-Coisas do sertão (Otacilio Batista)

Lado B

1-Filho renegado (Oliveira de Panelas)
2-Engenho de pau (Otacilio Batista)
3-Conflito das nações (Oliveira de Panelas)
4-Oração da paz(Oliveira de Panelas)
5-12 horas, 12 dias, 12 meses, 12 anos (Otacilio Batista)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Baden Powell - Marcia - Originais do Samba - Show/Recital (13/09/2011)

Esse disco, em que figura um dos maiores violonistas do Brasil de todos os tempos, foi gravado em 1968. Ele traz as primeiras gravações de músicas que Baden iria tocar e gravar dezenas de vezes ao longo de sua carreira, e que iriam consagrá-lo como menestrel do violão. Baden foi um grande modernizador do violão brasileiro, que, junto com João Gilberto, conformou a bossa-nova. Mas, se João Gilberto foi um grande acompanhador, Baden foi também. Só que Baden foi mais. Ele era um solista espetacular. Era também um violonista perfeito na arte do Choro e de outras músicas tradicionais. Ele não via diferença entre as valsas mais sérias e sisudas, que ele tocava tal e qual Dilermando Reis, o samba mais vagabundo, o choro mais virtuosístico e a bossa-nova mais moderna. Ele fazia tudo com perfeição. Por isso, é considerado um violonista absolutamente completo. Assim, ouvir Baden Powell é sempre uma lição de violão e de música brasileira. Esse disco tem ainda outras surpresas. Ele foi a gravação ao vivo, no Teatro Bela Vista, em São Paulo, de uma apresentação em que estavam Baden Powell e seu quarteto, a cantora Márcia, e a percussão dos Originais do Samba. Então, foi um encontro de grandes músicos. O Quarteto de Baden Powell era formado por ele, no violão, Ernesto Ribeiro Goncalves no baixo, Helio Schiavo na bateria, Alfredo Bessa na percussão e voz e Manoelzinho na flauta. Os Originais do Samba era Bigode (pandeiro), Lelei (tamborim), Rubens (surdo), Chiquinho (agogô), Mussum (reco-reco) e Zeca (cuíca). O lado A é instrumental, e a cantora Márcia aparece no lado B. Ela canta lindamente o famoso Samba da Bênção, de Baden e Vinícius. Também é espetacular, linda, criativa, virtuosística e perfeita a interpretação de Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, com o Manoelzinho na flauta e Baden no violão. A única coisa que fica a desejar é a qualidade do som, porque a captação ao vivo parece que não foi muito bem feita. Apesar disso, ele é um registro incontestável da genialidade do violonista que levava o público ao delírio. Um crime é gostar de música brasileira e não ouvir esse disco.


Lado A

            01-Vento vadio (Baden Powell)
            02-Marcha escocesa (Baden Powell)  
            03-Carinhoso (Pixinguinha-João de Barro)
            04-Eurídice (Vinícius de Morais)
            05-Berimbau (Baden Powell- Vinícius de Morais)

Lado B

01-Canto  de pedra preta (Baden Powell- Vinícius de Morais)
02- Só por amor (Baden Powell- Vinícius de Morais)
03- Apêlo (Baden Powell- Vinícius de Morais)
04- Samba da bênção (Baden Powell- Vinícius de Morais)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Xangai e Cumeno cum Cuentro - Mutirão da vida (09/09/2011)

Esse é o segundo disco de Xangai postado aqui no Acervo Origens. O primeiro, chamado “Que Qui Tu Tem Canário”, está acompanhado de um texto sobre a vida do Eugênio Avelino.  Como tudo o que Xangai produz, esse disco, gravado em 1984, tem canções nordestinas, de raiz popular, de compositores brasileiros, e também de autoria do próprio Xangai. Ele passeia por vários ritmos, como xotes, cocos, baiões, repentes, e outros. Xangai imprime sua interpretação característica, com voz forte e estilo agreste, que tornam sua performance única e inconfundível. Xangai é acompanhado pela Banda Cumeno cum Cuentro, formada por grandes músicos: Jaques Morelenbaum no cello, Alex Madureira na viola, Marcelo Bernardes no sax, flauta e clarineta, e Mingo na Percussão. A faixa 4 do Lado B (Cumeno cum Cuentro, de Alex Madureira) é instrumental e mostra o talento deles. Vale a pena ouvir, ela tem um duelo genial entre a viola e o sax.  Também destaco Kukukaya, de Kátia França, em que Xangai canta muito, e o sax de Marcelo Bernardes não fica atrás.


Lado A

1-Fábula ferida (Jatobá)
2-Trabalhadores do metrô (Raimundo Monte Santo-Walter Marques)
3-O menino e os carneiros (Geraldo  Azevedo-Carlos Fernando)
4-Gírias do norte/De quinze pra trás/O sapo no saco
(Jacinto Silva/Onildo Almeida-Xangai/Pinto Pelado-Jararaca/Ratinho)
5-Ele disse (Edgar Ferreira)
6-Mutirão da vida (Hélio Contreiras)
7-Violêro (Elomar)

Lado B

1-O pidido/Clariô (Elomar)
2-Alvoroço (Capinan-Xangai)
3- Kukukaya (Cátia de França)
4-Cumeno cum cuentro (Alex Madureira)
5-Natureza (Ivanildo Villanova/Xangai)